A CHEGADA DE NOVOS LIDERES
Lideranças políticas em que você deve ficar de olho
As eleições municipais de 2020 terminam neste próximo domingo dia 29 de setembro conforme calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, já é possível perceber parte dos aspectos mais relevantes da disputa.
Entre os quais: o avanço de partidos de centro e de direita, a abstenção recorde, o impacto da Pandemia na taxa de reeleição, o recuo de algumas lideranças, meio ao surgimento de novas lideranças e por fim, a capacidade limitada de políticos em transferir votos.
Mas, hoje vamos das novas forças políticas conforme resultados das urnas.
O Blog do Valdemir trás os nomes que se destacaram no cenário político no pleito de 15 de novembro 2015. A lista não deve ser um limitante aos internautas que tem o direito de livre escolha, num universo de bons e péssimos políticos que temos.
Os políticos que serão elencados sequer ainda não foram pautas dos nossos analistas políticos, mas deve ser vista como foi o desempenho dos mesmos e avaliado pela redação do Blog do Valdemir. Este resultado é das consultas com quem está no dia a dia, da militância política em diferentes legendas.
Então vamos lá: na disputa para a Prefeitura de Cuiabá, qualquer que seja o resultado, novas lideranças que surgiram em 2020 nas eleições, vão exercer papel de destaque na política mato-grossense nos próximos anos.
Embora não representa necessariamente uma novidade na cena política são eles: Mauro Mendes Ferreira (DEM), Jayme Veríssimo de Campos (DEM), Carlos Henrique Baqueta Favaro (PSD), Otaviano Olavo Pivetta (PDT), Max Joel Russi (PSB), José Carlos Junqueira de Araújo, o Zé do Pátio (SOLIDARIEDADE) e até agora, o emedebista Emanuel Pinheiro emergem como atores importantes nesse novo mapa político de Mato Grosso. Necessariamente terão de ser ouvidos daqui para frente e serão importantes nas costuras para as próximas eleições.
Eles passam a ocupar o pódio dos líderes políticos do nosso Estado. Saem complicados o Senador do Partido Liberal (PL), Wellington Antônio Fagundes e o Democrata (DEM), José Eduardo Botelho, presidente da Casa de Leis. Essa eleição foi pífia para eles.
Vamos uma rápida ascensão de algumas novas lideranças
Mauro Mendes Ferreira, o que se convencionou chamar de pós Blairo Borges Maggi. Mauro um político jovem com bom trânsito entre os Poderes Judiciário, Legislativo e com os empresários de vários segmentos, desempenhará sua liderança estadual, seja quem for o novo Prefeito de Cuiabá.
Mais o Blog do Valdemir registra que, se o vereador do Partido Podemos, Abilio Jacques Brunini Moumer, o Abílio Junior for o vencedor, se credencia para a reeleição e joga uma pá de cal nas pretensões de Emanuel Pinheiro. Na hipótese de derrota de Abílio Junior, encontrará dificuldades para agregar os que hoje estão ao seu lado. Surgirá das cinzas Emanuel Pinheiro para disputar o Governo do Estado em 2022.
Carlos Favaro saiu fortalecido com a vitória sobre o tucano Nilson Leitão e da candidata de Jair Bolsonaro, Rúbia Fernanda Diniz Siqueira, a Coronel Fernanda (Patriota).
Otaviano Pivetta reconquistou a Prefeitura de Lucas do Rio Verde e vem fazendo, até então, uma boa dupla com Mauro Mendes, mas será forte candidato ao Senado da Republica.
O deputado estadual do PSB, Max Joel Russi, este sim, foi o “cara” das eleições municipais de 2020, a sigla conquistou 13 prefeituras, incluindo a Prefeitura de Cáceres e conduziu a campanha vitoriosa da sua esposa Andreia Wagner para a Prefeitura de Jaciara.
José Carlos do Pátio, terceiro mandado frente a Prefeitura de Rondonópolis, se a população aprovou a sua administração, sem comentários então por parte do Blog do Valdemir.
Bom…, e Jayme Campos? Sem comentários, o Senador do Partido Democrata (DEM) já ganhou tudo, parece muito com o time do Palmeiras. Para Jayme Campos ainda falta a presidência da República. Para o Palmeiras falta, não falta, mas falta o Mundial.
Tá bom…, querem saber de Emanuel Pinheiro? Depende do resultado deste próximo domingo, poderá ser o adversário que todos desejam para o pleito de 2022. De um lado o Democrata Mauro Mendes de outro o seu inimigo declarado o emedebista Emanuel Pinheiro.
