RANKING DAS 10 MELHORES
Cuiabá entre as 10 melhores cidades para morar no Brasil
Você gosta da sua cidade? Acha que ela é boa para morar? De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), brasileiros de dez municípios são os mais afortunados. Isso porque a ONU lançou um ranking com os dez melhores distritos para se viver no Brasil. Com o passar das décadas, a relação do brasileiro com a sua moradia mudou bastante. Se nos anos 1960 aos anos 1980 muitos partiram para as grandes cidades em busca de boas oportunidades de emprego, atualmente essas fronteiras começam a se romper.
Nos últimos 20 anos, a economia de municípios com até 500 mil habitantes cresceu quase seis vezes, estimulando um índice cada vez maior de migração para essas cidades, que teve uma elevação de 17,4% ao longo desse período. Tanto que, atualmente, 2 em cada 3 brasileiros moram em cidades pequenas e médias.
Com a Pandemia, esse interesse tende a aumentar, principalmente com a possibilidade do trabalho remoto, que algumas companhias tendem a adotar a médio e longo prazo. Dessa forma, estar em um espaço físico deixa de ser determinante para que você consiga manter o seu emprego, por exemplo.
Claro que existem outros benefícios: algumas cidades possuem maior infraestrutura para lidar com diferentes tipos de problemas, enquanto outras, mesmo que menores, possuem menores índices de violência, tornando atrativas para moradia.
A fim de realizar um estudo melhor apurado, a entidade leva em consideração o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Esse número toma como base alguns parâmetros importantes como níveis de Educação, renda per capita e longevidade da população.
Dessa forma, confira agora quais são essas dez cidades e se você mora em alguma delas!

Melhores cidades brasileiras para se morar
Em primeiro lugar, para a surpresa de quase ninguém, São Paulo (SP) figura o topo da lista. Conforme o estudo da ONU, a capital paulista tem um IDHM de 0.842. Em virtude da sua grande importância para a indústria e intensa taxa populacional, a cidade é uma das mais imponentes no mundo.
Em seguida, aparece Florianópolis (SC). Embora a capital não seja a cidade mais populosa do Estado de Santa Catarina, ela é a segunda no ranking da ONU. Seu IDHM de 0.833 provém da qualidade de vida, uma das marcas registradas da ilha.
Fechando o TOP 3, aparece a cidade de Curitiba (PR). De acordo com o estudo, a capital possui um índice de 0.810. Seus moradores têm sorte por morar na cidade mais populosa da Região Sul do país. Além disso, o município mantém a tradição europeia, fruto da influência dos imigrantes europeus.

Quais cidades completam a lista?
Se você não mora em algumas dessas três cidades, não fique triste! Isso porque o Brasil é um vasto país, com diversas cidades boas para se viver.
Ainda conforme o levantamento da ONU, outros municípios também possuem suas próprias peculiaridades que as colocam na lista.
Confira quais são essas cidades:
Rio de Janeiro (0.805);
Belo Horizonte (0.797);
Vitória (0.796);
Porto Alegre (0.788);
Goiânia (0.764);
Cuiabá (0.760);
Recife (0.746).
ECONOMIA
Recuperação das bacias hidrográficas encerra ciclo de sobretaxa na energia elétrica no Brasil
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou, na última sexta-feira, 25, o acionamento da bandeira verde para o mês de outubro em todo o território nacional. A decisão do órgão regulador assegura que a tarifa de energia elétrica cobrada dos consumidores brasileiros não terá nenhum acréscimo financeiro no próximo período de faturamento, marcando uma virada expressiva na gestão dos recursos energéticos do país.
Esta mudança tarifária beneficia diretamente os milhões de consumidores residenciais, comerciais e industriais conectados ao Sistema Interligado Nacional. O encerramento das cobranças adicionais atinge toda a população atendida pela rede elétrica integrada, aliviando o orçamento das famílias e reduzindo os custos operacionais do setor produtivo brasileiro após sucessivos meses de tarifas elevadas.
A medida passa a vigorar oficialmente a partir do dia primeiro de outubro, abrangendo todo o ciclo de faturamento mensal do mês vindouro. As faturas emitidas pelas distribuidoras locais ao longo desse período já refletirão a ausência do custo extra, consolidando a transição do regime tarifário que vigorou durante os meses mais secos do ano.
O encerramento da sobretaxa ocorreu devido ao início do período de transição entre as estações seca e úmida nas principais bacias hidrográficas do país. O aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste estabilizou os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, permitindo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico reduzir o uso das usinas termelétricas, cujo custo de geração é consideravelmente mais alto.

O alívio financeiro se concretizou com o término da bandeira amarela, que vigorou ininterruptamente entre os meses de maio e setembro deste ano. Durante esse intervalo de cinco meses, a sobretaxa imposta aos consumidores gerava um custo adicional de R$ 1,885 para cada cem quilowatts-hora consumidos, onerando o orçamento doméstico em um momento de atenção aos gastos essenciais.
Para uma família brasileira com consumo médio mensal de duzentos quilowatts-hora, a alteração anunciada representa uma economia direta de cerca de R$ 3,77 na fatura, valor calculado antes da incidência dos impostos estaduais e federais. Embora pareça modesta individualmente, essa redução gera um impacto positivo significativo quando somada em escala nacional, estimulando o consumo e reduzindo a pressão inflacionária sobre o custo de vida.
O processo de definição das bandeiras tarifárias é gerenciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) com base no monitoramento contínuo das condições de geração de energia no país. O Operador Nacional do Sistema Elétrico avalia semanalmente a capacidade dos reservatórios e os custos de produção, fornecendo os dados técnicos que fundamentam a decisão do órgão regulador sobre a necessidade ou não de acionar fontes de energia complementares.
O histórico regulatório de 2026 demonstra a oscilação direta das tarifas em relação às condições climáticas observadas no país. A bandeira verde vigorou inicialmente de janeiro a abril, período em que o regime de chuvas mantinha os reservatórios em níveis confortáveis, garantindo a geração limpa e barata sem a necessidade de cobranças adicionais na conta dos cidadãos.

A deterioração das condições hídricas a partir do outono exigiu o acionamento da bandeira amarela no mês de maio, quando o início do período seco começou a afetar criticamente os estoques de água. A manutenção dessa taxa suplementar até setembro refletiu a sustentada necessidade de operar usinas térmicas para garantir o suprimento elétrico contínuo e evitar riscos de desabastecimento no território nacional.
A reabertura do ciclo de bandeira verde em outubro sinaliza uma perspectiva otimista para o encerramento do ano no setor elétrico nacional. A recuperação do volume dos reservatórios e a previsão de continuidade das precipitações pluviométricas nas áreas de captação oferecem estabilidade ao sistema energético, garantindo modicidade tarifária para a sociedade e maior previsibilidade para os agentes econômicos do país.
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