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Pedro conseguira sobreviver das crises instaladas em seu governo?
Não é nenhuma novidade que os partidos políticos almejam algo mais nas Eleições de 2018. Assim sendo as principais lideranças políticas do Estado, vem mantendo conversações quase diariamente.
Neste momento que antecede um pleito eleitoral, os partidos, fazem uma análise da conjuntura política, analisando o papel que será neste processo, ou seja, protagonista ou secundário.
O questionamento é: até quando somente servirá e não ser servido?
O governador Pedro Taques (PSDB), apesar de negar a falar sobre eleições, já está em ritmo de campanha eleitoral.
O governador mato-grossense José Pedro Taques busca sua reeleição, baseando-se na fragilidade da oposição, já que até o momento não tem a oposição nomes fortes para a disputa. A pergunta do momento e que se PEDRO conseguirá sobreviver da crise interna do seu partido o PSDB?
O deputado federal tucano Nilson Leitão se diz disposto a uma reaproximação com Zé Pedro, desde que a conversa seja “Boa” para ambos. Entretanto Nilson Leitão reclama que a conversa ainda não está “Boa” para o seu lado.
Nos últimos eventos o que se percebe é que Zé Pedro está tentando conseguir o apoio de dois membros da Executiva do partido: Thelma de Oliveira e Carlos Avalone, que são ligados ao grupo do deputado federal Nilson Leitão.
Durante a sua gestão, o governador tucano enfrenta crise financeira. Na última semana se tornou alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pedaladas Fiscais em seu governo, e que será investigado pelos parlamentares, de um suposto desvio de recursos do Fundo da Educação Básica (Fundeb) e do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) praticados pelo Governo do Estado, além das cobranças publicamente pelos atrasos do repasse do duodécimo aos Poderes.
Apesar de Pedro Taques acreditar que o PSD do vice-governador Carlos Favaro, vai estar em sua base de apoio nas Eleições de 2018, neste final de semana a informação do senador Wellington Fagundes (PR), agitou os bastidores políticos em Mato Grosso. Wellington afirmou que Carlos Favaro o procurou para conversar sobre uma possível candidatura para o Governo.
Durante um evento que aconteceu na cidade de Chapada dos Guimarães, o senador do Partido Republicano, Wellington Fagundes, disse que esteve reunido com o vice-governador Carlos Henrique Baqueta Favaro, e segundo o próprio senador mato-grossense, o líder do PSD quer viabilizar seu nome como um dos possíveis candidatos a Eleição de 2018.
Ainda não ficou bem claro qual é a estratégia do senador Wellington Fagundes ao afirmar que o vice Carlos Favaro o teria procurado demonstrando interesse em disputar o cargo de governador, nas eleições deste ano. Apesar de Pedro afirmar que confia em seu vice é compreensível que a relação fica em cheque mate. A dúvida é….o que Wellington ganharia com isso ou seria justamente esse é o interesse?
É bom registrar que o PSD, não é o primeiro partido do arco de aliança do governador mato-grossense o tucano José Pedro Gonçalves Taques que avalia abandonar o chefe do Executivo. O Partido Progressista (PP), do ministro Blairo Maggi, também vem declarando uma divisão dentro da sigla. Os Democratas apesar de manter o apoio ao governo, nos bastidores, não descartam a possibilidade de lançar o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes como candidato ao Governo.
Voltando ao PSD de Carlos Favaro com Wellington Fagundes, o governador ZE PEDRO para dirimir qualquer dúvida, ligou para Gilberto Kassab presidente do da sigla, com a finalidade como anda o namoro do seu partido com ele. Kassab garantiu o casamento.
Porém no final de 2017, Gilberto Kassab atual ministro de ciências e tecnologia, disse em Cuiabá, que a prioridade era o partido de manter na aliança de ZE PEDRO, mantendo espaço de destaque na chapa, seja a você ou senatoria.
Na época Kassab disse “Favaro tem o desejo de manter a aliança. Ele sempre me diz, que as coisas estão indo muito bem. Mas o partido aqui vai ter sua autonomia para decidir isso“, disse Kassab.
Enquanto isso: Apesar de aparentar que tudo está transcorrendo “tudo bem“, nos bastidores o que se nota é totalmente diferente é só perceber nos eventos em que Favaro e Taques estão participando, a relação entre ambos oscila entre tensão e harmonia.
Favaro vem ganhando força nos bastidores, inclusive dentro da própria Assembleia Legislativa e na oposição.
Mas até março como diz Favaro, “ainda tem muita água para passar por de baixo da Ponte”.
O vice-governador no momento percebe que já grandes chances em disputar o governo como cabeça de chapa.
Várias informações a nível nacional surgem com a tese que o PSD, poderá deixar a aliança com Zé Pedro. Uma nota na coluna Radar da revista Veja, diz que o PSD prevê a eleição de quatro governadores em outubro, incluindo Mato Grosso.
Veja a nota:
“Segundo Kassab, o partido pode conquistar quatro governos estaduais: Paraná, Paraíba, Rio Grande do Norte e Mato Grosso” diz a nota da Veja.
Blairo: “ainda a tempo de virar a chave“
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), senador Blairo Maggi, em entrevista à Rádio Capital FM nesta segunda-feira (22), disse que o governador Pedro Taques está no limite da possibilidade de conseguir a reaproximação da sua base política a fim de viabilizar a sua candidatura a reeleição. Maggi alertou ZE PEDRO que este é o momento do governador virar a chave de sua administração e começar a resolver problemas graves, que pode prejudicar as pretensões de continuar na chefia do Executivo “ainda tem como o Pedro taques converter essa situação, com chances de reagrupar todos que ajudaram a se eleger“.
Maggi cita a dificuldade financeira do Estado e a falta de respostas à sociedade.
Maggi disse que o apoio dado em uma eleição não é eterno (mesmo não tendo ajudado taques a eleger, já que estava no PR e apoiou Ludio Cabral), mesmo que o grupo ajuda a administrar, “acho natural que para o pleito de 2018, as pessoas busquem um projeto interessante“.
Entretanto Maggi defende conversa com os partidos de apoio e a oposição a Taques para definir o “xadrez“, garantindo que o jogo está aberto “deve-se tentar uma candidatura que representa o que a maioria quer. Se for o governador a gente segue. Se não for, nós buscamos outra candidatura“, finaliza.
Maggi disse ainda que começa a discutir o cenário político, nesta quinta-feira (25), quando retorna da viagem da Suíça, após o encontro da 48° Fórum Mundial Econômico de Davos.
Destaques
Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
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