Search
Close this search box.

CUIABÁ EM COMPLETO ABANDONO

“Vamos melhorar Cuiabá e recuperar a autoestima do povo cuiabano”

Publicados

em

Parque das Águas, Aquário Municipal e Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HMC). Estas foram os locais vistoriados considerados estratégicos e como um dos pontos importantes para a população cuiabana pelo governador Mauro Mendes e o Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). E conforme as declarações do chefe do Executivo Estadual, o estado irá trabalhar em parceria com a Prefeitura para “melhorar Cuiabá e recuperar a autoestima do cuiabano”.

Seguramente nos próximos dias, meses e anos, enquanto eu estiver como governador, vamos construir algumas políticas conjuntas para melhorar a resposta a esse grande caos que Cuiabá foi mergulhada“, relatou.

Durante a vistoria com Abilio Brunini, Mauro Mendes lembrou que o Parque das Águas foi construído e entregue durante sua gestão na Prefeitura de Cuiabá, em 2016, e agora está “em completo abandono”.

O Parque das Águas foi um parque que nós fizemos a época no peito, na raça, porque tínhamos pouco dinheiro para investir. E o Parque das Águas, depois disso, piorou muito. A fonte não funciona, o túnel das águas não funciona, a dança das águas ali em frente aos bares não funciona e os banheiros estão deteriorados. Quer dizer, houve uma precarização daquele que é talvez um dos bons pontos turísticos na cidade de Cuiabá. Então nós vamos conversar com o prefeito e ver o que poderemos fazer juntos para ajudar a recuperar o local“, destacou.

Aquário Municipal

O governador Mauro Mendes e o Prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, também estiveram visitando o Aquário Municipal. A obra foi iniciada na gestão de Mauro Mendes quando a frente da Prefeitura de Cuiabá, e deixou a estrutura na fase final, mas só foi entregue de forma inacabada quase 8 anos depois.

Vamos trabalhar para que nós possamos melhorar a imagem da cidade, recuperar a autoestima do cuiabano e fazer com que Cuiabá possa brilhar como Mato Grosso está brilhando. Tenho certeza que isso será possível com trabalho sério e honestidade. Vamos colocar de novo Cuiabá como uma capital que vai dar orgulho aos cuiabanos e a todos nós, mato-grossenses, registrou Mauro.

Já o prefeito cuiabano Abílio Brunini, disse que Cuiabá perdeu muito na área de Turismo, de lazer para população, assim como no desenvolvimento da cidade.

Imagina se esse Aquário tivesse sido concluído e inaugurado no início da gestão que sucedeu o Mauro Mendes. Olha o quanto Cuiabá perdeu no Turismo, no lazer e no desenvolvimento“, pontuou Abílio.

Hospital Municipal de Cuiabá

Os gestores ainda inspecionaram a situação do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde se depararam com instalações precárias e pacientes aguardando cirurgias ortopédicas por falta de insumos básicos.

Leia Também:  Pesquisa não vence eleição? Fábio Garcia, força não!

O chefe do Executivo Municipal, Abílio Brunini, ressaltou que a antiga gestão não fez a licitação para compra de diversos materiais ao Hospital Municipal de Cuiabá, além de atrasar o pagamento a empresas fornecedoras.

Eu fico grato porque o governador já conseguiu viabilizar alternativas para sanar o problema. Vamos também melhorar o relacionamento entre a Secretaria de Saúde do Estado com a do município para a gente ter soluções mais dinâmicas e transparentes para a saúde da população“, pontuou o prefeito.

Abilio Brunini anunciou ainda um importante projeto, a expansão do Hospital Municipal de Cuiabá por meio da incorporação do antigo Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, o antigo PS.

O HMC é uma obra importante. Temos um projeto de expandi-lo, trazendo o antigo Pronto-Socorro para complementar as operações do hospital. Esse é um passo muito significativo para a saúde pública de Cuiabá e para todo o Estado de Mato Grosso”.

Problemas do HMC era à falta de repasses do Governo do Estado

O liberal mencionou ainda que a antiga administração frequentemente atribuía problemas do Hospital Municipal de Cuiabá à falta de repasses do Governo do Estado. No entanto, segundo Abílio essa narrativa desconsiderava questões de má gestão e corrupção. O Prefeito da Capital de todos os mato-grossenses, constatou ainda que a situação do local é realmente preocupante.

Podemos verificar que a maioria dos setores do hospital estão lotados com pacientes que aguardam por cirurgias simples, porque as empresas contratadas pela antiga gestão não conseguem realizar nem mesmo as cirurgias de menor custo”.

O governador Mauro Mendes disse que já nos próximos dias será realizada a compra dos itens que faltam para a realização das cirurgias no Hospital Municipal de Cuiabá.

