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PRIMEIRA FASE DA OPERAÇÃO COMEÇA EM VÁRZEA GRANDE

“Operação Telefone Sem Fio” tem como objetivo retirar todos os cabos irregulares e em desuso

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A imagem se repete pelos quatro cantos da capital de todos os mato-grossenses, assim como na cidade vizinha Várzea Grande: emaranhados de fios interligados aos postes da rede elétrica sob concessão da Energisa MT ao longo de toda cidade que, além de poluírem bastante a paisagem urbana, atrapalham a arborização, prejudicam os serviços oferecidos ao consumidor e colocam em risco a segurança do próprio cidadão que transita pelas ruas.

O problema é resultado do baixo investimento para expandir a rede subterrânea, o deserto de fiscalização no sistema e o compartilhamento da infraestrutura por parte das operadoras de telefonia e internet banda larga, cujo sinal é transmitido por cabo ou fibra ótica.

Passar pelas ruas e avenidas, as mais movimentadas dos bairros, em Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana, e não reparar no emaranhado de fios suspensos e pendurados nos postes é quase impossível.

Entre os pedestres, a opinião é que o cenário, além de dar impressão de uma cidade visualmente poluída, gera insegurança.

Eu não sinto segurança nenhuma com esses fios. Acho que a Energisa teria que resolver esse problema”, declara o vendedor Helbert Fernando, 19, que passa pelo local todos os dias para ir ao trabalho. Ele tem medo inclusive de acidentes.

A visão é compartilhada pelo lavador de carros Edimilson de Lima, 50.

Se isso (o fio) cair, mata muita gente. Nesse tempo de chuva, esses fios ficam fazendo barulho, e a gente fica com medo”, afirma.

Ezequiel Gomes da Silva, de 18 anos, que atua em serviço administrativo, também se mostra receoso.

Uma vez passei aqui, e os fios estavam caindo. Fica a dúvida se realmente é seguro passar por baixo desses cabos”, pondera.

Os postes eram pra suportar cabos de luz e iluminação pública. Mas hoje o que se vê é um entrevero de fios e cabos, muitos deles arrebentados, mostrando sua inutilidade, já que ninguém reclamou.

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O entrevero de fios é tanto e ficam tão próximos do chão, que vira e mexe, algum caminhão rasga alguns deles. E eles ficam todos ali, quase rente ao chão, a ponto de a gente poder tocá-los com a mão.

Este amontoado de fios e de conectores nos postes deixa a aparência da cidade e a frente de nossas casas horrível e as vezes da vontade de ir lá e arrancar.

Mas…, mais do que feio, este emaranhado de fios, muitos inúteis e outros colocados ilegalmente nos postes, são perigo de acidente para as pessoas que passam por ali e também para os trabalhadores das empresas de telecomunicações, donas destes cabos todos.

Os postes em Cuiabá ou em Várzea Grande pertencem a empresa Energisa? e a responsabilidade da fiscalização é da Prefeitura?

A tecnologia avança em ritmo acelerado e cada vez mais as pessoas querem estar conectadas. Cabeamentos de internet, energia elétrica e TV à Cabo, fios e mais fios que se encontram em um único poste. Quando estão caindo, soltos ou emaranhados se trata de uma questão de segurança à população, além de poluir visualmente a cidade.

Em Cuiabá, é crescente o caso das reclamações dos munícipes a respeito dos fios soltos pelos postes da cidade. Por todos os bairros, de Norte à Sul, assim como no Centro, é comum repararmos nas sobras de fios que ficam pendurados por aí.

Com a nova geração das telecomunicações, a internet via fibra ótica de espalhou por todas as regiões das cidades e facilitou muito o acesso à internet. Com o número de usuários se multiplicando nos últimos anos, a quantidade de fios nas ruas também crescem em ritmo alucinado. No entanto…, ao mesmo tempo que traz facilitação na comunicação, os emaranhados de fios também oferecem riscos de acidentes sérios.

Ao utilizar os postes de energia para a instalação do cabeamento de internet, as empresas se responsabilizam para que as normas sejam cumpridas. Mas na prática não é bem assim que acontece.

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No Brasil já há existe uma proposta para tentar diminuir em 30% o emaranhado de fios e cabos em postes de energia em todo o país nos próximos 10 anos. A proposta chegou a ser discutida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Mas…

A “Operação Telefone Sem Fio”, uma parceria entre a Energisa MT e as Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande começa neste domingo

A ação começa primeiramente em Várzea Grande, na Avenida Couto Magalhães e tem como objetivo retirar todos os cabos irregulares e em desuso nesta região.

Essa parceria vem para melhorar o sistema elétrico da cidade, e retirar aqueles emaranhados de cabos que deixa a cidade feia“, afirma o subsecretário de Serviços Públicos de Várzea Grande, Lucas Ductievicz.

Para que as operadoras de internet e telefonia passem os cabos nos postes existem regras. Hoje, por normativa regulatória nacional, a concessionária de energia elétrica é detentora dos postes e realiza as fiscalizações, notificando as operadoras de telecomunicação para que seja feita a regularização.

A grande maioria das empresas ocupantes seguem de forma sistemática as normas, mas ainda existem empresas que não estão cumprindo com as suas obrigações e outras que são consideradas clandestinas. O resultado pode ser visto em diversos locais de Cuiabá e Várzea Grande, oferecendo risco a vida dos moradores e deixando as cidades com uma aparência negativa.

O engenheiro de Construção e Manutenção da Energisa MT, Cesar Salomão Seixas, reforça a importância dessa parceriaa Energisa vem fiscalizando e notificando as empresas de telecomunicação, em 2025 já foram retirados mais de 9 toneladas de fios irregulares em Mato Grosso, regularizar os cabos é uma questão de segurança.

A segunda etapa da Operação Telefone Sem Fio está prevista para o final de novembro em Cuiabá.

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Destaques

Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

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Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

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De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

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A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

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