Destaques
O avanço das facções no processo eleitoral brasileiro e os mecanismos de salvaguarda da soberania popular
O avanço silencioso e coordenado do crime organizado sobre as estruturas democráticas brasileiras atingiu um patamar sem precedentes, mobilizando os mais altos escalões da segurança pública. Agências de inteligência estaduais e federais detectaram indícios consistentes de que facções criminosas operam de forma sistemática para interferir nos processos eleitorais do país. O fenômeno, que corrói os alicerces da representatividade popular, manifesta-se por meio de financiamentos espúrios e pressões territoriais que ameaçam a lisura dos pleitos.
Os principais agentes institucionais no enfrentamento dessa ameaça são o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado. Sob a liderança do procurador regional eleitoral Fabrizio Predebon da Silva, as autoridades buscam compelir os presidentes dos diretórios partidários a assumirem a corresponsabilidade pela integridade das urnas. Do outro lado da linha investigativa, encontram-se lideranças de facções de atuação nacional e agentes políticos suspeitos de conivência, como o ex-parlamentar cuiabano Paulo Henrique.
A eclosão dessas investigações ganhou urgência no cenário contemporâneo, culminando em determinações drásticas para o atual calendário eleitoral. O Ministério Público fixou um prazo peremptório de vinte dias para que as legendas comprovem a adoção de mecanismos internos de controle e fiscalização. Esse monitoramento temporal intensificou-se após os desdobramentos de operações deflagradas entre os anos de 2022 e 2024, cujos reflexos moldam as estratégias de contenção que vigem de forma imediata no pleito deste ano.
Embora o epicentro das recentes ações ostensivas localize-se em Mato Grosso, especialmente na capital, Cuiabá, os tentáculos desse ecossistema criminoso estendem-se por 9 Estados das 5 regiões geopolíticas do território nacional.
Áreas periféricas e comunidades vulneráveis, anteriormente submetidas apenas ao monopólio da violência física, tornaram-se zonas de exclusão eleitoral.
Nesses locais, a soberania do Estado é posta à prova à medida que o crime delimita onde as campanhas políticas legítimas podem ocorrer.

O modus operandi das organizações criminosas estruturou-se de forma sofisticada, migrando da coerção física explícita para a infiltração econômica e partidária de alta complexidade. O Comando Vermelho, conforme apontam os inquéritos, utiliza recursos bilionários oriundos do tráfico de entorpecentes para irrigar campanhas eleitorais de aliados seletos. Paralelamente, esquemas de lavagem de dinheiro em eventos festivos e a cooptação de servidores públicos servem de ponte para legalizar o trânsito de capitais ilícitos dentro dos partidos.
A motivação subjacente a essa ousada estratégia expansionista reside na necessidade das facções de garantir blindagem jurídica e ampliar sua influência política. Ao eleger quadros favoráveis aos seus interesses, o crime organizado busca facilitar a liberação de alvarás, interferir em licitações públicas e obter informações privilegiadas sobre operações policiais. Esse domínio institucional assegura a perenidade de suas atividades logísticas no mercado internacional de drogas, transformando o poder político em um escudo corporativo eficaz.
A magnitude do desafio reflete-se em estatísticas alarmantes que dimensionam a capilaridade do problema em âmbito federativo. Atualmente, o Brasil contabiliza quase cem organizações criminosas ativas no interior de presídios estaduais e federais, muitas das quais comandam as fraudes externas. Somente no cenário municipal de Mato Grosso, o Ministério Público e o Gaeco passaram a escrutinar minuciosamente mais de vinte candidaturas sob suspeita de contaminação financeira, indicando um volume expressivo de capital injetado nas urnas.
As consequências dessa ingerência criminosa recaem diretamente sobre a sociedade civil, que vê o direito constitucional ao voto livre ser severamente mitigado. O destinatário final das medidas assecuratórias do Ministério Público Federal é o próprio eleitorado, cuja soberania depende de um ambiente imune a coações.
A desestabilização provocada por essas infiltrações atinge a legitimidade das instituições democráticas, transformando mandatos populares em extensões de interesses corporativos de sindicatos do crime.

A reação estatal instrumentaliza-se por meio de recomendações técnico-jurídicas rigorosas e da exigência de mecanismos rígidos de governança corporativa pelas legendas. O Ministério Público Eleitoral orientou os partidos a instituírem comissões internas de auditoria destinadas a analisar minuciosamente o histórico socioeconômico, patrimonial e territorial de seus filiados. Exige-se, ademais, a apresentação de certidões criminais de todas as instâncias judiciais e a exclusão sumária de indivíduos vinculados ao crime.
O cenário futuro dependerá da resolutividade dos órgãos de controle ante as respostas que os Diretórios Partidários apresentarão ao término do prazo legal. Caso as agremiações negligenciem as recomendações, o descumprimento será convertido em elemento probatório substancial em futuras ações de perda de mandato e responsabilização civil.
A manutenção do sigilo absoluto sobre os inquéritos em curso visa garantir que as próximas fases de repressão desarticulem por completo os núcleos políticos dessas facções.
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