ELEIÇÃO 2020 OU 2022
Partidos disputam voto de 2020 para criar musculatura para 2022
Nas eleições de 2020, tanto municipal ou de suplementar para o Senado da Republica, alguns serão lançados pelos seus partidos, com objetivo estratégico: viabilizar em 2020, condições para superior os desafios das eleições gerais de 2022.
Portanto, o Blog do Valdemir afirma que: o projeto eleitoral dos partidos vincula claramente os pleitos de 2020/2022. O ponto de chegada é constituir chapas próprias de deputados federal e estadual. Outro objetivo é projetar um grande número de lideranças eleitorais 2022.
O horizonte dessa tática passa por fortalecer o campo democrático.
Atualmente, o quadro estadual revela uma grande instabilidade política que tem seu dínamo nos conflitos gerados por lideranças e pelos seus projetos antidemocráticos e antipopular. E por estas e outras razões existe um crescente descontentamento da população mato-grossense.
Atual cenário
Pelo cenário de hoje, nove nomes defendem suas pré-candidaturas ao Senado da Republica, entre os quais, destacamos três: Otaviano Olavo Pivetta (PDT), Júlio José de Campos (DEM) e Carlos Henrique Baqueta Favaro (PSD), que nos bastidores disputam o apoio do governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes Ferreira, e alguns militantes defendem uma união que é difícil de acontecer.
O clima da eleição suplementar está fazendo que a base do Governo do Estado vivesse momentos de tensão, antes das convenções. O centro das turbulências é a sucessão em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis, Cáceres e Tangará da Serra.
Nesse “cabo de guerra”, alguns militantes, atuam nos bastidores, para pacificar os ânimos. Na avaliação deles é de que o governador Mauro Mendes, o Senador Jayme Veríssimo de Campos e o ex-governador Blairo Borges Maggi (PP), lideranças máximas, tem a capacidade de conciliar os interesses de cada uma das forças políticas e conduzir uma aliança nestes municípios, mesmo o cenário sendo tão adverso, para uma união.
Tudo bem, aí você me diz: em política nada é impossível, aí o Blog do Valdemir te responde. Essa possibilidade defendida por muitos políticos, principalmente, pelo governador Mauro Mendes, um dos maiores cabos eleitorais em novembro é distante, tendo em vista alguns obstáculos.
O primeiro deles é a divergências política em Lucas do Rio Verde. Desde as eleições de 2016, Carlos Favaro confronta Otaviano Pivetta, embora tenha poupado algumas lideranças políticas.
Outro empecilho é a volta do empresário Blairo Maggi a política e a influência dele nas eleições de 2020. Nos bastidores, dizem que o ex-chefe do Palácio Paiaguas, estimula candidaturas. O panorama deste cenário, antes das convenções que ocorrem na segunda quinzena de agosto é: de um lado uma parte defende a tese dos três disputando, principalmente já que a eleição suplementar será no mesmo dia das municipais e, o DEM está de olho em retornar o protagonismo em Cuiabá e do outro o perigo de perder apoio de aliados.
Mas este movimento é claro: miram o pleito de 2022, quando essas forças da política pretendem disputar espaço.
Do outro lado
Sem entrar em detalhes sobre seus suplentes, os candidatos que não fazem parte da base de apoio ao Governo. Os pré-candidatos afirma que não querem como suplentes “relacionamentos conturbados” como que já foram registrados em Mato Grosso.
Sobre apoio e alianças, neste final de semana, o site Antagonista, destacou que a eleição suplementar para o Senado da Republica, o presidente da República Jair Messias Bolsonaro, após passar por José Medeiros, Rubia Fernanda de Oliveira Santos ( Patriota), após quatro meses, agora Bolsonaro diz que vai apoiar Reinaldo Moraes (PSC), conhecido como “Rei do Porco”, por ser do ramo de suínos.
Mas a ex-senadora Selma Rosane Santos Arruda disse ao Antagonista que a postura do presidente “é uma piada, para variar. Na verdade, acho que Bolsonaro, nem sequer sabe que lado do mapa fica Mato Grosso“, alfinetou Selma Arruda.
Bom…, quem não se lembra durante ato nacional de filiação ao PSL realizado em Cuiabá no ano de 2019, o que não faltaram foram defensores do presidente Jair Messias Bolsonaro. Discursos inflamados contra políticos e pessoas comuns que criticam ou não apoiam a gestão bolsonarista predominaram as falas dos parlamentares do PSL organizadores do ato.
