ELEIÇÃO 2020 EM CUIABÁ

Eleições 2020: pesquisas eleitorais influenciam na hora de votar?

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No período eleitoral o número de pesquisas aumenta, sendo feitas semanalmente em alguns lugares. Com tantas pesquisas surge uma série de dúvidas sobre sua realização, principalmente sobre elas serem ou confiáveis.

Reguladas pela Lei das Eleições (Lei 9.504/97), as pesquisas eleitorais só podem ser realizadas mediante registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sua divulgação, no entanto, é livre e pode ser feita até a véspera da votação. As pesquisas de intenção de voto são uma parte importante do processo eleitoral brasileiro porque os resultados delas podem influenciar a escolha do eleitor pelo candidato.

As pesquisas eleitorais passaram a sofrer questionamentos em vários países por causa de divergências entre as previsões e os resultados das urnas. Nos Estados Unidos, quem não lembra do caso da Senadora Hillary Clinton que era apontada como franca favorita nas primárias Democratas no Estado de Michigan, mas foi derrotada por Bernie Sanders com votação acima da margem de erro.

Aqui no Brasil, também há casos emblemáticos, como a votação para o governo da Bahia, em 2006, quando os Institutos de Pesquisa apontavam a reeleição do então governador Paulo Souto (DEM), mas quem ganhou logo no primeiro turno foi Jaques Wagner (PT).

Segundo alguns analistas político procurado pelo Blog do Valdemir, o papel das pesquisas é ajudar o eleitor a escolher, dentre os candidatos com mais chances de se eleger, aquele cujas ideias são mais próximas às suas. Elas também auxiliam os partidos a selecionar candidatos com maior probabilidade de aceitação pela população.

E como estamos aproximadamente a 33 dias do pleito eleitoral, já podemos perceber a crescente propagação de números que apontam a preferência do eleitorado, muito são resultados de metodologias que seguem regras impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), outros já se misturam as Fake News.

Porém, não é de hoje que os Institutos de Pesquisa sofrem com a crise de credibilidade. Isso é devido em parte pelas medições realizadas durante as eleições que não condizem com o boca a boca e as discussões políticas. Mas esses descréditos são alimentados pelo surgimento de empresas que não tem suas atividades relacionadas e estatísticas e disputa a desconfiança.

E, assim a cada temporada eleitoral, há uma enxurrada de pesquisas. E como tudo que envolve política, as pesquisas geram desconfianças e o eleitor deve se perguntar: será que os números servem para informar ou manipular?

Se preparem, porque será comum vermos divulgação das pesquisas, somente está semana três serão institutos.

É bom ressaltar que por trás das pesquisas há uma matemática sólida e consistente. Mas o Instituto que esta é frente precisa seguir as metodologias e serem responsáveis para não transformar estatísticas em Fake News, principalmente as empresas que já estão no mercado e possuem credibilidade em seus levantamentos. Exemplo: antes da divulgação cerca de 20% dos pesquisados são procurados por telefone ou pessoalmente, para confirmar se foram entrevistados e se as respostas que eles deram, bate com os questionados.

Pesquisas eleitorais influenciam na votação?

Se há uma corrida de Institutos de Pesquisas e empresas para medir a vontade do eleitor, então, precisamos saber o que o povo brasileiro leva em conta essas métricas na hora de encarar a urna.

E este tema motivou a literatura da ciência política nacional e internacional, além de ter lavado até mesmo alguns, dos principais institutos e incluírem essas perguntas em suas sondagens.

Em pesquisa realizada, entre os dias, 16 e 18 de setembro 2018, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Opinião Publica e Estatística (Ibope) incluiu a seguinte pergunta quais destas fontes de informação são as três principais que o (a) senhor (a) leva em conta para decidir o seu voto?“.

Nas primeiras posições, foram apontadas “notícias na TV” 42%; “debates entre candidatos” 38% e “conversa com amigos, colegas, familiares” 35%. A opção “resultados de pesquisas e prévia eleitorais” aparece em décimo lugar entre 16 categorias possíveis, apontada por 7% dos entrevistados.

Não há grandes variações em recortes de renda, religião, cor, condição e porte do município ou região do país.