Vamos arrumar esses pinos, chamados OPMX, que são os parafusinhos para fazer as cirurgias ortopédicas, e aí destravar essa fila de cirurgia aqui, porque aqui temos bons profissionais, boa sala de cirurgia, mas por falta deste pequeno detalhe, por incompetência da administração anterior, não foi feito. E no início da semana nós vamos resolver isso: se Deus quiser essas pessoas vão ter suas dores aliviadas, completou.

Propaganda

Destaques

“Operação Resgate VI” interdita alojamento degradante e garante direitos trabalhistas em Mato Grosso

Publicados

em

De acordo com o Protocolo de Palermo, acordo internacional firmado no ano de 2000 e ratificado pelo Brasil em 2004 e internalizado no Artigo 149A do Código Penal brasileiro, o tráfico de pessoas é definido como “o agenciamento, o aliciamento, o recrutamento, o transporte, a transferência, a compra, o alojamento ou o acolhimento de uma pessoa, recorrendo à grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso, e tendo como finalidade: submetê-la a trabalho em condições análogas à de escravo ou a qualquer tipo de servidão, ou à exploração sexual, ou à adoção ilegal, ou à remoção de órgãos ou partes do corpo”.

“Muitas vezes, o fazendeiro diz e promete Deus e os céus para cada um de nós, mas aí se torna um ato escravo, como já aconteceu comigo mesmo. Por muito tempo, o tráfico de pessoas parecia não ter nada a ver com trabalho escravo, de forma que as instituições competentes para tratar destas duas violações são até hoje distintas”.

Chega de Escravidão!

O combate ao trabalho escravo está nas raízes da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Seu nascimento, em 1975, ocorreu quatro anos após a publicação da carta pastoral “Uma Igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a marginalização social”, denúncia feita por dom Pedro Casaldáliga, um dos fundadores da CPT, e que expôs a persistência do Trabalho Escravo no Brasil. Desde então, o seu compromisso com a dignidade e com a vida fazem parte da missão da Pastoral.

Leia Também:  Proibição do comprovante de imunização contra Covid-19 foi tema de Audiência Pública na ALMT

Resgate de trabalhadores em MT

Uma fiscalização trabalhista de emergência culminou no resgate de dois trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em uma propriedade rural do interior mato-grossense, onde habitavam um alojamento insalubre e desprovido de requisitos mínimos de segurança e higiene.

A ação fiscalizatória transcorreu entre os dias 5 e 11 de agosto de 2026, no âmbito das ações integradas da Operação Resgate VI, mobilizando equipes especializadas do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal.

O flagrante das irregularidades ocorreu em um estabelecimento rural localizado no município de Santa Cruz do Xingu, situado no norte do Estado de Mato Grosso, a aproximadamente 1.092 quilômetros da capital, Cuiabá.

A intervenção das autoridades deu-se mediante a constatação técnica de severa degradação humana e ambiental no alojamento de madeira construído ao lado de um curral, estrutura composta por quatro dormitórios abafados e um único sanitário em situação de absoluta precariedade.

O ambiente degradante caracterizava-se pela presença constante de fezes de roedores, proliferação de insetos, acúmulo de detritos alimentares pelo chão, ausência de armários, uso de colchões deteriorados e fiação elétrica improvisada com risco iminente de incêndio e eletrocussão.

A constatação de gravidade decorre da violação sistemática das normas regulamentadoras trabalhistas, visto que o conjunto das falhas estruturais e sanitárias ultrapassou meros descumprimentos administrativos, configurando a hipótese legal de submissão a condições degradantes de trabalho.

Leia Também:  Investigada, “Mulher da SES” e exoneração do cargo de secretária adjunta

A operação buscou interromper imediatamente a exposição dos trabalhadores aos severos riscos biológicos e estruturais identificados, garantindo a interdição sumária do imóvel até a completa adequação das instalações elétricas, controle de pragas, sanitização e fornecimento de mobiliário adequado.

O alcance das medidas protetivas assegurou a imediata transferência dos dois resgatados para uma rede hoteleira regional, com o custeio integral de hospedagem, alimentação e passagens de retorno aos seus municípios de origem sob a responsabilidade financeira direta do empregador infrator.

O impacto jurídico e social da fiscalização resultou na formalização retroativa dos contratos de trabalho via eSocial, na exigência de recolhimento das contribuições previdenciárias e do FGTS, além da liberação das parcelas do seguro-desemprego especial destinado às vítimas e da lavratura de autos de infração.

Com o encerramento da fase ostensiva, as vítimas foram devidamente encaminhadas aos serviços da rede de proteção social local, enquanto o proprietário responderá administrativamente perante os órgãos de fiscalização e cível e criminalmente conforme os preceitos do artigo 149 do Código Penal Brasileiro.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA