SEM REFORÇO DA VACINA
Queiroga diz não para Cuiabá e Várzea Grande
Após pedido do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e articulação política do deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, Emanuelzinho (PTB), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou a destinação de doses extras de vacina contra a Covid-19 para a Prefeitura de Cuiabá, em contrapartida à realização de jogos disputados pela Copa América ao longo do mês de junho na capital.
O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, chegou ate mesmo de participar em Brasília, de uma reunião com o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, onde reiterou a necessidade de envio de doses extras de imunizantes à capital. O chefe do Executivo Municipal, entregou um ofício ao presidente Jair Bolsonaro onde solicitava o envio de 670 mil doses de vacinas, o que possibilitará a imunização em massa.
Nesta segunda-feira (21), a noticia não foi boa para os cuiabanos e várzea-grandensses, é que o pedido de doses extras da vacina contra a Covid-19 feito pelos prefeitos de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e de Várzea Grande, Kalil Sarat Baracat de Arruda (MDB) ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga não foi aceito, e descartou qualquer possibilidade de vacinação em massa da população por causa dos jogos da Copa América, que já começaram no dia 13 de junho na Arena Pantanal, na capital.
Conforme o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante a audiência na Comissão Temporária da Covid-19 no Senado Federal. O que está previsto é o repasse de uma maior quantidade de vacinas contra a Covid-19 para Estados que possuem fronteiras secas com países vizinhos. Mato Grosso faz fronteira direta com a Bolívia.
“Não há uma estratégia específica em relação a competição esportiva. O que está em discussão, na realidade, esses estados que têm grandes fronteiras secas com países vizinhos, está em estudo no PNI [Plano Nacional de Imunização] para se ampliar a vacinação nesses estados que territorialmente são grandes, mas que tem concentração demográficas pequenas, de tal maneira que o esforço pra ampliar a imunização não é tão grande, e do ponto de vista epidemiológico pode ser importante para conter prováveis variante“.
Após publicações na manhã desta segunda-feira (21), de que o governo federal não teria um plano para disponibilizar doses extras de vacinas contra a Covid-19 para Cuiabá, em contrapartida à realização da Copa América na Capital, o prefeito Emanuel Pinheiro assevera que a informação não chegou à Prefeitura de Cuiabá e que segue confiante de que terá seu pleito atendido pelo Ministério da Saúde, como foi amplamente divulgado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
“Com relação às demais cidades, eu não sei. Mas com relação à Cuiabá, estamos confiantes e reiteramos nossa confiança no governo federal. Vamos continuar insistindo para que o compromisso firmado publicamente com Cuiabá seja cumprido”.
Pinheiro destaca que em menos de uma semana, obteve, com apoio do deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho, uma audiência presencial com o presidente da República, Jair Bolsonaro, duas com o ministro-chefe da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos e, também por duas vezes, com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sendo que este inclusive gravou vídeo em duas ocasiões, afirmando que viria para Cuiabá em breve, trazendo boas-novas para a população cuiabana.
“Não tem porque duvidar desse compromisso empenhado com Cuiabá e quero reafirmar a nossa confiança no governo federal. Inclusive agora, neste momento, o ministro-chefe da Casa Civil, general Ramos, já está em contato com o deputado federal Emanuelzinho assegurando que o que foi combinado será honrado com Cuiabá”, reforça o prefeito Emanuel Pinheiro.
As partidas disputadas pela Copa América em Cuiabá começaram no último dia 13 e seguem até o dia 28 de junho. A Prefeitura de Cuiabá não teve a oportunidade de participar da escolha da cidade como subsede da competição pelo fato de a Arena Pantanal, onde ocorrem os jogos, serem de administração do governo estadual. Diante disso, o prefeito Emanuel Pinheiro decidiu pleitear que toda a população elegível fosse contemplada com a imunização contra a Covid-19.
Destaques
O desafio à saúde do “Cacique Raoni” no “Coração da Amazônia”
O líder indígena Raoni Metuktire, de 93 anos, permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município de Sinop, localizado na região norte de Mato Grosso. A internação da maior liderança caiapó do país ocorreu após um agravamento severo de seu quadro respiratório crônico, gerando imediata mobilização da comunidade médica e de organizações socioambientais. O boletim emitido pela equipe de saúde confirma que o paciente encontra-se sob monitoramento contínuo, recebendo suporte multidisciplinar em uma ala de alta complexidade.
