DISSE ME DISSE DE UMA LIDERANÇA POLÍTICA DE MT
“Emanuel não é bobo de deixar o cofre do Alencastro e tomar uma surra em 2022”
Vishi! A maioria dos líderes políticos de Mato Grosso, acreditam que o emedebista Emanuel Pinheiro não será candidato para a disputa da cadeira número 1 do Palácio Paiaguas nesta eleição que acontece em 2022 para Governo do Estado.
Nos bastidores da política mato-grossense, principalmente nos corredores palacianos e da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o comentário chega até ser maldoso.
Veja essa: se a corrida eleitoral fosse uma maratona, como alguns dirigentes do MDB pregam; Emanuel Pinheiro teria sido aquele atleta amador mais promissor que, quando começa a se aquecer minutos antes da largada, desiste do desafio temendo as câimbras e outras dores que possivelmente sentirá em todo o corpo após a prova.
Achou pouco, então vamos lá aos comentários após a reunião dos Democratas nesta semana na casa do parlamentar estadual José Eduardo Botelho com toda cúpula da sigla para discutir Eleição 2022.
“Ele não vai largar o osso. Emanuel não é bobo de deixar o cofre do Alencastro no meio do mandato e ainda correr o risco de tomar uma surra nas urnas, vai tomar uma taca“, disse uma grande liderança política no Estado que esteve presente nessa reunião do Democrata.
E disse mais;
“Além do mais não tem viabilidade e chances de peitar Mauro Mendes. Ele tem muitos desgastes. Aliás não podemos esquecer que o prefeito quase perdeu para o ex-vereador Abílio Júnior no ano passado. Foi um sufoco. Só Deus sabe o que ele teve que fazer para se reeleger“, finalizou.
Percebe-se que a situação de Emanuel Pinheiro, especialmente dele próprio, é contraditória. De um lado Nenel foi reeleito, venceu a eleição de Cuiabá, e ergueu um muro contra tentativas de impeachment. Também ganhou, ou melhor, tem o aval da família Campos (leia-se; Jayme Campos e Júlio Campos), o que completa o desenho favorável à sua candidatura em 2022. Desde que negociadas claro. Mas isso é do jogo.
Ainda pelo lado favorável a Emanuel Pinheiro, as pesquisas internas de vários partidos apontam ser o adversário que pode dar canseira no candidato a reeleição Mauro Mendes. Para completar, o prefeito cuiabano parece ter os mecanismos capazes de desestabilizar o governador do Partido Democrata.

