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22ª EDIÇÃO DO TROFÉU SERIEMA

Programa REM MT é finalista na categoria “Sociedade Sustentável”

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O Programa REM MT, por meio do Subprograma Territórios Indígenas, foi classificado como finalista do 22º Troféu Seriema – Prêmio Crea de Meio Ambiente, na categoria “Sociedade Sustentável”. Os finalistas foram divulgados na última segunda-feira (24).

A premiação reconhece iniciativas de destaque que promovem a sustentabilidade e a conscientização ambiental no Brasil. O engenheiro florestal e coordenador do Subprograma Territórios Indígenas do REM MT, Marcos Antônio Camargo Ferreira, destacou a importância dessa classificação:

A presença do Programa REM MT na fase final do Troféu Seriema ressalta as ações voltadas para o bem-viver das comunidades indígenas e o papel crucial dos Territórios Indígenas na conservação ambiental. Respeitamos o conhecimento tradicional dessas comunidades, apoiando práticas sustentáveis que preservam suas culturas e contribuem para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas“.

Nesta edição, o Troféu Seriema recebeu 255 inscrições de projetos socioambientais de todo o país, sendo 21 finalistas distribuídos em sete categorias.

As categorias são: Biodiversidade, Elementos Naturais, Gestão Empresarial para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), Imprensa, Inovação, Produção Acadêmica e Sociedade Sustentável.

Aldeia Wani Wani, em Apiacás, é uma das beneficiadas do Subprograma Territórios Indígenas do REM MT

A cerimônia de premiação acontecerá em novembro de 2024, em Goiânia, com transmissão ao vivo pelas redes sociais do Crea-GO. Os vencedores de cada categoria receberão o Troféu Seriema, considerado o “Oscar da Sustentabilidade”, além de certificados para os autores e coautores dos projetos premiados.

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O trabalho do subprograma Territórios Indígenas é o de promover a melhoria do bem viver da pessoa indígena apoiando ações de fortalecimento em seus territórios. O REM MT apoia projetos relacionados à geração de renda, cultura, gestão ambiental e territorial, sustentabilidade, saúde, e a soberania alimentar dos povos indígenas, além de fortalecer a equidade de gênero nas aldeias.

A atuação do Programa REM nos territórios indígenas foi planejada após a ampla consulta aos povos indígenas do Estado, e sempre buscou aumentar a visibilidade dos povos originários e integrar seus conhecimentos tradicionais na luta contra as mudanças climáticas. Outra atuação importante do projeto é a de promover o diálogo e garantir a participação na tomada de decisões do programa, por meio de uma governança formada por representantes indígenas.

O reconhecimento deste programa no Troféu Siriema reforça a importância de políticas públicas alinhadas às necessidades e realidades dos povos indígenas, fortalecendo tanto a conservação ambiental quanto o desenvolvimento social dessas comunidades.

O Troféu Seriema é organizado pelo Crea-GO, com apoio do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e da Caixa de Assistência – Mútua. O prêmio, que se tornou um dos maiores reconhecimentos ambientais do Brasil, busca destacar trabalhos que impactam positivamente o meio ambiente e a sustentabilidade.

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CONHEÇA O REM MT

O Programa REM MT é uma premiação dos governos da Alemanha e do Reino Unido, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), ao Estado de Mato Grosso pelos resultados na redução do desmatamento. O REM MT beneficia aqueles que contribuem para manter a floresta em pé, como os agricultores familiares, pequenos e médios produtores que praticam a agropecuária sustentável, povos e comunidades tradicionais e os povos indígenas. O REM MT realiza o fomento de iniciativas que estimulam a economia de baixo carbono e a redução do desmatamento, a fim de reduzir as emissões de CO2 no planeta.

O Programa REM MT é coordenado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), e tem como gestor financeiro o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). Para sugestões, reclamações ou esclarecimentos, fale com a ouvidoria da SEMA pelo telefone: 0800 065 3838 ou (65) 9321-9997 (WhatsApp).

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Destaques

Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso

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O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.

Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.

O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.

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A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.

A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.

O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.

O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

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Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.

O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.

Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.

As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.

O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.

A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.

O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.

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