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PACOTES DE BORAS DA COPA DE 2014

Após recuperação, Trincheira Jurumirim é liberada

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O Complexo Viário Engenheiro José Luiz Borges Garcia, com 915 metros de extensão, a Trincheira Jurumirim/Trabalhadores começou a ser construída em 29 de março de 2012, dentro do pacote de obras para a Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá. Com orçamento inicial de R$ 39,3 milhões, a obra foi paralisada em julho de 2014, já tendo custado R$ 50,5 milhões e com 98% dos serviços executados pelo Consórcio Sobelltar.

A trincheira (parte inferior) foi totalmente interditada para o trânsito de veículos nos dois sentidos: Avenida Miguel Sutil em direção à Avenida Rubens de Mendonça e Avenida Miguel Sutil em direção à Avenida Fernando Corrêa da Costa. Já o acesso pelas pistas marginais (superior) continua liberado nos dois sentidos.

Em razão do investimento que seriam feitos, o Governo do Estado de Mato Grosso buscou ressarcimento dos valores junto à construtora responsável, uma vez que as melhorias seriam realizadas devido à má execução do projeto de engenharia. Isto porque a construção da Trincheira Jurumirim, idealizada para a Copa do Mundo de 2014, foi entregue e liberada para o tráfego naquele ano, apesar de a obra não estar totalmente concluída, com 97,8% dos serviços executados.

Na época, faltavam somente serviços complementares de paisagismo, mas o contrato foi encerrado em razão de embaraços jurídicos e administrativos. No entanto, foram diagnosticadas falhas no pavimento e a Sinfra teve que fazer um levantamento técnico dos problemas existentes ao longo da estrutura e agora vai atuar para corrigi-los.

No fim de 2014, começaram a surgir infiltrações nas paredes da trincheira e defeitos no pavimento da parte interna. O Governo tentou negociar com o Consórcio responsável, mas não obteve um acordo e agora busca a sua responsabilização.

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A atual gestão realizou estudos para identificar as causas dos problemas e suas soluções. Após a finalização dos estudos, foi realizado procedimento licitatório, que apontou o Consórcio LM Cuiabá como vencedor, com um valor de R$ 14.200.437,44.

Após a assinatura do contrato, a Sinfra-MT realizou reuniões com a Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá, solicitando apoio para o início das obras. A prefeitura fez uma série de exigências e condicionou a liberação ao término de outra obra, realizada pela própria prefeitura. Devido a isso, a obra começou apenas em 08 de junho de 2021, atrapalhando o cronograma proposto pela Sinfra-MT.

Na manhã desta sexta-feira (28), o Governo do Estado de Mato Grosso liberou o trânsito na parte inferior do Complexo Viário Engenheiro José Luiz Borges Garcia, a Trincheira Jurumirim, que foi projetada para a Copa do Mundo e nunca entregue oficialmente ao Estado, uma vez que precisou passar por intervenções de recuperação da obra.

Para recuperar as paredes e a pista da parte interna da estrutura, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) investiu até o momento R$ 10,5 milhões. A partir de agora, serão realizadas intervenções na parte superior do local. O orçamento total da obra é de R$ 14,2 milhões, em recursos próprios do Governo do Estado.

O governador Mauro Mendes (DEM), que percorreu o trecho liberado e conferiu alguns detalhes da obra, afirmou que a intervenção foi feita para dar condições adequadas a essa importante estrutura da mobilidade urbana da capital.

Era uma obra lamentável, com muitos vícios, muitas falhas de construção, pavimento comprometido. A Sinfra-MT fez todo o projeto, estamos liberando essa etapa e agora vamos para a parte superior. É mais uma daquelas obras da Copa que estamos colocando em condições adequadas, para que a gente possa sepultar de vez essa parte da história que não orgulha nenhum de nós, afirmou ele.

O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, destacou que essa é uma importante etapa para a conclusão da obra, mas lembrou que ela ainda não está pronta.

Temos hoje já 80% da solução do problema da trincheira Jurumirim, mas agora temos que resolver a parte de cima e começar o trabalho o mais rápido possível, inclusive para não prejudicar tudo o que foi feito na parte inferior”.

O que foi feito

Iniciada em junho de 2021, a recuperação da trincheira buscou resolver uma série de patologias apresentadas desde 2014. Foi retirada toda a capa asfáltica e refeito o sistema de drenagem e de base. O sistema de iluminação também precisou ser trocado, para garantir luminosidade adequada à trincheira e garantir maior segurança aos condutores.

Interdições parciais

Sobre os serviços a serem realizados na parte superior, o secretário Marcelo de Oliveira explicou que não haverá interdição total, que a intenção é realizar os trabalhos em partes, como forma de não prejudicar os motoristas e o comércio.

Faremos isso para não prejudicar o comércio, que sofreu na época que a obra foi construída, sofreu durante a pandemia, agora com essa correção. Vamos falar com a empresa para fazer serviços no período noturno e nos fins de semana, para não comprometer a região e em até 90 dias estará tudo pronto”.

Entre os serviços a serem realizados na parte superior está a troca das juntas de dilatação, equipamentos fundamentais para a estrutura da trincheira e que estão danificados. Também serão corrigidos problemas nas rotatórias, patologias no asfalto e aplicação de microrrevestimento e sinalização.

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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