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HABITAÇÃO E TURISMO

“Demanda por moradia em nosso Estado é ainda muito grande”

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Visando potencializar duas políticas públicas essenciais para Mato Grosso e sua população, e que geram emprego, renda, qualidade de vida e a propagação indireta de 52 atividades econômicas, o Senador Democrata Jayme Veríssimo de Campos (DEM/MT), viabilizou recursos para construção de 20 mil novas residências, sendo 5 mil neste ano de 2021 através do Ministério do Desenvolvimento Regional e com o Ministério do Meio Ambiente a formalização de um Termo de Cooperação Técnica para que o Governo do Estado de Mato Grosso possa executar obras no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, um dos pontos turísticos mais visitados no Brasil e no Centro Oeste.

Encaminhamos dois pedidos que considero essenciais. A questão de obras de habitação popular, que são essenciais e que geram emprego e renda, além da qualidade de vida e fomentam o comércio e a indústria e a execução de obras de infraestrutura no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, principalmente no Véu das Noivas e no Portão do Inferno, dois dos mais importantes pontos turísticos que são valorizados em todo o Mundo e que necessitam de investimentos em infraestrutura para atender aqueles que desejam conhecer os mesmos“, disse o Senador Jayme Campos.

Ele fez questão de lembrar que suas audiências com os ministros Rogério Marinho e Joaquim Alvaro Pereira Leite, respectivamente, ministros do Desenvolvimento Regional e do Meio Ambiente respectivamente, atenderam pedido do governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) que deseja investir recursos de Mato Grosso nessas duas políticas fundamentais para contemplar a população.

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As audiências foram acompanhadas pelo secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda e pelo presidente da Mato Grosso Participações (MTPAR), Werner Santos, que são os responsáveis pelas áreas de habitação e turismo que o Governo Mauro Mendes quer potencializar investindo recursos do Tesouro Estadual para que elas gerem emprego, renda e principalmente aqueçam a economia local.

Solicitei a liberação de recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) para financiar a construção de 20 mil casas pelo programa de casas populares do governo de Mato Grosso e mesmo não tendo disponibilidade para financiar todas as unidades habitacionais neste momento, o ministro afirmou que vai buscar a liberação de, pelo menos, 5 mil moradias ainda em 2021“, explicaram o secretário César Miranda e o presidente da MTPar, Werner Santos.

Segundo Jayme Campos, o encontro foi produtivo e mostrou o empenho do ministro Marinho em apoiar projetos importantes como este do governo de Mato Grosso que busca construir e entregar moradias à parcela da população que mais precisa de assistência.

Sem dúvidas a demanda por moradia em nosso Estado é ainda muito grande, mas a sinalização de liberação de recursos necessários para a construção de 5 mil casas deve ser comemorada“, afirmou.

No tocante a audiência com o novo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite, deve resultar na assinatura de um termo de cooperação para a execução de obras de infraestrutura turística no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães que está sob guarda do Governo Federal, através do Instituto Chico Mendes de Conservação Ambiental (ICMBio).

O turismo representa a movimentação econômica de 52 atividades como hotéis, restaurantes, cinemas, parques como Chapada dos Guimarães, empresas de transporte aéreo e rodoviário e dificilmente quem vem a Mato Grosso deixa de conhecer a Chapada dos Guimarães, o Pantanal, a Amazônia, enfim temos em uma raio de até 350 km da capital ou de Várzea Grande, potenciais turísticos que precisam ser melhor explorados e incentivados, para que gerem emprego e renda“, disse Jayme Campos apontando que o Governo Mauro Mendes é diferenciado por estar indo ao Governo Federal propor parcerias em que o Estado de Mato Grosso coloca recursos próprios buscando solucionar problemas e potencializar suas atividades.

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ECONOMIA

Decretado falência definitiva do Grupo Oi pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da operadora Oi, após a administração judicial da companhia reportar ao magistrado a absoluta incapacidade financeira para manter as atividades essenciais do grupo. A decisão judicial derrubou os recursos interpostos pelas instituições bancárias credoras que buscavam a manutenção do processo de recuperação judicial e a consequente renegociação do passivo acumulado.

Diante da comprovação inequívoca do esgotamento total das reservas de caixa previsto para o término de agosto de 2026, a Corte Fluminense determinou a conversão imediata do procedimento recuperacional em falência, visando interromper o sangramento patrimonial da corporação.

O colapso financeiro da gigante de telecomunicações reflete-se com severidade nos balanços contábeis mais recentes apresentados ao Poder Judiciário. Com base em dados consolidados de março de 2026, o patrimônio líquido negativo da corporação ultrapassa a marca expressiva de R$ 22,6 bilhões, demonstrando a profunda assimetria entre os ativos disponíveis e o montante global de dívidas acumuladas.

As projeções de caixa, que indicavam uma disponibilidade de R$ 88,1 milhões no final de julho de 2026, sofreram uma corrosão acelerada desde abril do mesmo ano, quando os valores mantidos em conta corrente haviam despencado para escassos R$ 19,6 milhões.

