Search
Close this search box.

Destaques

Taques anuncia Soares como novo secretário estadual de Saúde

Publicados

em

De temperamento forte, Luiz Soares é considerado um linha-dura por servidores e médicos da rede pública.

O governador Pedro Taques (PSDB) anunciou na tarde noite desta sexta-feira (17) o nome do ex-deputado e ex-senador Luiz Soares, como novo secretário de Saúde de Mato Grosso em substituição a João Batista, que pediu exoneração na última terça-feira (14).

Desde quinta-feira (16), o atual secretário da cidade industrial, já vinha sendo sondado pelo governador Pedro Taques (PSDB), para compor o staff e faltavam apenas detalhes para oficializar a substituição a João Batista.

Após as primeiras sondagens, Luiz Soares ressaltou que não poderia se desligar do cargo em Várzea Grande diante do compromisso firmado com a prefeita Lucimar Campos (DEM) de auxiliar em melhorias na saúde pública do município.

Diante disso, o governador Pedro Taques decidiu abrir diálogo com o secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande o cacique do Partido dos Democratas e ex-senador Jayme Campos com quem almoçou nesta sexta feira, para discutir a ida de Luiz Soares para a Secretaria Estadual de Saúde, assim garantir a liberação do secretário da cidade industrial, sem traumas que pudessem prejudicar a relação política de ambos. 

Leia Também:  Fundo Eleitoral; Os recursos para bancar o fundo sairão da Saúde, Educação e Infraestrutura

A prefeita de Várzea Grande Lucimar Campos (DEM), que no primeiro momento teria ficado contrariada, porém acabou sendo convencida de que seu secretário de Saúde Municipal, já havia dado a sua contribuição para o município várzea-grandense, e deu aval para a saída de Luiz Soares

Por orientação do governador, Luiz Soares inicia a transição na Secretaria Estadual de Saúde com o atual secretário João Batista já na próxima segunda-feira (20). 

Com isso, Luiz Soares se torna o quarto secretário a ocupar a Pasta em dois anos de Governo Pedro Taques. O primeiro secretário a ocupar a pasta, Marco Bertúlio, foi exonerado dois meses depois do início do mandato. Em seu lugar, entrou o secretário Eduardo Bermudez, que julho do ano passado deixou o cargo para João Batista.

Segundo informações, a saída do secretario João Batista, se deve ao desconforto que vinha tendo com os funcionários e Sindicato, e também o descontentamento de algumas prefeituras do município que reclamavam de sua atuação na pasta da saúde.

Através de uma nota publicada, o Sindicato dos Servidores da Saúde Pública de Mato Grosso e do Meio Ambiente (Sisma) negou qualquer desconforto entre os servidores da saúde do estado e o secretário João Batista"Esclarecemos que, a relação com o secretário de Saúde, João Batista Pereira, sempre foi pautada no respeito e cordialidade. Na oportunidade aproveitamos para registrar o nosso agradecimento ao secretário João Batista pelo trabalho prestado ao longo desses quase oito meses à frente da Secretaria de Saúde de Mato grosso".

Leia Também:  Eduardo Botelho avisa que vai trocar o PSD pelo DEM; Garcia ainda em conversação com irmãos Campos 

Outro motivo da saída de João Batista do cargo, teria sido a falta de recursos da Saúde do Estado, e esteve reunido com o governador Pedro Taques por diversas vezes e expôs sua insatisfação da Pasta, e por diversas vezes tambem, Batista foi intimado pela Justiça a fazer repasses a Municípios, sob risco de prisão.

Currículo

Luiz Soares, 58 anos, é advogado e exerceu três mandatos como deputado estadual, foi vice-prefeito de Cuiabá na gestão Roberto França, senador por Mato Grosso por quatro meses na suplência de Antero Paes de Barros, e secretário de Saúde da Capital por seis anos. Entre outras funções exercidas, ele contabiliza 40 anos de dedicação à vida pública.

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Destaques

Seca e focos de queimadas elevam a migração de animais peçonhentos para residências urbanas em Várzea Grande

Publicados

em

A mudança desordenada do ambiente e o uso indiscriminado de venenos podem favorecer a proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Quando o ambiente natural é alterado, esses animais perdem seus abrigos e passam a buscar refúgio em áreas urbanas, residências e quintais. O uso de venenos sem orientação técnica elimina predadores naturais e presas, como insetos, desequilibrando o ecossistema.

Esse desequilíbrio faz com que os animais peçonhentos se espalhem com mais facilidade e apareçam com maior frequência. A melhor forma de prevenção é o controle ambiental: limpeza, eliminação de entulhos, manejo correto do lixo e orientação adequada da população.

As condições climáticas adversas observadas no município de Várzea Grande, caracterizadas pelo período de estiagem severa e pelo aumento dos focos de queimadas, estão forçando espécies peçonhentas, como escorpiões, aranhas, serpentes, abelhas e lacraias, a migrarem de seus habitats naturais rumo a perímetros urbanizados em busca de abrigo, água e alimento.

Os moradores de todas as regiões da cidade, com especial atenção aos residentes de bairros periféricos e de áreas próximas a terrenos baldios ou com acúmulo de entulhos, encontram-se expostos a essa aproximação sinantrópica, que exige maior rigor nas medidas preventivas cotidianas dentro e fora das habitações.

Leia Também:  "Eu não vou desistir de trabalhar, informar e ouvir o que vocês têm a dizer. Bora pra luta"

O fenômeno atinge sua cúpula epidemiológica no período de estiagem de 2026, com dados coletados entre janeiro e agosto demonstrando a ocorrência sistemática de acidentes, sob a liderança dos escorpiões, que computaram 60 notificações no município durante os primeiros oito meses deste exercício.

A migração massiva fundamenta-se na destruição e degradação dos ecossistemas nativos pelo fogo, somadas às temperaturas extremas, dinâmica que compele os espécimes a buscarem ambientes sombreados, úmidos e com oferta abundante de presas, como as baratas urbanas.

Para conter a proliferação e o ingresso desses animais, o Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG) recomenda a aplicação rigorosa da “técnica dos quatro As” (eliminação de abrigo, acesso, alimento e água), aliada à vedação de ralos, eliminação de entulhos e manutenção de quintais limpos.

Embora os registros ocorram em todo o território municipal, a Região 1 desponta como o epicentro das notificações, englobando localidades densamente povoadas como Grande Cristo Rei, Parque do Lago, Uniparque, Santa Clara, Aurília Curvo, Manga e trechos do Ponte Nova.

Diante do surgimento recorrente de espécimes, o CCZ-VG disponibiliza vistorias técnicas e orientações preventivas por meio do canal oficial de atendimento via WhatsApp, no número (65) 98476-5719, desaconselhando terminantemente o uso indiscriminado de pesticidas químicos.

Leia Também:  Fundo Eleitoral; Os recursos para bancar o fundo sairão da Saúde, Educação e Infraestrutura

Em eventuais casos de picadas ou ferimentos, o munícipe deve dirigir-se imediatamente ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, Unidade de Saúde dotada de estrutura técnica e insumos específicos, incluindo soros antiveneno para avaliação médica criteriosa.

A preocupação das autoridades de saúde justifica-se pela elevada vulnerabilidade de crianças e idosos, grupos nos quais a toxicidade dos venenos pode acarretar complicações clínicas graves, independentemente do porte ou da coloração do animal envolvido na ocorrência.

Atuam na linha de frente desse trabalho de conscientização e monitoramento os biólogos e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), a exemplo da especialista Thayse Oliveira, que mapeiam a presença de espécies de relevância médica nacional, como o Tityus serrulatus e o Tityus bahiensis, para orientar a população local.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA