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Os efeitos das delações de Silval Barbosa nas Eleições 2018; mandados de prisão, condução coercitiva e busca e apreensões já foram emitidas para Cuiabá

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A pergunta que já tirava do prumo qualquer político, analista ou acadêmico ficou ainda mais aberta esta semana: afinal, quem leva as Eleições de 2018 em Mato Grosso?

Se os partidos políticos já haviam dado os primeiros movimentos para as Eleições de 2018 em Mato Grosso, a revelação do conteúdo das delações do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), coloca novamente a bola no centro do campo. A presença de políticos na lista de inquéritos e petições enche de cautela até mesmo lideranças das legendas que não tiveram citações.

A delação de Silval Barbosa, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e com a abertura de inquérito autorizada pelo ministro Luiz Fux atingiu em cheio a classe política de Mato Grosso e colocou quase todos os grandes partidos na mira das investigações. São eles: PMDB, PR, PSB, PP, PSDB, PT, PSD. O partido do PSB foi o mais atingido, já que foram citados seis lideres da sigla.

O fato de praticamente todos os partidos fazerem parte das delações e a possibilidade de uma visão generalizada sobre todos os políticos é importante também fazer a distinção entre investigação e condenação. Apesar de muitos estarem citados, esse é apenas um processo de investigação, é preciso esperar que tudo seja apurado.

Porém, diante da desconfiança geral, as denuncias devem abalar o cenário político para 2018, que elegem senadores, deputados, governadores e o presidente da República.

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Entretanto as delações podem provocar um efeito de neutralidade nos eleitores, e terá um impacto muito grande "A questão maior é qual vai ser esse impacto? Pode ocorrer um conceito neutralizador, porque não dá para dizer que um partido ou outro não é mocinho. Então todos acabam virando suspeitos, e o eleitor fica perdido", observa o cientista político, Ricardo Caldas.

Neste cenário, de acordo com a pesquisa da Datafolha de junho, os partidos políticos têm hoje "muita confiança" de 2% da população, enquanto 69% dizem não confiar. Hoje, a situação se explica pelos escândalos de corrupção e falta de contato com as bases eleitorais. 

Além de chamar a atenção pela quantidade de fatos, os depoimentos contam com mais de 100 pessoas e empresas citadas, nem todas na condição de suspeitas da prática de ilícitos. Com o fim do sigilo sobre a delação de Silval, novas denúncias devem surgir ao longo dos próximos dias, inclusive com a possibilidade de mais nomes de políticos envolvidos.

Com a “Operação Ararath” e seus desdobramentos nas ruas há nas últimas semanas, a única certeza é que estamos diante das eleições menos previsíveis de nossa história recente.

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Nota da Redação:

Selma Arruda, bem que avisou…

Pois bem, pelo jeito, parece que o aviso que a juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, disse no dia 16 de janeiro que, as Operações policiais desvendando esquemas de corrupção em Mato Grosso teriam novos desdobramentos em 2017parece que para muitos, entrou por um ouvido e saiu pelo outro. 

Então, vamos relembrar o que disse a magistrada: 

"Eu diria que teremos um ano de 2017 bastante turbulentos ainda neste sentido. Existem muitas investigações pendentes e muitas ações penais deverão ser oferecidas pelo Ministério Público. Provavelmente novas fases das operações deverão ser deflagradas", disse na época a magistrada.

Uma decisão dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, indica que Mato Grosso terá uma megaoperação da Polícia Federal na próxima semana em decorrência da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Apesar de trechos do depoimento de Silval Barbosa estarem sendo divulgado pela Rede Globo, o processo ainda segue em sigilo.

Ao dar a decisão, o ministro mandou comunicar a Justiça Federal, em Cuiabá. Ou seja, os mandados de prisão, condução coercitiva e busca e apreensões já estão emitidas. 

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Polícia Militar define finalistas para o topo da carreira institucional

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A disputa por uma vaga de coronel é o ponto culminante da carreira dos oficiais militares e das forças de segurança públicas (como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros). O posto de coronel representa o último degrau e o topo da hierarquia dessas instituições, o que torna essa concorrência extremamente acirrada e de importância estratégica.

O coronel deixa as funções operacionais de campo para assumir o planejamento estratégico, comandando batalhões inteiros, diretorias ou grandes comandos regionais. Os coronéis interagem diretamente com o alto escalão do governo estadual ou federal (como Secretários de Segurança e Governadores), participando da formulação de políticas públicas de segurança. É desse grupo restrito que sai o Comandante-Geral da instituição, o cargo máximo de liderança.

Diferente das promoções iniciais, que consideram bastante o tempo de serviço (antiguidade), a vaga para coronel costuma basear-se fortemente no critério de merecimento. Isso envolve avaliações de desempenho rigorosas, histórico limpo e cursos de aperfeiçoamento. O número de vagas para coronel é altamente limitado por Lei. Conforme a pirâmide militar se estreita, centenas de tenentes-coronéis competem por pouquíssimas cadeiras vazias.

Cinco vagas para o posto de coronel

A Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) definiu, no cenário institucional do estado, a lista dos quinze tenentes-coronéis que disputam as cinco vagas para o posto de coronel.

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O ato administrativo ocorreu no âmbito das avaliações internas da corporação e busca preencher as vagas do posto mais elevado da hierarquia policial militar mato-grossense.

A deliberação oficial abrange todo o Estado de Mato Grosso, reunindo oficiais com atuação estratégica tanto na capital, Cuiabá, quanto em importantes municípios do interior.

As promoções respondem à necessidade contínua de renovação do alto comando militar, garantindo a continuidade do planejamento e da execução das diretrizes de segurança pública.

O processo seletivo foi conduzido de forma criteriosa pela própria comissão especializada da corporação, mediante a análise minuciosa de méritos, histórico funcional e pontuações acumuladas.

A relação reúne oficiais que atuam em unidades da Capital e do interior do Estado. As notas atribuídas pela comissão variam de 5,34 a 4,87.

A maior nota da lista é do tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, comandante regional de Cáceres, com 5,34. Na sequência aparecem, tenente-coronel Paulo Jailson Secchi de Ávila, que atua em Nova Mutum aparece com nota 5,337; Murilo Franco de Miranda, de Tangará da Serra, com 5,327; Fábio Alves Ribeiro, comandante da Rotam, com 5,32; e Oswaldo Marins Rabelo, de Alta Floresta, com 5,29.

Completam a relação Cleiton de Moura Viana, Breno Chaves Nogueira, Nagila de Moura Brandão, Fábio Mota de Souza, Victor Lúcio do Prado, Adonival Coelho de Souza Junior, Bruno Marcel Souza Tocantins, Gyancarlos Paglyneari Cabelho, Jussara Cristina Novacki e Marcelo Moraes de Souza.

Entre os quinze selecionados, destacam-se duas oficiais mulheres: as tenentes-coronéis Nagila de Moura Brandão, do 9º Batalhão, e Jussara Cristina Novacki, integrante da Diretoria de Defesa da Mulher.

O governador Otaviano Pivetta confirmou expressamente que, entre as cinco vagas disponíveis para a promoção, ao menos uma será destinada ao preenchimento por uma mulher.

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A decisão final caberá ao chefe do Executivo Estadual, que receberá uma lista tríplice indicativa para cada vaga e anunciará os novos coronéis no prazo estimado de cinco dias.

Após a oficialização do ato administrativo, os cinco oficiais escolhidos tomarão posse na mais alta patente, assumindo responsabilidades estratégicas na condução da segurança do Estado de Mato Grosso.

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