A atual deliberação colegiada põe fim ao impasse jurídico iniciado em novembro do ano passado, ocasião em que a falência da operadora sediada no Rio de Janeiro fora decretada preliminarmente pelo juízo de primeiro grau. Naquela oportunidade, contudo, os maiores bancos credores do grupo notadamente o Itaú Unibanco e o Bradesco, obtiveram um efeito suspensivo mediante concessão de liminar, o que permitiu o retorno temporário da empresa à recuperação judicial.

Os estabelecimentos bancários alegavam que a liquidação judicial não representaria o meio mais eficaz para satisfazer as obrigações creditícias e defenderam a nomeação de um novo gestor para intermediar os acordos com os órgãos reguladores.

Como ato contínuo à decretação da falência, o Tribunal de Justiça nomeou o especialista Bruno Rezende para exercer as funções de administrador judicial no processo. Caberá ao profissional designado a responsabilidade legal de auxiliar o juízo nas diligências necessárias para arrecadar, avaliar e lacrar o patrimônio remanescente da companhia, além de elaborar a lista definitiva de credores.

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O administrador atuará diretamente na liquidação ordenada dos bens arrecadados para o pagamento dos passivos e promoverá a extinção formal das atividades empresariais das sociedades integrantes do grupo, estrita e rigorosamente dentro das exigências da lei vigente.

A tentativa derradeira de reestruturação empresarial buscava repactuar uma dívida consolidada da ordem de R$ 44 bilhões, cuja execução dependia da entrada de novos aportes operacionais. O plano aprovado na assembleia geral previa a captação de um financiamento internacional no valor de até US$ 655 milhões, dos quais US$ 505 milhões seriam injetados diretamente pelos credores financeiros.

Complementarmente, a empresa de infraestrutura V.tal, sob controle do BTG Pactual, aportaria entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões no capital do grupo, plano este que restou inviabilizado diante do agravamento vertiginoso da insolvência operacional.

Antes do desfecho judicial, a severa escassez de recursos financeiros provocou o desabastecimento de serviços básicos e o descumprimento sistemático de obrigações contratuais com prestadores de serviços. No mês de julho de 2026, a fornecedora Sitelbra interrompeu a conectividade de redes estratégicas, tais como o sistema de lotéricas da Caixa Econômica Federal, o videomonitoramento estadual na Bahia e em Goiás e os canais de atendimento da concessionária Enel no Ceará.

Empresas como Nava Software, Nava Serviços e Hughes também paralisaram as suas atividades operacionais, exigindo a intervenção expressa do Judiciário para impor a restauração das linhas e fixar multa diária pelo descumprimento.

Para minorar o impacto da paralisação de serviços essenciais à população brasileira, a Justiça autorizou a alienação em leilão de ativos estruturais da operadora para outras empresas do setor. Em abril de 2026, a divisão de telefonia fixa residencial foi arrematada pela Método Telecomunicações, transação que incluiu a responsabilidade pela manutenção e operação das linhas destinadas aos atendimentos de emergência nacional, como os canais 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros). O processo de transição visa garantir a integridade das comunicações públicas sem que haja a descontinuidade do suporte de emergência aos cidadãos.

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Contudo, entraves operacionais e a ausência de interessados impediram a conclusão do plano de desinvestimento de outras unidades de negócios cruciais do grupo falido. O leilão da Oi Soluções, segmento focado na prestação de serviços de tecnologia a corporações privadas e órgãos públicos com lance mínimo de R$ 1,4 bilhão, encerrou-se em 17 de junho de 2026 sem a apresentação de nenhuma proposta formal.

Ademais, a alienação da fatia de 27,2% detida pela Oi na V.tal, avaliada em R$ 4,5 bilhões e destinada a fundos geridos pelo BTG Pactual, encontra-se judicialmente suspensa devido a recursos apresentados por credores e investidores minoritários.

Mesmo nos processos em que a liquidação dos bens obteve aprovação das instâncias competentes, o fluxo de caixa da tele permaneceu desprovido das receitas estimadas para honrar seus compromissos imediatos. A companhia ainda não recebeu o montante de R$ 60,1 milhões decorrente da alienação da Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos à Método Telecomunicações, leiloada em abril de 2026. A transferência efetiva desses recursos e a conclusão definitiva do contrato dependem do preenchimento rigoroso de certas condições regulatórias e homologatórias impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações e por instâncias concorrenciais.

O desfecho dramático encerra uma longa jornada de crises e reestruturações que se arrastava há uma década nos tribunais brasileiros. Em junho de 2016, a Oi ingressara em seu primeiro processo de recuperação judicial para renegociar R$ 65 bilhões em obrigações, procedimento que perdurou por seis anos até o seu encerramento em dezembro de 2022.

Apenas três meses após aquela homologação, em março de 2023, a empresa formalizou o segundo pedido de recuperação reportando novos R$ 43,7 bilhões em dívidas, culminando no atual decreto de falência após restar comprovada a impossibilidade prática de preservação da continuidade empresarial.

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