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PLC 53/2019; Comércio e Sefaz-MT não chegam a um consenso

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Empresários temem que a alíquota proposta na medida aumente de forma exagerada a carga tributária

Em reunião na Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) com o secretário adjunto da pasta, Fábio Pimenta, na noite de quarta-feira (11), os representantes da Comissão do Comércio não tiveram a expectativa contemplada ao apresentarem a contraproposta que o Governo Estadual determinou por meio do Projeto de Lei Complementar 53/2019, que revoga os benefícios fiscais. Pimenta deve encaminhar a proposta do comércio para o governador Mauro Mendes, e o chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

O temor dos representantes do setor produtivo é que a medida precisa ser aprovada até o dia 31 de julho, caso não consigam chegar a um consenso, haverá aumento de impostos, alguns produtos podem ter o valor elevado para até 90%, e quem vai pagar essa conta é o consumidor final.

Com a queda no poder de compra, os empresários devem reduzir o número de empregos com carteira assinada, e agravar a crise econômica, da qual o país ainda busca se equilibrar, após forte recessão.

Segundo o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MT), José Wenceslau de Souza Júnior, é a segunda vez que as entidades representativas do comércio comparecem na Sefaz e não chegam a um acordo.

Na primeira vez nossa proposta era convalidar os benefícios fiscais e deixaríamos a reforma tributária para o segundo semestre, a princípio não aceitaram. Então retornamos, com o apoio de mais de 80 segmentos que a entidade representa, com a proposta de quatro faixas de crédito outorgado, e não tivemos avanços. Saímos decepcionados e aguardando um posicionamento oficial do gestor da pasta, Rogério Gallo”, afirma Wenceslau.

Na tarde de ontem, 15 dos 24 deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso receberam, na sede da Fecomércio-MT, a contraproposta para alteração do Projeto de Lei Complementar nº 53/2019, que diminui os impactos do novo regime de tributação do estado (conta gráfica), caso passe a vigorar do jeito que foi apresentado inicialmente pelo Governo do Estado.

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A Comissão do Comércio é composta por 13 entidades, são elas: Fecomércio-MT, FCDL-MT, Facmat, Acomac-MT, Adimat, CDL Cuiabá, Sincofarma, Sincalco, SHRBS-MT, Sindcamaf, Sindióptica-MT e Sincad-MT, e está sob a coordenação do deputado estadual Thiago Silva (MDB).

Conheça as 11 propostas da comissão para o setor do comércio:

1. Devolução de Crédito de Estoque definido no PLC

–Prazo da devolução: 8 meses
–Como realizar o levantamento de créditos de estoque?
–Como e quanto de crédito pode ser deduzido no imposto?

2. Reinstituição plena: Decreto 1420/1767 não estão sendo plenamente reinstituídos

–Interesse comum
–Discutir reinstituição da carga média para fins de remissão do passado, com modificações.
–Ausência de menção no Anexo I e II.
–Garantia de segurança jurídica

3. Crédito outorgado não estar atrelado à adimplência

4. Recolhimento do imposto no dia 20, no 2º mês subsequente (prazos de contabilidade)

5. Remissão

–Limitada à ausência de convênio –preocupação com a ADIN
–Eliminar os requisitos para remissão. Remissão deve ser plena. No PLC, se não aderir à um novo incentivo não tem remissão. Existem empresas que tiveram regime fiscal modificado. Exemplo: informática.

6. Aumentar o teto de incentivos, que hoje está em 25% da receita (interesse comum)

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7. Substituição Tributária

–Precisa de definição
–Manter a carga praticada atualmente
–Redução do número de produtos, minimizando distorções
–Revisão dos MVA’s junto aos setores

8. Revisão das Multas Acessórias excessivas

–PLC já está em andamento na PGE
–Enviar para Assembleia com urgência

9. Volta do REFIS durante o regime de transição

10. Aumento do Sublimite do Simples de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões, conforme outros estados já fizeram. Início do escalonamento para fora do Simples.

11. Crédito Outorgado por segmento de empresas para que a carga tributária atual seja mantida no novo regime (conta gráfica).

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Seca e focos de queimadas elevam a migração de animais peçonhentos para residências urbanas em Várzea Grande

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A mudança desordenada do ambiente e o uso indiscriminado de venenos podem favorecer a proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Quando o ambiente natural é alterado, esses animais perdem seus abrigos e passam a buscar refúgio em áreas urbanas, residências e quintais. O uso de venenos sem orientação técnica elimina predadores naturais e presas, como insetos, desequilibrando o ecossistema.

Esse desequilíbrio faz com que os animais peçonhentos se espalhem com mais facilidade e apareçam com maior frequência. A melhor forma de prevenção é o controle ambiental: limpeza, eliminação de entulhos, manejo correto do lixo e orientação adequada da população.

As condições climáticas adversas observadas no município de Várzea Grande, caracterizadas pelo período de estiagem severa e pelo aumento dos focos de queimadas, estão forçando espécies peçonhentas, como escorpiões, aranhas, serpentes, abelhas e lacraias, a migrarem de seus habitats naturais rumo a perímetros urbanizados em busca de abrigo, água e alimento.

Os moradores de todas as regiões da cidade, com especial atenção aos residentes de bairros periféricos e de áreas próximas a terrenos baldios ou com acúmulo de entulhos, encontram-se expostos a essa aproximação sinantrópica, que exige maior rigor nas medidas preventivas cotidianas dentro e fora das habitações.

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O fenômeno atinge sua cúpula epidemiológica no período de estiagem de 2026, com dados coletados entre janeiro e agosto demonstrando a ocorrência sistemática de acidentes, sob a liderança dos escorpiões, que computaram 60 notificações no município durante os primeiros oito meses deste exercício.

A migração massiva fundamenta-se na destruição e degradação dos ecossistemas nativos pelo fogo, somadas às temperaturas extremas, dinâmica que compele os espécimes a buscarem ambientes sombreados, úmidos e com oferta abundante de presas, como as baratas urbanas.

Para conter a proliferação e o ingresso desses animais, o Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG) recomenda a aplicação rigorosa da “técnica dos quatro As” (eliminação de abrigo, acesso, alimento e água), aliada à vedação de ralos, eliminação de entulhos e manutenção de quintais limpos.

Embora os registros ocorram em todo o território municipal, a Região 1 desponta como o epicentro das notificações, englobando localidades densamente povoadas como Grande Cristo Rei, Parque do Lago, Uniparque, Santa Clara, Aurília Curvo, Manga e trechos do Ponte Nova.

Diante do surgimento recorrente de espécimes, o CCZ-VG disponibiliza vistorias técnicas e orientações preventivas por meio do canal oficial de atendimento via WhatsApp, no número (65) 98476-5719, desaconselhando terminantemente o uso indiscriminado de pesticidas químicos.

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Em eventuais casos de picadas ou ferimentos, o munícipe deve dirigir-se imediatamente ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, Unidade de Saúde dotada de estrutura técnica e insumos específicos, incluindo soros antiveneno para avaliação médica criteriosa.

A preocupação das autoridades de saúde justifica-se pela elevada vulnerabilidade de crianças e idosos, grupos nos quais a toxicidade dos venenos pode acarretar complicações clínicas graves, independentemente do porte ou da coloração do animal envolvido na ocorrência.

Atuam na linha de frente desse trabalho de conscientização e monitoramento os biólogos e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), a exemplo da especialista Thayse Oliveira, que mapeiam a presença de espécies de relevância médica nacional, como o Tityus serrulatus e o Tityus bahiensis, para orientar a população local.

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