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PRATO ELEITORAL PRINCIPAL EM 2022

Traidor tem ou não tem voto

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O trabalho do cantor Antônio Carlos Belchior, mais conhecido como Belchior é permeado de questionamento sobre o hoje e inspirado na construção do novo amanhã, o fez dizer que “você não sente e nem vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo que uma nova mudança em breve vai acontecer“.

O cantor Belchior insiste ainda em outra canção, “mas é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem“.

Muitos acreditam no novo, mesmo sabendo que ainda nos prendemos no passado.

A política mato-grossense tem vivido uma ebulição nos últimos anos. As mudanças partidárias e as movimentações para a Eleição de 2022 mostram que, apesar da anunciada a nova política, tudo continua como “Dantes no quartel de Abrantes”.

Traidor tem ou não tem voto?

Leonel de Moura Brizola nos idos do ano 90, disse ao ex-governador Dante Martins de Oliveira que a política ama a traição, mas abomina o traidor, quando Dante de Oliveira se aproximou do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e já estava de malas prontas para trocar o Partido Democrático Trabalhista (PDT) pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

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Aqui troca-se de partidos, de opinião, ou rompem-se acordos com a mesma rapidez como o Palmeiras que perdeu quatro títulos em poucos meses. Aqui o interesse pessoal se sobrepõe ao do coletivo: farinha pouca, meu pirão primeiro.

Não se esqueçam o ensinamento de Nicolau Maquiavel escrito em 1514 “os fins justificam os meios é comumente utilizado no jogo político das traições.

A dor da traição, seja conjugal ou política é uma das mais doidas. Em Mato Grosso vários políticos carregam está “pecha”, estas marcas profundas.

Querem saber a resposta se traidor tem ou não tem votos?

Vamos lá: a traição política trará, certamente desconforto aos candidatos. O passado talvez seja um peso na hora de escolher em quem votar. Se não for, mas é sempre um transtorno.

A traição será o prato principal dos próximos eventos que norteara o transtorno e a fidelidade política é que estabelece uma tensão para o político.

Ela implica uma forma de lealdade ativa onde o político, assume o compromisso por vontade própria, mas também há um tom passivo de submissão que deve inspirar confiança no partido. Quer dizer, ser fiel a um partido político significa ser fiel aos seus costumes, suas ideias e atuar defendendo-os em sua prática política.

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Traíra com muitas espinhas

Tratar as Traíras inteiras. De preferência abrir mão de muitos cargos, ou melhor, condimentos para que as Traíras fiquem saborosas e macias. O cozinheiro deve descamar as Traíras, e de preferência deixar as cabeças para que possa fiscalizar o desempenho delas nas urnas, ou melhor, nas panelas.

Deixe marinar por muito tempo, mas não espere para cozinhar no dia 3 de outubro, porque o prato pode azedar e você perder todo o investimento. Uma dica: tente amenizar o sabor azedo da Traíra com algo adocicado. Se não mudar o sabor é melhor deixar o peixe de lado e procurar algum outro tipo, como por exemplo, o Pintado ou a Cachara, que não tem espinhas e tem carne magra, ideal para quem faz dieta.

Mas se desejar continuar com a Traíra boa sorte, já que será o prato principal nas eleições do próximo ano.

Para finalizar: partidos e ideias nem sempre coincidem na mente do político. A fidelidade está na base da estrutura política como decorrente a confiança social.

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Destaques

Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

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Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

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De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

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A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

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