REFORÇO NA SEGURANÇA
Polícia Militar deflagra Operação Força Total nos 142 municípios de Mato Grosso
A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (17), em todos os comandos regionais do estado, 20ª Edição da Operação Força Total – Policiais Militares a Serviço do Brasil. O lançamento ocorreu na Avenida Dom Orlando Chaves, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande.
A ação é realizada em todo o território nacional com apoio do Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG-PM). A operação visa a intensificação da atuação das polícias militares de todo o país, com foco na detenção de suspeitos em flagrante delito, apreensões de armas e drogas e demais ações de garantia da segurança da população e ordem pública.
O comandante-adjunto da Polícia Militar, coronel André Willian Dorileo, declarou que essa é mais uma importante ação no âmbito da Operação Tolerância Zero, do Governo do Estado, no combate à criminalidade e às facções criminosas. Nesta edição, serão realizadas diversas ações preventivas, como pontos demonstrativos, saturações e abordagens policiais, com o objetivo de garantir a ordem pública e combater crimes de roubo, furto e outras práticas criminosas.
“A Operação Força Total tem como principal objetivo reforçar o policiamento tático e ostensivo, em conjunto de ações estratégicas e planejadas das nossas equipes militares para intensificar a presença da Polícia Militar nas ruas, como já ocorre no âmbito do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado“, declarou o coronel Dorileo.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, reforçou os importantes investimentos por parte do Governo do Estado, que tem sido significativo para dar uma resposta ainda mais rápida à população mato-grossense, no combate às facções criminosas e da criminalidade, nos 142 municípios de Mato Grosso, por parte dos 15 Comandos Regionais da Polícia Militar.
“Atualmente a Polícia Militar vive a melhor fase dos seus 190 anos com investimentos nunca visto antes na história de Mato Grosso. O governador Mauro Mendes tem executado uma gestão de excelência, atendendo as nossas demandas e investindo com a entrega de novas viaturas, armamentos e equipamentos de ponta para toda Polícia Militar. Além disso, tem reconhecido as necessidades de novas obras e reformas de unidades da Capital e do interior do Estado, melhorando ainda mais, a vida do servidor militar. Com total apoio do Governo do Estado, estamos construindo um legado na Segurança Pública de Mato Grosso“, enfatizou o coronel Fernando.
A operação é feita em conjunto pelos 15 Comandos Regionais da PMMT e também com atuação das unidades especializadas como Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Batalhão de Operações Especiais (Bope), Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria), Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Força Tática, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Destaques
“Operação Heritage” expõe teia de fundos em cascata, cessões de crédito interpostas e conexões de alto escalão entre o Executivo, o Judiciário e o setor privado
O QUE
A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje a Operação Heritage, ostensiva ação policial voltada a desarticular um sofisticado esquema institucional de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no Estado de Mato Grosso. A investigação debruça-se sobre a homologação e o pagamento transacional de um controverso pacto financeiro, mediante o qual cofres estaduais repassaram R$ 308,1 milhões sob a justificativa de encerrar um litígio tributário histórico.
O caso revela indícios severos de concussão, peculato, uso indevido de informação privilegiada e infrações graves contra o Sistema Financeiro Nacional.
QUEM
A teia dos investigados abrange figuras proeminentes do cenário político e jurídico estadual, tendo como alvo central o ex-governador Mauro Mendes (UB), além do deputado federal Fábio Garcia (UB), atual pré-candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta. A ostensiva operação policial atingiu também a procuradora Fabíola Paulino Garcia, irmã do parlamentar, o desembargador Ricardo Gomes de Almeida, nomeado para o Tribunal de Justiça em final de 2025 após atuar como advogado na causa, secretários estaduais de Estado e operadores financeiros encarregados da intermediação dos valores.
