Search
Close this search box.

PESOU NO BOLSO

Nova tarifa de ônibus passa de R$ 3.75 para R$ 4.10

Publicados

em

A desoneração da folha de pagamento das empresas, vetada pelo presidente da Republica Jair Messias Bolsonaro em julho deste ano com a Medida Provisória do Emprego desagradou diversos setores da economia brasileira, incluindo o dos transportes que é responsável por transportar mais de 43 milhões de pessoas. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), reonerar a folha colocaria em risco toda a cadeia e deve levar a um aumento no valor das passagens.

O setor avaliou que já perdeu mais de R$ 3,72 bilhões de cerca de 60% dos passageiros transportados desde o início da Pandemia da Covid-19. O setor também pediu ao Congresso Nacional, a reversão do veto presidencial e disse as despesas com a folha de pagamento devem representar alta de 4% a 5% nas planilhas de custos das empresas a partir de janeiro de 2021.

O texto votado pelo Congresso Nacional previa que as desonerações durariam por todo o ano de 2021, já que o prazo atual se encerrará em dezembro deste ano.

A previsão agora é de que o fim da desoneração em dezembro vai influenciar nos rumos do reajuste tarifário, comum nesta época do ano e previsto nos contratos de concessão. Com uma parte expressiva do mercado de trabalho sem emprego e outra boa parcela em dificuldades para fechar as contas do mês, o aumento das passagens de ônibus tendem a complicar a vida das mais de 43 milhões de pessoas que se locomovem através do transporte público.

Leia Também:  Clubes mato-grossenses e Federações receberão aporte financeiro da CBF

No Estado de Mato Grosso, já veio o presente de final de ano para as pessoas que usam do transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande receberam seu presente de Natal atrasado, aumento na tarifa que foi aprovado pela Agencia Estadual de Regulação de Transporte (AGER/MT) que vai vigorar a partir desta sexta-feira 1º de janeiro de 2021 passando de R$ 3.75 para R$ 4.10.

Segundo o setor, o valor da tarifa de ônibus não tinha nenhum reajuste desde o ano de 2018, mesmo sendo previsto o reajuste anual conforme no contrato de concessão. Hoje o setor de transporte coletivo intermunicipal de Cuiabá e a cidade vizinha Várzea Grande, transportam 18 mil pessoas diários em 9 linhas com 78 carros.

Uma NOTA de esclarecimento foi divulgado pelo Governo de Mato Grosso, o seu posicionamento sobre o aumento na tarifa dos ônibus que operam nas linhas intermunicipais.

A informação sobre o aumento na tarifa, foi confirmada pela Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU), que afirmou que o reajuste foi aprovado pela Agência Estadual de Regulação de Transporte (Ager).

Leia Também:  PF deflagra "Operação Heritage" e mira suposto desvio de R$ 308 milhões envolvendo ex-governador de MT

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager/MT) esclarece que o reajuste tarifário do transporte intermunicipal entre Cuiabá e Várzea Grande foi aprovado por decisão colegiada no dia 22 de junho de 2020.

No entanto, a cobrança do novo valor da tarifa de transporte intermunicipal, em R$ 4,10, só foi autorizada após o término da vigência do decreto de calamidade, por conta da Pandemia da Covid-19.

O Decreto de Calamidade teve a vigência encerrada no dia 30 de setembro de 2020 e em comum acordo com a empresa responsável, a Ager autorizou o início da cobrança para janeiro de 2021.

A Ager esclarece ainda que o reajuste tarifário do transporte intermunicipal é previsão contratual e ocorre anualmente.

Propaganda

Destaques

Segunda fase da “Operação Efatá asfixia esquema milionário do trafico em Cuiabá

Publicados

em

A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 27, a segunda fase da “Operação Efatá”, uma ofensiva institucional direcionada ao desmantelamento de uma complexa rede criminosa voltada ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à associação para o crime organizado. A intervenção policial representa um contundente avanço no combate à criminalidade sistêmica, concentrando esforços na interrupção das atividades financeiras clandestinas que sustentavam a engrenagem ilícita na região metropolitana.

A operação é conduzida por agentes da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), instituição responsável pelo mapeamento das transações financeiras e pela identificação dos operadores operacionais e estratégicos. Os alvos das ordens judiciais incluem tanto pessoas físicas com papel de liderança na organização quanto pessoas jurídicas que atuavam na blindagem patrimonial, além de interpostas pessoas — comumente nominadas “laranjas”, cujas identidades e contas bancárias eram utilizadas para conferir aparente legalidade ao capital transacionado.

