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ECONOMIA

Campo Verde esta entre as 30 cidades com mais geração de empregos no Brasil

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Em meio à perda de 573 mil vagas de trabalho no país em 2015, cidades pelo interior do país vão na contramão da crise e registram saldo de vagas com carteira assinada neste ano.

procurando empregoCom base nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o UOL encontrou as ilhas do emprego no Brasil. Das 30 maiores geradoras, 29 são cidades do interior do país apenas Goiânia (GO) foge à regra. Nove estão no Estado de São Paulo.

Juntas, as 30 cidades geraram 63 mil novas vagas e vivem um momento à parte na economia. A atividade que mais se destacou entre esses municípios foi a agropecuária (dominante em 12 cidades). Em seguida, vêm indústria (oito cidades), serviços (cinco), construção civil (quatro) e administração pública (uma cidade). 

Foram consideradas apenas as cidades com mais de 30 mil habitantes para fazer esse ranking.

O número de empregos gerados é o saldo, ou seja, o total de contratações menos o de demissões no período. Por exemplo, se em uma cidade foram contratadas 20 mil pessoas, mas outras 15 mil perderam seus empregos, o saldo é de R$ 5.000, que é o número de vagas geradas (20.000 – 15.000 = 5.000).

Veja as 30 cidades que mais geraram empregos neste ano (até agosto):

Franca (SP) – 5.026
Juazeiro (BA) – 4.268
Pontal (SP) – 4.211
Bebedouro (SP) – 3.569
Cristalina (GO) – 3.511
Petrolina (PE) – 3.141
Matão (SP) – 2.888
Arapiraca (AL) – 2.829
Goianesia (GO) – 2.312
Nova Serrana (MG) – 2.168
São Gotardo (MG) – 2.006
Casa Nova (BA) – 1.966
São Gonçalo do Amarante (CE) – 1.849
Santa Cruz do Sul (RS) – 1.797
São José do Rio Pardo (SP) – 1.776
Goiânia – 1.627
Pitangueiras (SP) – 1.619
Patrocínio (MG) – 1.578
Vargem Grande Paulista (SP) – 1.495
Três Pontas (MG) – 1.456
São Lourenço da Serra (SP) – 1.389
Iturama (MG) – 1.280
Vargem Grande do Sul (SP) – 1.244
Inhumas (GO) – 1.216
Caucaia (CE) – 1.179
União (PI) – 1.163
Medianeira (PR) – 1.139
Machado (MG) – 1.138

Campo Verde (MT) – 1.110
Araucaria (PR) – 1.088
Franca (SP) gerou mais empregos

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A cidade campeã na geração de empregos neste ano é Franca (400 km a norte de São Paulo). Conhecida como polo calçadista, gerou 5.026 vagas nos oito primeiros meses, sendo 4.311 na indústria de calçados.

Segundo o professor de economia Hélio Braga Filho, do Centro Universitário Uni Facef, de Franca, o bom resultado da cidade pode ser explicado por dois fatores: a sazonalidade e a recuperação econômica das indústrias depois do mau resultado registrado em 2014.

No ano passado, foram fechadas 2.371 vagas na indústria. "O setor calçadista começa a demitir em novembro, em um processo que dura até o fim de dezembro", disse.

Alta do dólar ajuda

O economista Antonio Vicente Golfeto diz que outro fator positivo é a alta do dólar. "Boa parte da produção de calçados de Franca é exportada e, para quem exporta, o dólar alto sempre é um bom negócio", disse. "Isso também ajuda no desempenho do setor de cítrus [como laranja] e da cana, embora com peso menor", completou.

O presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, prevê tempos difíceis para o setor, mesmo com a geração de vagas em 2015. "Para ilustrar a gravidade da situação, em outubro de 2013 tínhamos 30.381 funcionários e, em junho, tínhamos 25.162, portanto, um saldo negativo de 5.219 vagas", disse.

Agronegócio em São Paulo

Não é só em Franca que o agronegócio gera riquezas. Em outros pontos do interior paulista, o setor também é o maior vetor da geração de empregos. É o caso de Bebedouro e Matão -quarta e sétima maiores geradoras de emprego no ano. Ambas concentram grandes áreas produtoras de cítrus e cana-de-açúcar.

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São José do Rio Pardo, com 1.776 vagas, e Vargem Grande do Sul, com 1.244 vagas, aparecem com destaque no cultivo de cebolas e batatas.

Nordeste em alta

Outra parte da lista de cidades com geração de empregos está no interior do Nordeste. A segunda colocada na lista nacional é Juazeiro (BA), com 4.268. A prefeitura informou que o emprego tem relação direta com o número de obras na cidade e com investimentos privados.

Na divisa com Juazeiro, a cidade de Petrolina, do outro lado do rio São Francisco, mas já em Pernambuco, gerou 3.141 vagas neste ano e se destacou com a produção de frutas, especialmente uvas.

A cidade que gerou mais emprego na área de serviços no país foi Arapiraca, no agreste de Alagoas. Na cidade, que teve saldo positivo de 2.829 vagas, somente a instalação de uma empresa de SAC (serviço de atendimento ao consumidor) abriu 1.200 postos de emprego.

Além disso, o shopping da cidade, inaugurado em setembro de 2013, expandiu-se e também contratou.

Na lista das nordestinas, outro destaque foi São Gonçalo Amarante (CE), onde fica o complexo portuário de Pecém. Lá foram 1.849 vagas. Apesar da desaceleração de obras por todo o país, a construção civil conseguiu impulsionar a geração de empregos no município e foi o setor que mais gerou vagas.

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Sinais de que está na hora de procurar outro emprego
A decisão de largar o trabalho não é fácil. Muitos profissionais preferem a segurança de ficar no cargo, mesmo insatisfeitos. Roberto Santos, da consultoria de desenvolvimento humano Ateliê RH, indica cinco sinais de que é hora de trocar de emprego. (
Carlos Madeiro e Eduardo Schiavoni)

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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