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Vaga de vice em Cuiabá, gera disputa dos partidos aliados; Vice de Lucimar virá da classe empresarial
Se você pensa que a pergunta mais difícil é saber como se escreve zero em algarismos romanos, enganou-se. A pergunta do momento é: quem será o candidato à vice na chapa da reeleição do prefeito Mauro Mendes (PSB)?.
Entre inúmeros postulantes ao cargo, o da hora vem da Câmara Municipal de Cuiabá. É o líder do prefeito, vereador Domingos Sávio (PSD), que já acionou o vice-governador, Carlos Fávaro (PSD), para fazer gestões junto ao número 1 do Paiaguás, o governador Pedro Taques (PSDB).
O vereador Toninho de Souza (PSD) em contato telefônico com o Blog do Valdemir, disse que é muita pretensão do PSDB achar que tem o direito exclusivo de indicar o vice, "ainda está cedo para esta história de vice e afirmar que o PSDB ficará com esta vaga. O PSD também se coloca no direito legitimo de disputar a vice", disse.
Toninho acrescentou que é preciso respeitar o tamanho do PSD e não tomar esta decisão apenas com a sigla tucana, "não se pode fechar em uma discussão somente com o PSDB, mas sim com todos os partidos do arco. Essa discussão tem que estar na mesa com a participação de todos. Lógico o prefeito Mauro Mendes é quem vai dizer afinal a escolha é dele", alfinetou o edil cuiabano.
Neste cenário politico da capital, quando o tema é candidato a vice de Mendes (é bom que os partidos saibam) que, o primeiro passo (reza a lenda), é conseguir a aprovação do governador Pedro Taques. Assim temos que esperar por mais alguns dias e, assim saberemos quem receberá a benção do 01 para ser o pré-candidato a vice de Mauro Mendes do PSB na disputa eleitoral de 2016.
Enquanto isso na cidade industrial
Em Várzea Grande, segundo maior município do Estado e com 182.982 mil eleitores, a prefeita da Cidade Industrial Lucimar Campos (DEM) parte para a reeleição determinada a ter como vice da chapa um empresário, jovem e que agregue eleitores de regiões populosas, como a do grande Cristo Rei.
O Blog do Valdemir apurou e já antecipa de primeira mão que dois nomes despontam para ser o candidato a vice na chapa comandada por Lucimar Campos: o empresário José Hazama (PRTB), que embora seja cunhado do ex-prefeito Tião da Zaeli, nos embates eleitorais costuma atuar em campo oposto, já que estão rompidos, nos negócios empresariais e na politica (no pleito de 2012, Tião apoiou Wallace, enquanto Hazama fez campanha para Lucimar).
O segundo, trata-se do empresário Zequinha, dono do Açougue 3 Corações, bastante conhecido na região do grande Cristo Rei. O que deixa em desvantagem em relação a Hazama, é o fato estar no DEM, o que forçaria chapa pura, não dando chance para outra sigla entrar na majoritária.
O ex-senador e três vezes prefeito de Várzea Grande, Jaime Campos (DEM) tem sua carta na manga, ele trabalha com mais nomes de empresários para vice com Lucimar Campos, os nomes são todos eles conhecidos politicamente, pouco aparecem nos noticiários locais como políticos a exemplo de Flávio Alberto Vargas (PMDB), proprietário do Frical Frigorifico e de outro empresário só que este do ramo da construção civil, Davi Pintor (PSD) proprietário da Castelo Materiais de Construção.
Resta agora esperar os resultados das reuniões que estarão acontecendo nos próximos dias entre as siglas partidárias para as finalizações politicas, de quem será o Vice tanto do Prefeito Cuiabano Mauro Mendes, como a da prefeita de Várzea Grande Lucimar Campos.
