Destaques
Suplente quer vaga de deputado preso há 3 meses na “Operação Bereré”
Apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como sendo um dos chefes e suspeito de participar de um esquema que teria desviado cerca de R$ 30 milhões do Departamento Estadual de Transito (Detran).
Mauro Luiz Savi, do Partido Democrata (DEM), foi preso no dia 9 de maio na segunda fase da “Operação Bereré”, do Grupo Especial de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), juntamente com outros possíveis envolvidos como os irmãos Paulo e Pedro Jorge Taques, e o empresário Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos, vulgo ‘Grilo‘, e José Kobori.
Nesta semana que se passou, o médico Waldir Bento da Costa do partido do Movimento Democrático Trabalhista (MDB), suplente de deputado estadual, protocolou requerimento na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), onde ele solicita o direito de assumir a vaga do deputado estadual Mauro Luiz Savi (DEM).
Conforme a defesa do medico Waldir Bento, o Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), diz que, em caso de vacância ou licenciamento de um parlamentar, a Casa de Leis deve convocar em 48 horas o seu suplente.
Waldir Bento da Costa é o 4º Suplente da Coligação “Amor à Nossa Gente II”, que elegeu os deputados Mauro Luiz Savi, Sebastião Rezende, José Joaquim de Souza Filho (Baiano Filho), Romoaldo Júnior, Ondanir Bortolini, Emanuel Pinheiro, Jeferson Wagner Ramos e, Silvano do Amaral, ficando como suplentes, (1º) Altir Peruzzo, (2º) Allan Kardec Benitez, (3º) Ademir Brunetto, e (4º) Waldir Bento da Costa.
Mas, se depender do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Eduardo Botelho, do Partido Democrata (DEM), o suplente de deputado Waldir Bento (MDB), que vem fazendo pressão publicamente para assumir a cadeira do deputado Mauro Savi, preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) há quase 100 dias, vai ter que esperar as regras da Casa de Leis.
O suplente de deputado, revelou sua disposição de brigar pela vaga ao protocolar no Legislativo, seu pedido para assumir o lugar de Mauro Savi.
O presidente da Casa de Leis, Eduardo Botelho descartou convocar o suplente de deputado Waldir Bento para assumir a cadeira que esta vago, a de Mauro Luiz Savi. E que a princípio dentro do período de quatro meses em nenhuma situação a Casa de Leis chama o suplente.
“Até tenho conhecimento desse desejo dele. Então, encaminhei para a Procuradoria da Casa para que faça uma análise. Mas, como disse, dentro de quatro meses, em nenhuma situação, a Casa vai chamar o suplente”.
Desta forma, o emedebista deve assumir o lugar de Savi somente no final de setembro, caso o parlamentar não deixe o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) antes disso. E como não existe condenação referente ao caso e o parlamentar ainda detém a vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, ele segue recebendo os salários normalmente.
Destaques
Seca e focos de queimadas elevam a migração de animais peçonhentos para residências urbanas em Várzea Grande
A mudança desordenada do ambiente e o uso indiscriminado de venenos podem favorecer a proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Quando o ambiente natural é alterado, esses animais perdem seus abrigos e passam a buscar refúgio em áreas urbanas, residências e quintais. O uso de venenos sem orientação técnica elimina predadores naturais e presas, como insetos, desequilibrando o ecossistema.
Esse desequilíbrio faz com que os animais peçonhentos se espalhem com mais facilidade e apareçam com maior frequência. A melhor forma de prevenção é o controle ambiental: limpeza, eliminação de entulhos, manejo correto do lixo e orientação adequada da população.
As condições climáticas adversas observadas no município de Várzea Grande, caracterizadas pelo período de estiagem severa e pelo aumento dos focos de queimadas, estão forçando espécies peçonhentas, como escorpiões, aranhas, serpentes, abelhas e lacraias, a migrarem de seus habitats naturais rumo a perímetros urbanizados em busca de abrigo, água e alimento.
Os moradores de todas as regiões da cidade, com especial atenção aos residentes de bairros periféricos e de áreas próximas a terrenos baldios ou com acúmulo de entulhos, encontram-se expostos a essa aproximação sinantrópica, que exige maior rigor nas medidas preventivas cotidianas dentro e fora das habitações.
O fenômeno atinge sua cúpula epidemiológica no período de estiagem de 2026, com dados coletados entre janeiro e agosto demonstrando a ocorrência sistemática de acidentes, sob a liderança dos escorpiões, que computaram 60 notificações no município durante os primeiros oito meses deste exercício.
A migração massiva fundamenta-se na destruição e degradação dos ecossistemas nativos pelo fogo, somadas às temperaturas extremas, dinâmica que compele os espécimes a buscarem ambientes sombreados, úmidos e com oferta abundante de presas, como as baratas urbanas.

Para conter a proliferação e o ingresso desses animais, o Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG) recomenda a aplicação rigorosa da “técnica dos quatro As” (eliminação de abrigo, acesso, alimento e água), aliada à vedação de ralos, eliminação de entulhos e manutenção de quintais limpos.
Embora os registros ocorram em todo o território municipal, a Região 1 desponta como o epicentro das notificações, englobando localidades densamente povoadas como Grande Cristo Rei, Parque do Lago, Uniparque, Santa Clara, Aurília Curvo, Manga e trechos do Ponte Nova.
Diante do surgimento recorrente de espécimes, o CCZ-VG disponibiliza vistorias técnicas e orientações preventivas por meio do canal oficial de atendimento via WhatsApp, no número (65) 98476-5719, desaconselhando terminantemente o uso indiscriminado de pesticidas químicos.
Em eventuais casos de picadas ou ferimentos, o munícipe deve dirigir-se imediatamente ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, Unidade de Saúde dotada de estrutura técnica e insumos específicos, incluindo soros antiveneno para avaliação médica criteriosa.
A preocupação das autoridades de saúde justifica-se pela elevada vulnerabilidade de crianças e idosos, grupos nos quais a toxicidade dos venenos pode acarretar complicações clínicas graves, independentemente do porte ou da coloração do animal envolvido na ocorrência.
Atuam na linha de frente desse trabalho de conscientização e monitoramento os biólogos e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), a exemplo da especialista Thayse Oliveira, que mapeiam a presença de espécies de relevância médica nacional, como o Tityus serrulatus e o Tityus bahiensis, para orientar a população local.

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