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ESTIMULANDO A ECONOMIA LOCAL

Cartão escolar proposto com apoio da Fecomércio-MT vai beneficiar alunos e comércio local

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Para beneficiar as empresas do ramo de papelaria em Mato Grosso e, assim, atender aos anseios da categoria, o deputado estadual Thiago Silva apresentou o Projeto de Lei nº 18/2025, que cria o “Cartão Material Escolar – CME”, destinado à aquisição de material escolar por estudantes da Rede Estadual de Ensino.

A medida, que conta com o apoio da Fecomércio-MT por ser considerada positiva para o setor, permitirá que os recursos destinados às famílias com estudantes matriculados em escolas públicas estaduais sejam aplicados diretamente em estabelecimentos comerciais credenciados em Mato Grosso, estimulando a economia regional.

Segundo o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, o modelo descentralizado evitaria a concentração de compras em grandes fornecedores de fora, permitindo uma distribuição mais equitativa da receita entre pequenos e médios comerciantes do estado.

A implementação do Cartão Material Escolar traz benefícios significativos ao setor varejista mato-grossense, uma vez que os recursos serão diretamente aplicados nos estabelecimentos comerciais locais credenciados, estimulando a economia regional”, disse o presidente.

A reivindicação partiu da classe empresarial e foi levada ao Executivo estadual no ano passado, por meio da Fecomércio-MT e do Sindicato dos Representantes Comerciais do Estado de Mato Grosso (Sirecom-MT). O tema, inclusive, voltou a ser debatido com parlamentares no início deste ano, durante audiência pública realizada pela Frente Parlamentar em Defesa do Comércio de Bens e Serviços da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado estadual Diego Guimarães.

Wenceslau Júnior também destacou, em nota:

Outro aspecto positivo do projeto é o aumento da demanda nos comércios de papelaria e material escolar, incentivando o crescimento econômico e a geração de empregos no setor. O projeto também proporciona maior previsibilidade financeira aos comerciantes locais, que poderão planejar estoques e investimentos com base na previsão de demanda garantida pelo programa”.

O autor do projeto afirmou, em outra oportunidade, que a medida dará liberdade aos pais e/ou responsáveis para adquirirem os materiais realmente necessários aos alunos.

O Estado investe mais de R$ 13 milhões na distribuição de kits escolares. Porém, com a implantação deste cartão, os pais terão autonomia para escolher quais materiais comprar, pois conhecem a real necessidade de seus filhos. Além disso, queremos fortalecer o comércio local, onde esses materiais serão adquiridos por meio do uso do cartão”.

O cartão, destinado exclusivamente à compra de material escolar, funcionará como um cartão de débito e será disponibilizado a cada aluno por meio de seus pais e/ou responsáveis. O cartão deverá conter, obrigatoriamente, o nome do aluno, o CPF do responsável legal e o código do Inep.

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Em caso de irregularidades na utilização do benefício previsto nesta lei, será instaurado o devido processo administrativo. Caso se confirme o uso indevido, o processo será encaminhado às autoridades competentes para as providências legais cabíveis.

A proposta ainda passará por votações no plenário da Assembleia Legislativa e por apreciação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se aprovada, seguirá para sanção ou veto do governador e, então, poderá se tornar lei.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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ECONOMIA

Mato Grosso ultrapassa R$ 40 bilhões em tributos

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O mês de setembro começou evidenciando a relevância econômica de Mato Grosso e o peso da carga tributária incidente sobre a população. Prova disso é que, nesta quinta-feira (3), o estado já havia recolhido R$ 40 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais. O montante, apesar de representar apenas 1,25% dos R$ 2,73 trilhões arrecadados no território nacional, revela o volume pago em impostos, taxas, contribuições e multas pagos aos cofres públicos.

O valor atual, divulgado pelo Impostômetro da Fecomércio-MT, é 3,44% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A marca de R$ 40 bilhões foi atingida oito dias antes do observado em 2025. O montante também já se aproxima do total arrecadado em todo o ano passado, quando somou R$ 58,2 bilhões.

O crescimento, segundo o presidente da Federação, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), reflete a capacidade de geração de receitas do estado, oriunda principalmente da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Esse montante evidencia a elevada capacidade de geração de receitas tributárias do estado, acompanhando a dimensão de sua atividade econômica e o volume de operações realizadas em seu território, com a maior fatia da arrecadação representada pelo ICMS”, disse o presidente.

E completou ainda que:

Essa arrecadação evidencia o peso da tributação sobre a circulação de bens e serviços, tornando o desempenho do comércio e das cadeias produtivas um componente relevante para a sustentação das receitas estaduais”.

Na esfera federal, as principais fontes de arrecadação são o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias. No âmbito municipal, o ISS e o IPTU lideram. Do total recolhido no país, o Imposto de Renda e a Previdência representam as maiores parcelas arrecadadas, com R$ 466 bilhões e R$ 512 bilhões, respectivamente.

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A capital mato-grossense segue como a principal contribuinte do estado, com R$ 830 milhões arrecadados em tributos. Entre os demais municípios de destaque estão Rondonópolis, com R$ 224 milhões, Sinop, com R$ 167 milhões, Várzea Grande, com R$ 118 milhões, Sorriso, com R$ 91 milhões, e Lucas do Rio Verde, com R$ 88 milhões.

O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também destacou a influência econômica dos municípios considerados cidades-polo do estado. Segundo a análise, a geração de receitas tributárias ultrapassa a capital e acompanha a expansão de importantes polos econômicos do interior mato-grossense.

Ainda conforme análise do IPF-MT, a relação entre atividade econômica e arrecadação tributária amplia a geração de receitas públicas. No entanto, uma aplicação mais eficiente desses recursos pode contribuir para criar condições favoráveis à continuidade do desenvolvimento estadual.

O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

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