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Secretario diz que Várzea Grande trabalha sozinha sem ajuda do Governo

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Os ataques que vem sendo feitas pela população e alguns políticos da cidade industrial de várzea grande contra a atual administração o Prefeito Wallace Guimaraes, (PMDB), vem sendo defendida pelo secretário de Serviços Públicos e Transportes, Roldão Lima Junior.

roldaolima250O Secretario disse que como pode trabalhar em uma cidade se a inadimplência hoje é de 76% somente com o IPTU, são pessoas que não pagam e nunca pagam IPTU "atualmente a população de Várzea Grande é de 256 mil habitantes e possui 70 mil imóveis cadastrados", e mesmo assim a população só sabe reclamar , mas não sabe pagar as contas para terem benéficos que precisam. Pontuou Rondon.

A cidade industrial na área de saúde vem sofrendo muitas criticas devido o atendimento sofrível que a população vem recebendo, "o que precisamos é que o governador Pedro Taques (PDT), olhe um pouco para o município de várzea grande, a cidade hoje tem uma das melhores UPA’S pronta para ser colocada a disposição da população mas precisa somente que o governo  do estado libere R$ 1,6 milhões para atendermos e equipar toda a UPA e para que nos possamos contratar 120 funcionários da área de saúde, assim desafogaremos o Pronto Socorro de Várzea Grande que esta sobrecarregado."

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O Secretario disse ainda que a cidade recebe pacientes dos municípios próximos e também de outros estados vizinhos, ate mesmo aqueles que saem do Pronto Socorro de Cuiabá e procuram atendimentos em Várzea Grande.

 O repasse do governo do estado com Várzea Grande é somente de R$ 876 mil reais, valor bastante aquém das necessidades do município, enquanto a cidade de Cuiabá recebe o repasse de R$ 5,7 milhões, uma grande disparidade, temos a metade da população da capital Cuiabá (576 mil habitantes), esperamos que o governo e sua equipe repensem os valores para o Várzea Grande", desabafou Rondon

Roldão disse ainda que as criticas são grandes contra a cidade industrial, muitas reclamações  de falta de asfalto, ruas esburacada e o Governo não vê que seis rodovias do Estado passam pelo município de Várzea Grande, entre as quais Capela do Piçarrao, Capão Grande, Praia Grande, totalizando 27 km de rodovias, no qual fica sobre a responsabilidade da prefeitura a manutenção de todas elas, e o Estado em nada ajuda. Disse o secretario Roldão.

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Com um orçamento de R$ 476 milhões/mês, fica complicado pra qualquer prefeito trabalhar,  e só com a folha de pagamento gasta R$ 234 milhões. A expectativa é que com a construção do Shopping em Várzea Grande , possa melhorar a receita do município em R$ 26 milhões em arrecadação de impostos, e com empregos diretos 1.700 pessoas contratadas só com o novo shopping.

O secretario disse ainda que os problemas que existe no município não vêm de hoje, e sim de varias administrações passadas, nunca tentaram resolver os pequenos problemas que se tornaram grandes hoje, mas que existe um boa vontade do atual prefeito Wallace Guimarães em resolver, mas precisa que deixem ele trabalhar, a população precisa ajudar a prefeitura pagando os seus impostos para se ter uma melhoria em Saúde, Educação, Infra estrutura. Disse Roldão.

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Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

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Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

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De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

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A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

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