ECONOMIA
Após incentivos, Azul anuncia voos para Barra do Garças e Sorriso
A Azul Linhas Aéreas anunciou nesta quinta-feira (12) que a partir do próximo mês começa a operar voos para a cidade de Sorriso três vezes por semana e no segundo semestre para Barra do Garças diariamente. A decisão da companhia veio 20 dias após o governador do Estado, Pedro Taques, ter sancionado a Lei do Voe MT (Programa Estadual de Incentivo à Aviação Regional),que visa estimulara implantação e a expansão de linhas aéreas no Estado.
Pelo Voe MT as companhias aéreas podem obter redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para compra de querosene de aviação. O programa foi criado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Os novos voos da Azul serão operados em duas grandes regiões polos do Estado, uma do agronegócio e outra do turismo, o que significa geração de emprego e renda para esses municípios e para o Estado.
De acordo com o titular da Sedec, Seneri Paludo, os resultados da nova política de incentivos que a pasta vem desenhando já estão começando a aparecer. "Com essa medida vamos atrair mais empresas aéreas para fomentar os voos regionais, que são tão importantes em um Estado de dimensões até maiores que alguns países da América Latina", destaca.
O secretário-adjunto de Turismo da Sedec, Luis Carlos Nigro, destacou o desenvolvimento do turismo para a região de Barra do Garças. "Com esses voos diários encurtaremos distâncias. Isso significa desenvolvimento e geração de emprego e renda para a população da região".
O diretor de expansão da Azul, Ronaldo Veras, disse que sem o Voe MT, a empresa não teria tomado a decisão de operar esses dois destinos. "O programa significa a sustentabilidade desses voos. Hoje o combustível representa mais de 40% nos custos de operação. Esses incentivos vieram para abrir as portas para as companhias que desejavam operar novas linhas", disse.
Obras
O Voe MT faz parte da estratégia do governo em fomentar o turismo e transformá-lo em um dos principais pilares do desenvolvimento econômico do Estado, a exemplo do agronegócio. Além disso, a região do Araguaia está sendo contemplada com obras de infraestrutura turística em Barra do Garças e Pontal do Araguaia.
Em Barra do Garças está sendo construído um Centro de Eventos com capacidade para mil pessoas e revitalizado e ampliado o Porto do Baé, no rio Araguaia. Já em Pontal do Araguaia ruas e avenidas estão sendo revitalizadas e pavimentadas.
As obras eram reivindicações antigas da população e vão contribuir muito para o desenvolvimento do turismo na região. Os investimentos, de R$ 25 milhões, fazem parte do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Turismo (Prodestur), que é o braço de infraestrutura do Pró-Turismo (Programa de Fomento ao Turismo) criado pela Sedec e que também tem como eixos a promoção e divulgação e a qualificação.
Voe MT
O programa Voe MT visa fomentar e democratizar o modal de transporte aéreo e diversificar as cidades a serem atendidas com voos regulares. Entre as normas para que a empresa seja enquadrada estão operar rotas aéreas de forma regular em dois ou mais municípios, nos casos de voos regionais e nacionais, e em pelo menos um nos casos de voos internacionais, comprovar a autorização para operar a rota pretendida, comprovar a regularidade junto à Fazenda Pública Estadual e junto aos órgãos de fiscalização e manter oficina de aeronaves no Estado.
O incentivo é a redução da base de cálculo do ICMS incidente nas operações internas para aquisição de querosene de aviação. Essa redução é progressiva de 20% a 84%. O percentual vai variar conforme a quantidade de municípios mato-grossenses atendidos pela empresa aérea, ou seja, quanto mais municípios atendidos, maior a redução. No caso da empresa operar voos internacionais não haverá incidência de ICMS. Atualmente as companhias aéreas pagam uma alíquota de 25% na compra do combustível.
ECONOMIA
Recuperação das bacias hidrográficas encerra ciclo de sobretaxa na energia elétrica no Brasil
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou, na última sexta-feira, 25, o acionamento da bandeira verde para o mês de outubro em todo o território nacional. A decisão do órgão regulador assegura que a tarifa de energia elétrica cobrada dos consumidores brasileiros não terá nenhum acréscimo financeiro no próximo período de faturamento, marcando uma virada expressiva na gestão dos recursos energéticos do país.
Esta mudança tarifária beneficia diretamente os milhões de consumidores residenciais, comerciais e industriais conectados ao Sistema Interligado Nacional. O encerramento das cobranças adicionais atinge toda a população atendida pela rede elétrica integrada, aliviando o orçamento das famílias e reduzindo os custos operacionais do setor produtivo brasileiro após sucessivos meses de tarifas elevadas.
A medida passa a vigorar oficialmente a partir do dia primeiro de outubro, abrangendo todo o ciclo de faturamento mensal do mês vindouro. As faturas emitidas pelas distribuidoras locais ao longo desse período já refletirão a ausência do custo extra, consolidando a transição do regime tarifário que vigorou durante os meses mais secos do ano.
O encerramento da sobretaxa ocorreu devido ao início do período de transição entre as estações seca e úmida nas principais bacias hidrográficas do país. O aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste estabilizou os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, permitindo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico reduzir o uso das usinas termelétricas, cujo custo de geração é consideravelmente mais alto.

O alívio financeiro se concretizou com o término da bandeira amarela, que vigorou ininterruptamente entre os meses de maio e setembro deste ano. Durante esse intervalo de cinco meses, a sobretaxa imposta aos consumidores gerava um custo adicional de R$ 1,885 para cada cem quilowatts-hora consumidos, onerando o orçamento doméstico em um momento de atenção aos gastos essenciais.
Para uma família brasileira com consumo médio mensal de duzentos quilowatts-hora, a alteração anunciada representa uma economia direta de cerca de R$ 3,77 na fatura, valor calculado antes da incidência dos impostos estaduais e federais. Embora pareça modesta individualmente, essa redução gera um impacto positivo significativo quando somada em escala nacional, estimulando o consumo e reduzindo a pressão inflacionária sobre o custo de vida.
O processo de definição das bandeiras tarifárias é gerenciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) com base no monitoramento contínuo das condições de geração de energia no país. O Operador Nacional do Sistema Elétrico avalia semanalmente a capacidade dos reservatórios e os custos de produção, fornecendo os dados técnicos que fundamentam a decisão do órgão regulador sobre a necessidade ou não de acionar fontes de energia complementares.
O histórico regulatório de 2026 demonstra a oscilação direta das tarifas em relação às condições climáticas observadas no país. A bandeira verde vigorou inicialmente de janeiro a abril, período em que o regime de chuvas mantinha os reservatórios em níveis confortáveis, garantindo a geração limpa e barata sem a necessidade de cobranças adicionais na conta dos cidadãos.

A deterioração das condições hídricas a partir do outono exigiu o acionamento da bandeira amarela no mês de maio, quando o início do período seco começou a afetar criticamente os estoques de água. A manutenção dessa taxa suplementar até setembro refletiu a sustentada necessidade de operar usinas térmicas para garantir o suprimento elétrico contínuo e evitar riscos de desabastecimento no território nacional.
A reabertura do ciclo de bandeira verde em outubro sinaliza uma perspectiva otimista para o encerramento do ano no setor elétrico nacional. A recuperação do volume dos reservatórios e a previsão de continuidade das precipitações pluviométricas nas áreas de captação oferecem estabilidade ao sistema energético, garantindo modicidade tarifária para a sociedade e maior previsibilidade para os agentes econômicos do país.
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