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Como Tribunais contornam o “Teto Constitucional” e desafiam a “Reforma Administrativa”
A lentidão na tramitação de propostas legislativas que visam a normatizar os supersalários no funcionalismo público expõe a profunda resistência corporativa que o tema enfrenta no Congresso Nacional. Enquanto debates políticos caminham a passos lentos nas comissões de Brasília, o Poder Judiciário mantém uma estrutura remuneratória complexa, que frequentemente extrapola os limites financeiros determinados pela própria Constituição Federal.
De acordo com dados consolidados pela Frente Parlamentar da Reforma Administrativa, aproximadamente 71% dos magistrados brasileiros recebem, mensalmente, vencimentos que superam o limite legal estipulado para o funcionalismo. O teto constitucional do país baseia-se nos subsídios dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), fixados atualmente em R$ 46,4 mil, valor que deveria servir de referência máxima e intransponível para toda a administração pública nacional.
Embora a Carta Magna confira autonomia para que os diferentes Poderes instituam seus próprios limites remuneratórios, tais balizamentos ficam estritamente condicionados ao respeito ao teto do Supremo Tribunal Federal (STF). Todavia, a maioria dos Tribunais de Justiça Estaduais consegue encontrar brechas regulatórias eficazes para contornar as restrições impostas ao pagamento dos chamados “penduricalhos”, assegurando cifras elevadas a seus membros.

Informações oficiais extraídas diretamente do Portal de Remuneração da Magistratura revelam que, apesar da extinção formal de parcela das verbas indenizatórias, os montantes ainda autorizados desrespeitam o limite de 35% do teto. Em virtude desse descumprimento sistemático das diretrizes fixadas pela Suprema Corte, verificam-se contracheques isolados que chegam a atingir a expressiva marca de R$ 1 milhão, distanciando-se do limite máximo teórico de R$ 78,5 mil.
A análise técnica aprofundada baseou-se nos demonstrativos contábeis publicados pelos próprios tribunais estaduais durante os meses de maio e junho, período em que todas as cortes forneceram dados. O caso de maior impacto financeiro envolveu um desembargador do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), cujo rendimento líquido superou R$ 1 milhão em um único mês, impulsionado por vantagens acessórias acumuladas.
No detalhamento desse caso específico no Pará, constatou-se que o salário básico do magistrado totalizava próximo dos R$ 40 mil, ao qual se somaram gratificações por tempo de antiguidade e vantagens pessoais. O fator determinante para a cifra milionária foi o pagamento concentrado de indenizações relativas a férias acumuladas, mecanismo recorrentemente utilizado para elevar temporariamente os rendimentos sem que incidam os abates do teto.
O segundo maior pagamento identificado no período ocorreu no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) e dos Territórios, onde uma magistrada auferiu o montante líquido de R$ 495 mil em maio. A remuneração básica da juíza era de R$ 12,9 mil, mas o valor bruto final foi inflado por R$ 75 mil em parcelas de antiguidade e R$ 448 mil referentes a indenizações de férias vencidas.

A concessão desses valores expressivos em maio coincidiu com o período em que já vigorava a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que vedava benefícios como auxílio-moradia e auxílio-alimentação. A mesma determinação jurídica estipulava que quaisquer verbas autorizadas remanescentes deveriam obedecer rigorosamente ao teto proporcional de 35%, regra que acabou mitigada pelos tribunais sob justificativas de direitos adquiridos.
Até o fechamento desta reportagem, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) registrava que poucas cortes estaduais haviam alimentado o sistema integrado com as folhas de pagamento referentes ao mês de junho. Entre os tribunais que cumpriram o prazo de divulgação, apenas o Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) demonstrou total conformidade legal, não registrando nenhum vencimento superior ao limite estipulado de R$ 78,5 mil.
No encerramento do julgamento de recursos sobre o tema, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) optou por flexibilizar a liberação de algumas verbas anteriormente proibidas. Contudo, por uma maioria estreita de votos, os ministros decidiram manter o limite de 35% sobre tais adicionais, consolidando um cenário de contínua vigilância fiscal sobre as folhas de pagamento do Judiciário.
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