Dentre eles estava a Selma Rosane Santos Arruda, que ao discursar sobre consciência política, sobre a necessidade dos filiados conhecerem a proposta do partido, fez a seguinte declaração:
“A gente é liberal, a gente é de direita, a gente é Bolsonaro até debaixo d’água“.
Caros leitores do Blog do Valdemir, a defensora de Bolsonaro mudou o discurso?
Destaques
“Operação Resgate VI” interdita alojamento degradante e garante direitos trabalhistas em Mato Grosso
De acordo com o Protocolo de Palermo, acordo internacional firmado no ano de 2000 e ratificado pelo Brasil em 2004 e internalizado no Artigo 149A do Código Penal brasileiro, o tráfico de pessoas é definido como “o agenciamento, o aliciamento, o recrutamento, o transporte, a transferência, a compra, o alojamento ou o acolhimento de uma pessoa, recorrendo à grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso, e tendo como finalidade: submetê-la a trabalho em condições análogas à de escravo ou a qualquer tipo de servidão, ou à exploração sexual, ou à adoção ilegal, ou à remoção de órgãos ou partes do corpo”.
“Muitas vezes, o fazendeiro diz e promete Deus e os céus para cada um de nós, mas aí se torna um ato escravo, como já aconteceu comigo mesmo. Por muito tempo, o tráfico de pessoas parecia não ter nada a ver com trabalho escravo, de forma que as instituições competentes para tratar destas duas violações são até hoje distintas”.
Chega de Escravidão!
O combate ao trabalho escravo está nas raízes da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Seu nascimento, em 1975, ocorreu quatro anos após a publicação da carta pastoral “Uma Igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a marginalização social”, denúncia feita por dom Pedro Casaldáliga, um dos fundadores da CPT, e que expôs a persistência do Trabalho Escravo no Brasil. Desde então, o seu compromisso com a dignidade e com a vida fazem parte da missão da Pastoral.

Resgate de trabalhadores em MT
Uma fiscalização trabalhista de emergência culminou no resgate de dois trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em uma propriedade rural do interior mato-grossense, onde habitavam um alojamento insalubre e desprovido de requisitos mínimos de segurança e higiene.
A ação fiscalizatória transcorreu entre os dias 5 e 11 de agosto de 2026, no âmbito das ações integradas da Operação Resgate VI, mobilizando equipes especializadas do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal.
O flagrante das irregularidades ocorreu em um estabelecimento rural localizado no município de Santa Cruz do Xingu, situado no norte do Estado de Mato Grosso, a aproximadamente 1.092 quilômetros da capital, Cuiabá.
A intervenção das autoridades deu-se mediante a constatação técnica de severa degradação humana e ambiental no alojamento de madeira construído ao lado de um curral, estrutura composta por quatro dormitórios abafados e um único sanitário em situação de absoluta precariedade.
O ambiente degradante caracterizava-se pela presença constante de fezes de roedores, proliferação de insetos, acúmulo de detritos alimentares pelo chão, ausência de armários, uso de colchões deteriorados e fiação elétrica improvisada com risco iminente de incêndio e eletrocussão.

A constatação de gravidade decorre da violação sistemática das normas regulamentadoras trabalhistas, visto que o conjunto das falhas estruturais e sanitárias ultrapassou meros descumprimentos administrativos, configurando a hipótese legal de submissão a condições degradantes de trabalho.
A operação buscou interromper imediatamente a exposição dos trabalhadores aos severos riscos biológicos e estruturais identificados, garantindo a interdição sumária do imóvel até a completa adequação das instalações elétricas, controle de pragas, sanitização e fornecimento de mobiliário adequado.
O alcance das medidas protetivas assegurou a imediata transferência dos dois resgatados para uma rede hoteleira regional, com o custeio integral de hospedagem, alimentação e passagens de retorno aos seus municípios de origem sob a responsabilidade financeira direta do empregador infrator.
O impacto jurídico e social da fiscalização resultou na formalização retroativa dos contratos de trabalho via eSocial, na exigência de recolhimento das contribuições previdenciárias e do FGTS, além da liberação das parcelas do seguro-desemprego especial destinado às vítimas e da lavratura de autos de infração.
Com o encerramento da fase ostensiva, as vítimas foram devidamente encaminhadas aos serviços da rede de proteção social local, enquanto o proprietário responderá administrativamente perante os órgãos de fiscalização e cível e criminalmente conforme os preceitos do artigo 149 do Código Penal Brasileiro.
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