A deflagração das medidas cautelares ocorreu nas primeiras horas desta quinta-feira, momento em que as equipes policiais cumpriram simultaneamente os mandados judiciais expedidos para a coleta de provas e a apreensão de bens. O cronograma de ação foi rigorosamente planejado para garantir a eficácia do bloqueio de ativos financeiros e evitar o esvaziamento antecipado das contas bancárias dos investigados, assegurando que os mecanismos de restrição patrimonial fossem efetivados no exato instante do cumprimento das buscas.

O raio de atuação do cumprimento das ordens judiciais concentrou-se no município de Cuiabá, capital do Estado de Mato Grosso, local estratégico para o fluxo financeiro do grupo investigado. As diligências da Polícia Civil englobaram endereços residenciais, sedes empresariais e estabelecimentos comerciais situados em diferentes bairros da cidade, convertendo a capital mato-grossense no epicentro de uma das maiores investigações recentes sobre a infiltração do crime organizado na economia formal da região.

O procedimento operacional concretizou-se mediante o cumprimento de mais de vinte ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Cuiabá. A estratégia policial consistiu na realização de sete mandados de busca e apreensão domiciliar e empresarial, paralelamente à decretação do congelamento de nove contas bancárias, das quais cinco pertencem a empresas vinculadas ao esquema, além do sequestro cautelar de três imóveis de elevado valor econômico  compreendendo um apartamento e dois terrenos e de dois veículos automotores.

Leia Também:  Partidos já se articulam de olho na disputa de 2026 em Mato Grosso

O propulsor motivador da deflagração desta segunda etapa reside na identificação de incompatibilidades patrimoniais flagrantes e na análise minuciosa de vasto acervo probatório colhido durante a fase inaugural do processo investigativo. O aprofundamento das perícias financeiras demonstrou a existência de uma estrutura articulada de movimentação de capitais, cuja finalidade primária consistia em ocultar a origem ilícita dos recursos auferidos pelo narcotráfico e reintroduzi-los na economia local por meio do setor imobiliário e do comércio corporativo.

A dimensão econômica do esquema atinge cifras expressivas no cenário nacional, revelando que apenas um dos alvos da investigação movimentou cerca de R$ 295 milhões entre operações de crédito e débito ao longo do período monitorado. Somam-se a tais valores o bloqueio judicial imediato de R$ 41,2 mil em ativos financeiros nesta nova fase, que se acrescentam aos mais de R$ 650 mil em dinheiro vivo apreendidos em dezembro do ano anterior, consolidando um montante milionário sob restrição judicial.

O objetivo precípuo das determinações expedidas pelo Poder Judiciário foca no estrangulamento da capacidade financeira e na descapitalização patrimonial do grupo criminoso, inviabilizando a continuidade de suas operações e a manutenção de sua infraestrutura logística. Ao bloquear contas, reter imóveis e apreender veículos, a atuação estatal busca neutralizar o poder econômico das lideranças, impedindo a dissipação do patrimônio acumulado ilicitamente e assegurando o futuro ressarcimento ao erário e a perda definitiva dos bens em favor do Estado.

Leia Também:  PF deflagra "Operação Heritage" e mira suposto desvio de R$ 308 milhões envolvendo ex-governador de MT

Para alcançar a máxima efetividade operacional e respaldo técnico-jurídico, a repressão policial contou com o suporte institucional especializado da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e a chancela do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias. A convergência entre a inteligência investigativa da Denarc e o rigor jurisprudencial da magistratura especializada permitiu a rápida conversão das informações probatórias em medidas restritivas de direitos, consolidando um modelo integrado de combate ao crime organizado em Mato Grosso.

O histórico das apurações remonta à deflagração da primeira fase da Operação Efatá, realizada em 3 de dezembro de 2025, ocasião na qual foram cumpridos 27 mandados de busca, resultando em três prisões em flagrante e na apreensão de drogas, munições e veículos. O próprio batismo da operação faz referência ao vocábulo aramaico “Efatá”, que traduz a expressão “abra-te”, simbolizando a desvelação e o escancaramento da complexa engenharia financeira ilícita que se ocultava sob a fachada de atividades comerciais legítimas na capital.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA