INOVAÇÃO PELA VIDA
Várzea Grande busca imunizar população com o “Sextou Vacina VG”
Várzea Grande inovou mais uma vez e criou o “Sextou Vacina VG“, uma nova modalidade de atendimento para a população que ainda não se vacinou contra a COVID-19 ou que recebeu apenas uma das duas doses necessárias para ficar imunizadas em definitivo, lembrando a existência de pessoas que receberam dose única da vacina Janssen.
O Prefeito da Cidade Industrial, Kalil Sarat Baracat de Arruda, voltou a defender priorização na terceira dose de vacinas para profissionais da Saúde que se encontram na linha de frente e que são juntamente com os profissionais da segurança pública aquele que diariamente se relacionam com as pessoas.
“Vamos acelerar a vacinação e abrir cada vez mais até que todos estejam vacinados e imunizado, lembrando que a medicina e a ciência ainda não dispõe de todos os estudos necessários para avaliar quantas doses são necessária e se elas torna as pessoas imunes de forma definitiva ou exigem que hajam constantes campanhas de vacinação, igual nos casos da Gripe Influenza (H1N1)”.
Previsto no planejamento da Secretaria de Saúde de Várzea Grande, o “Sextou Vacina VG“ foi concebido dentro das avaliações colhidas desde janeiro deste ano quando começou a chegada das vacinas e diante da realidade local e da necessidade de adequação para os diversos públicos que buscam a imunização com uma, duas ou mais doses dependendo da decisão do Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde (MS) que adota as medidas de acordo com a dinâmica exigida.
“Temos realidades diferentes dentro de um país do tamanho de um continente como o Brasil”, disse o secretário de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo Barros, apontando a estiagem como um dos principais motivos para as mudanças implementadas pela Saúde Municipal.
“Além de fatores inerentes a cada uma das pessoas como trabalho, família, enfermidades, adotamos regras mais favoráveis tanto para os que precisam ser vacinados, como para o exército de bravos profissionais da Saúde que diuturnamente tem trabalhado de forma redobrada, com dedicação e esmero para que a vacina alcance a todos indistintamente, pois o ato da vacinação contra a COVID-19 não vê cor, credo, condição financeira, enfim, todos que precisam tem que entrar na mesma fila e terão acesso aos mesmos imunizantes disponibilizados pelo Ministério da Saúde”, explicou Gonçalo Barros.
Kalil Baracat por sua vez assinalou que a mão do Poder Público de Várzea Grande que atende as pessoas são os servidores públicos de todas as áreas e principalmente da Saúde neste momento de Pandemia, e defendeu uma terceira dose para os profissionais da Saúde, da Segurança Pública entre outros.
“Temos reforçado nossos esforços no sentido de disponibilizar para todas as pessoas as vacinas, para que neste novo normal da vida de todos, possamos retomar, com cuidado, o trabalho, o ensino nas unidades escolares, os atendimentos sociais, as obras, enfim tudo que a população precisa para ver seus anseios atendidos”.
O “Sextou Vacina VG“, vai funcionar no Ginásio de Esportes Júlio Domingos de Campos (Fiotão) hoje, 10 de setembro, com público estimado de até 8 mil pessoas, superando a marca de 5,2 mil vacinados em um único dia na segunda maior cidade de Mato Grosso.
Gonçalo Barros frisou que o foco é voltado para aqueles que não receberam a segunda dose, mas que as equipes da Saúde Municipal estão prontas para atender a todos os casos.
“Foi pensado um dia inteiro para oportunizar a todos já contemplados, que por algum motivo ainda não se vacinou. As pessoas acima de 18 anos, mesmo sem cadastro podem comparecer de forma espontânea, que as equipes, vão cadastrar e a vacina será aplicada. Já as pessoas que perderam prazos da segunda dose também poderão se dirigir amanhã ao Fiotão, porém observados os intervalos, para quem tomou a primeira dose da AstraZeneca/Oxford há 70 dias ou mais; para quem recebeu a primeira dose de CoronaVac/Butantan há 28 dias ou mais; e para quem tiver tomado a primeira dose do imunizante Pfizer/BioNTech há 70 dias ou mais. Quem tem mais de 18 anos e ainda não iniciaram o ciclo vacinal, também poderão ser vacinados com a primeira dose, além das pessoas cadastradas e confirmadas. Será um dia inteiro, que as equipes estarão à disposição destes públicos-alvo, vacinando e cadastrando. Foi uma forma encontrada para a desburocratização e oportunizar o acesso à vacina aos várzea-grandenses”.
“O Mutirão “Sextou Vacina VG“, cumpre mais uma etapa da nossa campanha. Vamos vacinar o máximo de pessoas possível neste dia dos grupos e faixas etárias contempladas, daí então estaremos preparados, para iniciarmos a partir do dia 15 de setembro as novas etapas, que são vacinar adolescentes de 12 a 17, anos, cujos cadastros já estão prontos, e iniciarmos as confirmações e ainda vacinar com a terceira dose, idosos acima de 70 anos. Tanto estes adolescentes, quanto os idosos serão imunizados com a vacina da Pfizer/BioNTech, seguindo orientações do Ministério da Saúde. Para esta nova etapa as vacinas ainda serão distribuídas pelos órgãos competentes aos municípios”, explicou Gonçalo de Barros.
E necessário que as pessoas consultem o site oficial de Várzea Grande pelo endereço www.varzeagrande.mt.gov.br na aba IMUNIZAÇÃO VÁRZEA GRANDE e consulte sua situação, lembrando que o “Sextou Vacina VG“ abrange os cadastrados, o Plantão da Segunda Dose e o Resgate Cidadão.
Documentos necessários para o mutirão “Sextou Vacina VG“:
Para receber a primeira dose, é necessário apresentar um documento de identidade original, com foto, CPF, e comprovante de residência.
Para receber a segunda dose basta levar a carteira de vacinação com o registro da primeira dose. Em caso de perda ou extravio, se dirigir às equipes do cadastro, que estarão disponíveis para solucionar o caso e dar acesso a vacina. Levar documento original com foto e CPF.
As pessoas com 18 anos e mais devem apresentar o documento de identidade, CPF e comprovante de residência, com cópia.
Destaques
Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
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