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Emanuel e Wilson precisam aprofundar propostas no segundo turno e esquecer “troca de farpas”
Na linguagem dos consultores políticos, o segundo turno é outra eleição. A frase de efeito é meio óbvia se lembrarmos de que as regras do jogo mudam do primeiro turno para o segundo. A primeira grande diferença é o tempo de televisão.
A dinâmica do primeiro turno, com um grande número de candidatos e regras rígidas nos debates, não permitiu que os concorrentes à prefeitura de Cuiabá aprofundassem suas propostas para a cidade, segundo analistas ouvidos pelo Blog do Valdemir. No segundo turno, com mais tempo, os adversários que continuarem na disputa poderão detalhar o que pretendem fazer, caso sejam eleitos.
Se prestar atenção ao que os candidatos têm falado, é interessante ver que não há muitas diferenças entre eles. Do ponto de vista da mobilidade urbana, todas as propostas são muito lógicas, mas algumas coisas não estão sendo suficientemente faladas. É lamentável perceber que os nossos candidatos a prefeito não percebem o papel e a importância que tem o município na segurança pública. Ou não querem perceber e às vezes bravejam que segurança pública é uma questão do estado e não do município. Mas o ir e vir do cidadão, o lazer e a utilização do espaço público são papel do poder de polícia municipal. O espaço mal cuidado é utilizado para delitos, e o bem cuidado faz com que as pessoas alterem o seu comportamento. O papel do município é fundamental para evitar pequenos delitos.
Os candidatos com maior potencial se polarizarem com os dois experientes políticos e deputados estaduais Emanuel Pinheiro e Wilson Santos. Ambos, no entanto, concorrem nas mesmas faixas eleitorais: a da chamada “cuiabania”, composta pelas tradicionais famílias de raízes históricas na cidade e a da classe média A/B.
Tanto Pinheiro quanto Santos contam com grupos políticos fortes e boa estrutura financeira para a disputa. E igualmente tem os mesmos problemas de imagem. Os dois são “velhos conhecidos” dos eleitores e carregam nas costas desgastes de seus erros eleitorais.
O deputado Emanuel Pinheiro tem a imagem arranhada por causa de problemas financeiros pessoais que extrapolaram e acabaram contaminando sua imagem pública. O parlamentar acabou envolvido em uma rumorosa disputa judicial por conta da acusação de ter dado falsas esmeraldas como se fossem verdadeiras em garantia à um empréstimo, caso que até hoje segue sem uma solução.
Outro fator que deve funcionar como uma “âncora” para Emanuel Pinheiro são os rescaldos dos escândalos protagonizados pelo ex-governador peemedebista Silval Barbosa, que segue preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) pelas acusações de liderar esquemas de corrupção e desvio de recursos em sua gestão no Palácio Paiaguás.
O tucano Wilson Santos, no entanto, leva desvantagem ainda maior no quesito do desgaste de imagem, pois literalmente abandonou a prefeitura em 2010 para disputar o Governo do Estado, deixando para trás a cidade em profunda crise financeira, a saúde em caos e a infraestrutura urbana deteriorada.
O próprio candidato reconheceu publicamente seu erro estratégico há alguns dias. “Eu tinha acabado de ser eleito com 58% dos votos e isso passou uma falsa impressão para o partido de que eu seria eleito com facilidade para o governo, o que não ocorreu. Ter deixado a Prefeitura de Cuiabá foi o maior erro da minha vida. Cedi à pressão e me arrependi”, declarou o “Galinho”.
Agora o tucano espera resgatar das cinzas a credibilidade que tinha no passado, apostando na sua capacidade de aglutinar as forças conservadoras e as “viúvas” políticas do prefeito Mauro Mendes (PSB) a partir da influência do governador e correligionário, Pedro Taques (PSDB).
Dois pontos serão fundamentais neste segundo turno, o rebalanceamento do tempo de televisão já que os dois candidatos terão os mesmos 10 minutos. No primeiro turno, Emanuel Pinheiro (PMDB), da coligação “Um novo prefeito para uma nova Cuiabá” (PMDB/PP/PTB/PSC/PR/SD), tinha 3 minutos e 44 segundos de propaganda.
Wilson Santos (PSDB), da coligação “Dante de Oliveira” (PSDB/PPS/DEM/PV/PSD), tinha 3 minutos e 12 segundos. Para quem ainda duvida dos efeitos do tempo de televisão, o primeiro turno já mostrou que são relevantes.
Neste segundo turno o tempo disponível para o horário eleitoral gratuito em bloco será de 20 minutos, de segunda a sábado. Serão dois blocos de 10 minutos, das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10 no rádio; das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40, na televisão.
O segundo ponto são as alianças e as transferências dos votos dos outros candidatos para Pinheiro e Santos, é bom lembrar que a magnitude dos efeitos das supostas alianças ainda não é clara. Nem sempre esse fator leva aos eleitores escolherem o aliado escolhido, mas claramente ajuda. Mais importante que ganhar esses votos também seria impedir que eles vão para a oponente.
Santos e Emanuel otimistas para o segundo turno
Wilson Santos disse que esta animado para enfrentar o segundo turno das eleições, afirmou que vai oferecer uma proposta racional, levando em conta a 'crise que o país passa', "agora a população vai ter a chance de escolher, dentre os grupos políticos, a melhor proposta. A nossa principal estratégia agora é a experiência em administrar Cuiabá, as boas propostas para Cuiabá, não propor nada inexequível”, disse.
O candidato tem 55 anos e é natural de Dracena, São Paulo. Formado em direito pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Wilson Santos também já ocupou uma vaga de vereador pela capital e de deputado federal.
O candidato peemedebista, Emanuel Pinheiro prometeu, caso seja eleito, será um gestor que irá além das expectativas do cargo de prefeito e vai ser uma pessoa que irá viver de perto com as pessoas, além de “estar sempre por parto dos segmentos organizados para ajuda-los”. “Quero estar junto e vou trabalhar ainda mais para isso, pois a população sabe que Cuiabá precisa de um novo plano e de um novo governo. Não da velha política, mas de um governo renovado. Chega de mentiras”, finalizou.
A experiência de Emanuel no campo administrativo fica restrita à (SMTU), quando teve oportunidade de sentir mais de perto os problemas que àquela época. Na Câmara Municipal onde ocupou uma cadeira por dois anos (1989/90-PFL). Cuiabano filho de família cuiabana nasceu no dia 12 de abril, é advogado e professor de Direito Constitucional, Emanuel Pinheiro tem 51 anos, boa parte militando politicamente.
Destaques
Seca e focos de queimadas elevam a migração de animais peçonhentos para residências urbanas em Várzea Grande
A mudança desordenada do ambiente e o uso indiscriminado de venenos podem favorecer a proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Quando o ambiente natural é alterado, esses animais perdem seus abrigos e passam a buscar refúgio em áreas urbanas, residências e quintais. O uso de venenos sem orientação técnica elimina predadores naturais e presas, como insetos, desequilibrando o ecossistema.
Esse desequilíbrio faz com que os animais peçonhentos se espalhem com mais facilidade e apareçam com maior frequência. A melhor forma de prevenção é o controle ambiental: limpeza, eliminação de entulhos, manejo correto do lixo e orientação adequada da população.
As condições climáticas adversas observadas no município de Várzea Grande, caracterizadas pelo período de estiagem severa e pelo aumento dos focos de queimadas, estão forçando espécies peçonhentas, como escorpiões, aranhas, serpentes, abelhas e lacraias, a migrarem de seus habitats naturais rumo a perímetros urbanizados em busca de abrigo, água e alimento.
Os moradores de todas as regiões da cidade, com especial atenção aos residentes de bairros periféricos e de áreas próximas a terrenos baldios ou com acúmulo de entulhos, encontram-se expostos a essa aproximação sinantrópica, que exige maior rigor nas medidas preventivas cotidianas dentro e fora das habitações.
O fenômeno atinge sua cúpula epidemiológica no período de estiagem de 2026, com dados coletados entre janeiro e agosto demonstrando a ocorrência sistemática de acidentes, sob a liderança dos escorpiões, que computaram 60 notificações no município durante os primeiros oito meses deste exercício.
A migração massiva fundamenta-se na destruição e degradação dos ecossistemas nativos pelo fogo, somadas às temperaturas extremas, dinâmica que compele os espécimes a buscarem ambientes sombreados, úmidos e com oferta abundante de presas, como as baratas urbanas.

Para conter a proliferação e o ingresso desses animais, o Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG) recomenda a aplicação rigorosa da “técnica dos quatro As” (eliminação de abrigo, acesso, alimento e água), aliada à vedação de ralos, eliminação de entulhos e manutenção de quintais limpos.
Embora os registros ocorram em todo o território municipal, a Região 1 desponta como o epicentro das notificações, englobando localidades densamente povoadas como Grande Cristo Rei, Parque do Lago, Uniparque, Santa Clara, Aurília Curvo, Manga e trechos do Ponte Nova.
Diante do surgimento recorrente de espécimes, o CCZ-VG disponibiliza vistorias técnicas e orientações preventivas por meio do canal oficial de atendimento via WhatsApp, no número (65) 98476-5719, desaconselhando terminantemente o uso indiscriminado de pesticidas químicos.
Em eventuais casos de picadas ou ferimentos, o munícipe deve dirigir-se imediatamente ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, Unidade de Saúde dotada de estrutura técnica e insumos específicos, incluindo soros antiveneno para avaliação médica criteriosa.
A preocupação das autoridades de saúde justifica-se pela elevada vulnerabilidade de crianças e idosos, grupos nos quais a toxicidade dos venenos pode acarretar complicações clínicas graves, independentemente do porte ou da coloração do animal envolvido na ocorrência.
Atuam na linha de frente desse trabalho de conscientização e monitoramento os biólogos e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), a exemplo da especialista Thayse Oliveira, que mapeiam a presença de espécies de relevância médica nacional, como o Tityus serrulatus e o Tityus bahiensis, para orientar a população local.

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