Na outra face da moeda, Emanuel Pinheiro enfrenta problemas. O grau de liberdade para o prefeito cuiabano, ele mesmo diminui. Diz a sabedoria filosófica que “quando alguém transforma a realidade ela também modifica quem a transformou”.
Outro complicador é o contra-ataque que vem recebendo na sua administração, denúncias, Operações do Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Polícia Civil e Ministério Público Estadual (MPE). O potencial campo político anti-emanuelzitos está dividido nas ambições para 2022, mas anda coeso no apoio no apoio a iniciativa da Justiça que criem constrangimentos ao comandante do Alencastro. Igualmente a esmagadora maioria da imprensa. É uma verdadeira frente ampla.
A resultante das forças no momento indica que a Oposição, não tem músculos para retirar Mauro Mendes da cadeira numero 1 do Estado de Mato Grosso, nem terá espaço e terreno livre para ganhar muita tração neste resto de primeiro mandato.
Daí a tendência a se manter uma guerra de posição relativamente prolongada. A não ser, naturalmente, que sobrevenha o fato novo.
Aí o Blog do Valdemir repete: “o imprevisível é muito difícil de prever”.
E tem a Pandemia da Covid-19. Até o momento, ela “talvez” tenha contido a capacidade do prefeito cuiabano ampliar o mercado eleitoral dele, mas não corroeu significativamente sua fatia. Se as denúncias e o combate a Pandemia andar, é provável o cenário continuar meio congelado.
Se der chabú, aí o voo de Emanuel Pinheiro enfrentará fortes turbulências.
Política
O pragmatismo que redefine as fronteiras do “Poder Estadual”
O cenário político no Estado de Mato Grosso expõe, de forma inequívoca, como as dinâmicas eleitorais contemporâneas são moldadas pela conveniência tática e pela constante reconfiguração de forças. A movimentação partidária deste ano no estado ilustra o fenômeno em que antigas divergências ideológicas e pessoais são secundarizadas em nome de objetivos eleitorais comuns, alterando de forma profunda o tabuleiro político local.
A aproximação estratégica envolve o atual Senador Carlos Fávaro, do Partido Social Democrático (PSD), e o ex-governador Pedro Taques, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ambos os líderes políticos decidiram superar os embates históricos que marcaram suas trajetórias públicas recentes para consolidar uma inédita e expressiva articulação de forças na disputa pelas cadeiras do Senado Federal.
Essa “articulação pragmática” ocorre em meio ao período de “Convenções e Articulações” que antecede o pleito eleitoral deste ano, momento em que as agremiações buscam otimizar seu tempo de propaganda e capilaridade. A reconfiguração das alianças ganha celeridade à medida que os prazos legais do calendário eleitoral exigem definições nítidas e registros formais das coligações partidárias.
A “UNIÃO” das lideranças tem como palco principal, o Estado de Mato Grosso, um dos polos geopolíticos e econômicos mais relevantes do Centro-Oeste brasileiro. O território estadual, caracterizado pela forte influência do Agronegócio e por uma política tradicionalmente polarizada, serve como o “laboratório” perfeito para a observação dessa “metamorfose” nas relações de “PODER”.

A motivação central para a formação dessa chapa competitiva reside na necessidade imperiosa de garantir a governabilidade futura e ampliar as chances de vitória nas urnas. O pragmatismo das cúpulas partidárias nacionais e estaduais impõe-se sobre rivalidades pretéritas, demonstrando que a sobrevivência e a relevância política sobrepõem-se, invariavelmente, à rigidez ideológica doutrinária.
O processo de unificação foi deflagrado por meio de intensas negociações de bastidores, que culminaram em uma decisão verticalizada e chancelada pelas direções executivas nacionais dos partidos envolvidos. Essa costura política operou-se de cima para baixo, pacificando as bases locais e sacramentando o acordo que virtualmente selou o destino da composição majoritária.
O custo imediato dessa estratégia reflete-se na profusão de declarações contraditórias e no desconforto de correligionários que, outrora, sustentavam discursos de oposição recíproca.
A incoerência retórica, imortalizada pela máxima “rodriguiana” de que toda constância rígida é passível de suspeição, passa a ser assimilada como um subproduto inevitável da “realpolitik“.
Estima-se que o impacto direto dessa nova conjuntura altere substancialmente a distribuição do eleitorado mato-grossense, unindo nichos antes considerados inconciliáveis na mesma base de apoio. A junção do capital político de Carlos Fávaro com a experiência de Pedro Taques redesenha as projeções estatísticas, forçando os demais concorrentes a refazerem seus planejamentos.

A viabilização desse arranjo foi possível graças à flexibilidade dos estatutos do PSD e do PSB, associada ao uso estratégico dos fundos partidário e eleitoral que financiam as grandes estruturas. A convergência técnica de interesses comuns permitiu que as frentes jurídicas e de marketing das campanhas passassem a trabalhar em perfeita consonância programática.
O desenlace dessa “complexa engenharia política” reafirma a tese de que a história brasileira é cíclica e avessa a ressentimentos permanentes no campo institucional. Diante do eleitorado, resta a constatação de que o verdadeiro motor da política institucional não é a simpatia pessoal, mas a busca incessante pela manutenção e expansão do “PODER” de representação.
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