Nestes segmentos, o percentual varia entre 5 e 9% dos entrevistados que apontam considerar as pesquisas na hora de decidir o voto.

O Blog do Valdemir aguarda para esta semana a apresentação do resultado de 3 pesquisas eleitorais, 2 são de veículos de comunicação de TV de 2 Institutos totalmente diferentes para fazermos a nossa analise e avaliação. Aguardemos então.

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Destaques

Dia 30 segunda pesquisa do IBOPE será divulgado pela TVCADia 30 segunda pesquisa do IBOPE será divulgado pela TVCA

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Tem candidato que estará comemorando sexta-feira dia 30, o seu crescimento. O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) solicitou o registro da amostra no último dia 25 junto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para ser divulgado pela TV Centro América, afiliada da Rede Globo de Televisão em Mato Grosso.

Está será a segunda rodada de pesquisa, a primeira foi divulgada no dia 16 de outubro, e quatros melhores colocados foram:

– Abílio Junior (PODEMOS) 26%
– Emanuel Pinheiro (MDB) 20%
– Roberto França (PATRIOTA) 19%
– Gisela Simona (PROS) 11%
– Brancos e nulos 11%

E os que não sabem ou não responderam 7%.

O engraçado é que, no dia 21 de outubro o IBOPE publicou uma nota, no qual, esclarece que a pesquisa de intenção de voto para prefeito de Cuiabá, “foi por meio de abordagem telefônica”.

E que “o trabalho não representa o eleitorado como um todo”.

O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística observou na ocasião que os dados devem ser interpretados com alguns cuidados e, que o objetivo de uma pesquisa não é antecipar os resultados de eleição, mas sim mostrar o cenário do momento.

O bem da verdade é que no meio político a nota do IBOPE, não foi bem ingerida: se foram ouvidas 602 pessoas, mesmo que seja por telefone. Qual foi a causa “principal” da nota?

Há comparação entre resultado de pesquisa face a face e outras feitas por telefone?

Sim os resultados são muitos parecidos quase sempre, dependendo a margem de erro. Diferenças são apenas de abordagem. Quanto a causa “principal”, não sei.

Em tempos de crise e instabilidade política, a opinião e o comportamento do eleitor brasileiro devem ser alterados e impactados por outras influências. Saber como o eleitor pensa e quais critérios utilizam para a sua tomada de decisão é fundamental.

A pesquisa eleitoral é um recurso fundamental para que os candidatos possam ter noção do clima eleitoral, e até mesmo, fazer mudanças nas suas estratégias de marketing e relacionamento com o seu público. As mudanças realizadas com base na opinião do eleitor podem ser o fator diferencial para um candidato ser bem sucedido em sua campanha.

Segundo dados levantados por um cientista político procurado pelo Blog do Valdemir para que fosse feito uma rápida e curta avaliação do cenário político em Cuiabá, disse que, dificilmente haverá mudança entre o segundo e terceiro lugar.

Probabilisticamente, as chances para quem estiver numa posição difícil, 3ª ou 4ª colocação, as chances de chegar ao segundo turno vão ficar bastante reduzidas”, avaliou em curtas palavras.

Nota da redação

O Instituto de Pesquisa DataFolha, sobre pesquisas eleitorais diz que: as amostras do Datafolha tem entre 2 mil a 2,5 mil entrevistas mas, não há tamanho mínimo ou ideal para uma amostra eleitoral.

O mais importante é a sua representatividade, ou seja, como são selecionados os entrevistados.

Domicio Torres, a pessoa mais renomada da área de pesquisa do mercado do Rio Grande do Sul e até do Brasil e dono do Instituto Reality de Pesquisa, questionado sobre nível de confiança, exemplificou que, por exemplo: se for feita 100 pesquisas ao mesmo tempo, 95% delas será possível encontrar os mesmos percentuais. Sejam elas parecidas ou iguais.

No entanto pode acontecer que em 5% delas, o resultado seja bastante diferente.

Torres afirmou que a pesquisa não diz em quem as pessoas devem voltar e que o eleitor sempre foi e sempre será soberano.

O eleitor vota segundo aquilo que ele vê nos candidatos, na maioria das vezes será influências de partidos e questões ideológicas.

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