O internamento na UTI do Hospital Dois Pinheiros tornou-se necessário após a constatação de uma crise aguda de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que progressivamente compromete a capacidade respiratória do líder indígena. Diante da severidade dos sintomas apresentados no ambiente domiciliar e do risco iminente de insuficiência respiratória, os profissionais decidiram que o isolamento em ambiente de terapia intensiva seria a medida mais segura para garantir a estabilização hemodinâmica do paciente.
A internação hospitalar de Raoni Metuktire teve início formal na última terça-feira, dia 12, quando os primeiros sinais de debilitação física se manifestaram em sua residência. Após uma primeira transferência interestadual provisória na quinta-feira, dia 14, a internação definitiva na unidade intensiva foi consolidada no sábado, dia 16. O monitoramento rigoroso estende-se ao longo deste domingo, período no qual a equipe médica divulgou novas informações oficiais detalhando a evolução clínica do “Histórico Defensor da Amazônia”.

O atendimento emergencial foi concentrado inicialmente no município de Peixoto de Azevedo, localidade mais próxima à base territorial do líder caiapó, e posteriormente transferido para a estrutura de alta complexidade do Hospital Dois Pinheiros, situado em Sinop, polo de saúde do norte mato-grossense. Essa transferência estratégica atendeu a um pedido expresso dos familiares de Raoni, que buscaram garantir acesso imediato a recursos tecnológicos avançados e a especialistas capazes de lidar com as severas especificidades do quadro clínico apresentado.
O agravamento da saúde do cacique decorre diretamente de uma severa crise provocada pela Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), associada a fatores preexistentes que elevam a vulnerabilidade do paciente.
O quadro clínico atual é complexo: Raoni possui uma hérnia diafragmática traumática crônica, sequela de um acidente automobilístico sofrido há duas décadas, e faz uso regular de marcapasso cardíaco.
A conjunção dessas enfermidades crônicas com a idade avançada do líder reduziu significativamente sua reserva funcional, exigindo intervenção médica imediata.
O plano de contingência médica foi executado por meio de uma operação logística terrestre e hospitalar cuidadosamente coordenada, que envolveu a remoção assistida do paciente entre diferentes unidades de saúde da região amazônica. A transferência inicial da residência para o Hospital Regional de Peixoto de Azevedo e a subsequente remoção para a UTI em Sinop seguiram protocolos rígidos de segurança climática e biológica, com o objetivo de evitar o desgaste físico do paciente e prevenir infecções secundárias.
A responsabilidade direta pelo tratamento de Raoni Metuktire está a cargo de um corpo médico especializado, composto pelo diretor clínico Túlio Emanuel Orathes Ponte e pelo diretor executivo Douglas Yanai. O plano terapêutico é desenvolvido de forma integrada com o médico Douglas Antônio Rodrigues, profissional vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que acompanha o histórico de saúde da liderança indígena há três décadas, garantindo um valioso alinhamento histórico e científico nas decisões.

De acordo com o último Boletim Oficial divulgado pela equipe assistencial, o paciente apresenta um quadro clínico considerado estável, sem o registro de intercorrências graves ou instabilidades hemodinâmicas nas últimas horas de observação.
A manutenção dessa estabilidade em um paciente de 93 anos é interpretada pelos especialistas como um sinal encorajador, embora o prognóstico permaneça reservado e demande a continuidade rigorosa do suporte ventilatório e medicamentoso na unidade de terapia intensiva.
A repercussão do internamento de Raoni estende-se globalmente devido à sua importância histórica como a principal liderança geopolítica da causa indígena no Brasil e defensor internacional da preservação da bacia do Rio Xingu. Ele reside formalmente na Terra Indígena Capoto/Jarina, uma área protegida essencial para a conservação ambiental brasileira. A oscilação na saúde do cacique gera comoção e acende alertas em instituições de direitos humanos, que enxergam na figura do veterano um pilar fundamental da diplomacia socioambiental.
Os custos financeiros e a estrutura logística demandados pelo tratamento de alta complexidade do líder indígena estão sendo geridos por meio de uma articulação que envolve o suporte institucional da Unifesp e o monitoramento de órgãos indigenistas associados.
Esse esforço conjunto visa assegurar que todos os insumos tecnológicos e farmacêuticos necessários estejam plenamente disponíveis, garantindo que o tratamento do cacique atenda aos mais elevados padrões da medicina intensiva contemporânea sem restrições operacionais.
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