DOENÇAS INTESTINAIS
Mutirão no HUJM reduz fila de espera por colonoscopia em MT
Colonoscopia é um exame utilizado para analisar a saúde do interior do cólon e do reto usando um colonoscópio, um tubo fino e flexível com uma luz e uma câmera na ponta. Com ele, é possível identificar lesões sugestivas de câncer colorretal, pólipos e outras condições médicas.
O que é colonoscopia?
O exame de colonoscopia é utilizado para identificar alterações, como tecidos inchados, pólipos e, até mesmo, lesões que sugiram câncer, no intestino grosso (cólon) e no reto.
Quando o exame é indicado?
É indicado para pacientes que tenham sintomas como: alteração do hábito intestinal, diarreia persistente, sangue nas fezes, dores abdominais, perda de peso sem motivo aparente e alteração no formato das fezes. Além disso, faz parte dos exames indicados para idosos.
Como o exame de colonoscopia é feito?
A colonoscopia é feita com o paciente sedado. Através de um tubo com uma câmera na ponta do aparelho, chamado de colonoscópio, guiado até o reto, é possível produzir imagens de alta qualidade ao longo do caminho. Essas fotografias e vídeos são produzidos em um computador para análise médica.

Fila de espera reduzida em MT
Mais de 20 pacientes que aguardavam por exames de colonoscopia na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), foram beneficiados com atendimentos durante um mutirão realizado na manhã deste sábado (12), promovido pelo Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), em Cuiabá.
A iniciativa aconteceu em parceria com o Grupo de Estudo de Doenças Inflamatórias Intestinais do Brasil (GEDIIB).
O médico coloproctologista, Dr. Mardem Machado, coordenador do Núcleo de Doença Inflamatória Intestinal do HUJM, explicou a importância dos atendimentos em prol da população mato-grossense e falou sobre os benefícios do diagnóstico precoce das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII).
“Esta ação visa reunir pacientes não só de Cuiabá, mas do Estado todo. Nosso objetivo é fazer diagnóstico da doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa. As pessoas atendidas apresentam sintomas e ainda não têm o diagnóstico das DII, por isso vamos realizar os exames, fazer o diagnóstico e proceder com o encaminhamento para o devido tratamento especializado. A ação é de suma importância para o paciente, porque, quanto antes ele receber o diagnóstico, mais rápido dará início ao tratamento das doenças inflamatórias intestinais“, detalhou o Dr. Mardem.
Uma das pessoas atendidas durante o mutirão foi Luciana Scarpin, de 33 anos, Atendente Comercial, no município de Sinop, região Norte do Estado. A paciente explicou que esperava há dois anos pela realização da colonoscopia e que a ação realizada pelo HUJM, pode salvar muitas vidas.
“Tem sete anos que eu apresento os sintomas de DII, e estou esperando na fila do SUS há dois anos. Vim de Sinop para Cuiabá e consegui realizar hoje o exame graças a este mutirão. Esse atendimento é muito importante para a sociedade, porque é um exame que não tem um custo acessível para a população, ele custa aproximadamente um salário mínimo. E para quem trabalha e ganha apenas esse valor, não tem como fazer o exame de forma particular. E muitas vezes, não é só o exame, tem a retirada de pólipos, têm a biópsia em alguns casos e tudo isso agrega outros valores que acabam saindo bem mais caro“, explicou Luciana.
Para o paciente Emerson Rogério da Silva, que teve o diagnóstico da doença de Crohn e já está em tratamento há aproximadamente 20 anos, o mutirão realizado no HUJM, proporcionou celeridade no procedimento cirúrgico, que ele precisará realizar pela terceira vez.
“Hoje vim realizar o exame de colonoscopia para saber se está tudo certinho para a realização da minha terceira cirurgia, que inclusive o Dr. Mardem foi o médico que realizou o meu primeiro procedimento cirúrgico, quando eu tinha 15 anos de idade, sou muito grato a ele por isso. Desde lá, sigo o tratamento da doença de Crohn que é uma doença crônica. Na minha avaliação, o ponto mais difícil da doença são os desconfortos intestinais, tais como: diarreias, dores abdominais e as cólicas“, concluiu Rogério.
O objetivo do exame é investigar a presença de pólipos e doenças inflamatórias intestinais como, por exemplo, doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, além de detectar o câncer colorretal. A colonoscopia ajuda a entender a causa de diarreias crônicas e anemia sem causa aparente. O procedimento é feito por um especialista e dura em média, 60 minutos.

Contraindicações
A colonoscopia é contraindicada para pacientes com:
Abdômen agudo perfurativo
Diverticulite aguda
Megacólon tóxico
Obstrução intestinal.
Além disso, algumas condições fazem com que o exame de colonoscopia seja adiado, como:
Infarto recente do miocárdio
Embolia pulmonar recente
Neutropenia importante
Gravidez
Aneurisma de aorta ou de ilíaca
Esplenomegalia.
Em geral, as mulheres grávidas não são indicadas para fazer a colonoscopia. Primeiramente porque a sedação usada no exame não pode ser ministrada no primeiro trimestre de gestação. Depois porque o excesso de evacuação pode causar desidratações e deficiências vitamínicas, além de ser um procedimento que pode causar desconfortos.
Destaques
Cuiabá sobe em ranking de “Qualidade de Vida”, mas interior de Mato Grosso alerta para disparidades sociais
O avanço nos indicadores de bem-estar urbano na região Centro-Oeste revelou um cenário de profundas desigualdades socioeconômicas estruturais entre a capital e os municípios periféricos. A divulgação do Índice de Progresso Social, realizada pelo Instituto Imazon, evidenciou que o crescimento econômico e a modernização das infraestruturas urbanas não ocorrem de maneira uniforme no território mato-grossense. Essa discrepância geográfica consolida uma divisão nítida entre o desenvolvimento das centralidades administrativas e a estagnação das localidades interioranas.
A análise técnica detalhada incidiu diretamente sobre a realidade demográfica e social do Estado de Mato Grosso, com especial atenção para a dinâmica de seus 142 municípios habitados. A investigação estatística detalhou as condições de vulnerabilidade em pontos críticos do mapa estadual, expondo as deficiências estruturais que comprometem o cotidiano de milhares de cidadãos distantes dos grandes eixos financeiros. O foco da mensuração centrou-se na identificação das carências fundamentais que impedem a consolidação de um progresso social equitativo e sustentável.
Os dados oficiais apurados apontaram que Cuiabá atingiu a nota de 67,22 na avaliação contemporânea, superando o registro anterior que se fixara em 66,73 pontos. Essa pontuação posicionou a capital mato-grossense na 301ª colocação geral do país e no 10º lugar entre as capitais brasileiras mais desenvolvidas. Em contrapartida, o levantamento revelou que 131 municípios do interior do estado permanecem abaixo da média nacional de 63,40 pontos, integrando agrupamentos de vulnerabilidade social acentuada.
A pesquisa de campo e o processamento de dados foram integralmente executados pelo Instituto Imazon, uma renomada entidade de pesquisa dedicada ao monitoramento do desenvolvimento sustentável. O corpo técnico da instituição utilizou metodologias científicas rigorosas para cruzar informações de fontes governamentais e censitárias, garantindo a precisão analítica necessária.

A atuação desse comitê de especialistas conferiu credibilidade ao diagnóstico final, transformando números brutos em ferramentas de avaliação para a formulação de políticas públicas.
O anúncio oficial dos resultados ocorreu nesta quarta-feira, dia 20 de maio de 2026, refletindo o consolidado do desempenho municipal apurado ao longo dos meses anteriores. A escolha do período para a divulgação obedeceu ao calendário anual de atualizações da entidade, permitindo uma comparação fidedigna com os desempenhos históricos nacionais. O momento da publicação coincide com o debate sobre o planejamento orçamentário plurianual dos governos locais, servindo como um balizador estratégico para os gestores.
A motivação para o desenvolvimento e a publicação desse índice reside na necessidade de oferecer uma métrica precisa sobre o desenvolvimento humano que transcenda o mero crescimento do Produto Interno Bruto. O propósito do estudo consiste em municiar a sociedade civil e os governantes com diagnósticos precisos que orientem investimentos em setores sociais historicamente negligenciados.
A intenção institucional é transformar a avaliação periódica em um catalisador para reformas estruturais urgentes em Saneamento, Saúde e Educação.
O método avaliativo baseou-se na aplicação rigorosa de 12 parâmetros internacionais divididos em dimensões que englobam Nutrição e Cuidados Médicos Básicos, Água e Saneamento, além de Moradia Condigna. Cada município recebeu uma pontuação agregada após a ponderação matemática desses fatores, estabelecendo um ranking que varia do Grupo 2, considerado bom, ao Grupo 8, classificado como ruim. Esse modelo multidimensional permitiu aferir o impacto real das políticas públicas diretamente na subsistência diária das populações locais.
Os fatores geradores do desempenho mediano do estado decorrem da concentração histórica de investimentos públicos e privados nas regiões integradas ao Agronegócio e ao setor de serviços da capital. A escassez de redes de esgotamento sanitário, a precariedade no atendimento médico especializado e o déficit habitacional no interior atuaram como os principais vetores de rebaixamento dos índices.

Essa centralização de recursos gerou bolsões de isolamento social em localidades vulneráveis como Nova Nazaré, Campinápolis e Colniza.
A repercussão imediata dos dados expôs o temor de que 92% das cidades do interior de Mato Grosso permaneçam estagnadas ou sofram retrocessos graves nos próximos anos. Autoridades públicas e planejadores urbanos manifestaram preocupação com a possibilidade de esses municípios migrarem definitivamente para o Grupo 8, o extrato mais baixo do progresso nacional. O diagnóstico gerou alertas emitidos por assistentes sociais e economistas, que preveem o agravamento da migração desordenada para a capital caso as assimetrias não sejam corrigidas.
A superação desse panorama crítico exigirá a implementação urgente de um plano coordenado de investimentos descentralizados por parte do governo estadual e das prefeituras. O fortalecimento das economias locais e a universalização dos serviços básicos de saneamento surgem como as únicas alternativas viáveis para elevar o interior aos patamares desejáveis de bem-estar.
A consolidação de uma agenda de desenvolvimento inclusivo determinará se o estado alcançará a maturidade social compatível com a sua expressiva força econômica.
Confira as notas dos 10 primeiros colocados
Colocação nacional Município Nota
301 Cuiabá 67,22
315 Araguainha 67,13
359 Primavera do Leste 66,89
455 Rondonópolis 66,5
919 Denise 64,87
1035 Campo Verde 64,51
1183 Alto Taquari 64,1
1345 Sapezal 63,74
1361 São José do Povo 63,7
1386 Dom Aquino 63,65
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