QUANDO
As ações de busca e apreensão ocorreram nesta quinta-feira, 6 de agosto de 2026, culminando uma apuração que reconstituiu minuciosamente atos administrativos ocorridos entre 2009 e 2024. O cronograma decisivo iniciou-se em outubro de 2023, quando a empresa Oi S.A. cedeu seus direitos creditícios por R$ 80 milhões; acelerou-se em abril de 2024, data na qual o Executivo estadual chancelou o acordo bilionário e efetuou o crédito suplementar; e desdobrou-se nas movimentações bancárias subsequentes monitoradas pelo Coaf e pela Polícia Federal.

ONDE
Os mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente em endereços estratégicos da capital cuiabana, incluindo gabinetes oficiais e sedes corporativas de alto padrão. Agentes federais em viaturas ostensivas ocuparam a sede da Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT), vistoriando a sala de Fabíola Garcia, além de realizarem apreensões de documentos e mídias digitais em dois escritórios do desembargador Ricardo Gomes de Almeida localizados no Centro Empresarial Maruanã, situado na Avenida do CPA, e em prédio comercial na Avenida São Sebastião.
COMO
A engenharia do suposto desvio operou-se por meio de uma complexa arquitetura financeira baseada em fundos de investimento em cascata e empresas de fachada interpostas. Após a assinatura do Termo de Autocomposição, o direito creditício milionário foi sucessivamente cedido a múltiplos veículos de investimento privados no mesmo mês de abril de 2024, estratégia desenhada para fracionar as parcelas, dissimular a real titularidade dos beneficiários finais e ocultar a liquidação do montante originado do erário estadual.
POR QUE
A motivação central das condutas sob investigação residia no direcionamento proposital de verbas públicas para o enriquecimento ilícito de agentes estatais e particulares aliados. A apuração demonstra que a administração pública converteu uma execução fiscal na qual o Estado era vencedor garantido com trânsito em julgado desde 2018 em uma transação administrativa onerosa, forjando um cenário de risco jurídico artificial tão somente para fundamentar o escoamento dos R$ 308,1 milhões aos cofres de terceiros.

QUANTO
As cifras investigadas refletem uma discrepância astronômica entre a avaliação originária do débito e os valores transacionados ao longo do tempo. A disputa envolvia inicialmente uma dívida tributária do ICMS estimada em R$ 690 milhões; contudo, em 2023, o direito ao crédito foi vendido pela concessionária de telefonia por R$ 80 milhões a um escritório privado.
Este, por sua vez, demandou R$ 583,4 milhões ao Estado e consolidou o acordo definitivo na quantia de R$ 308.123.595,50, pagos com urgência atípica sem a devida previsão orçamentária prévia.
QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS
O desdobramento da Operação Heritage produz abalos sísmicos na estabilidade política de Mato Grosso e reconfigura o quadro eleitoral ao atingir frontalmente a chapa governista à reeleição. Além das previsíveis sanções penais e da indisponibilidade de bens dos implicados, a ação desmantela o fluxo financeiro ilícito, põe sob suspeita a idoneidade de decisões administrativas da PGE-MT e suscita a instauração de procedimentos disciplinares junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Ministério Público.
QUAIS AS FONTES
As evidências do inquérito fundam-se em relatórios da Polícia Federal, auditorias de inteligência financeira, dados da Ação Popular em curso e relatórios de auditoria orçamentária. Em contrapartida institucional, a defesa do ex-governador Mauro Mendes declarou oficialmente que o político confia plenamente no trabalho investigativo da Polícia Federal, coloca-se à inteira disposição das autoridades e aguarda com serenidade os esclarecimentos dos fatos, demonstrando convicção na comprovação da lisura de sua conduta.
O QUE ACONTECE AGORA
A partir de agora, o procedimento investigatório entra em fase de análise pericial de todo o material apreendido nos computadores, celulares e documentos recolhidos durante as buscas. Cabe à Justiça Federal avaliar a manutenção do sigilo dos autos, eventual oferecimento de denúncia formal pelo Ministério Público Federal e a aplicação de medidas cautelares adicionais, enquanto os implicados terão prazos regimentais para apresentar suas defesas prévias diante das instâncias judiciais competentes.
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