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Dilema entre ser vitrine ou estilingue, faz com que disputa seja W.O para Mendes

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Faltando pouco mais de 130 dias para as Eleições Municipais de 2016, na maioria das capitais brasileiras a sucessão municipal já está acesa a tocha, discutindo alianças e nomes dos pré-candidatos. Já em Cuiabá esse assunto está mais para a Copa da Rússia, ou seja, fria, do que o Campeonato Brasileiro, ou seja, morno, nem parece que as eleições vão ocorrer daqui a poucos meses.

julier olho 300Nessa despreocupação ou por saberem que não vão obter a vitória, somente dois pré-candidatos, o ex-juiz Julier Sebastião e o procurador Mauro César Lara de Barros, do Psol, que até aqui a exemplo de outras vezes toca o seu projeto na base do bloco do "eu sozinho", não jogaram a toalha. 

Procurador Mauro é um nome que não pode ser menosprezado, até porque já superou o estigma de "eterna zebra", podendo surpreender nas eleições de outubro. Ah.. tem também o ex-juiz Julier Sebastião que deixou o PMDB, por não encontrar nesse partido guarida para sair candidato a prefeito da Capital e encontrou no PDT uma sigla que, até prova em contrário tem o total apoio do deputado Zeca Viana, presidente da sigla em Mato Grosso.   

O ex-juiz Julier é persistente e já contaria com o PT na busca para viabilizar o sonho de comandar o Palácio Alencastro, só lhe resta mostrar aos pedetistas que seu nome tem viabilidade eleitoral.

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Se valer a máxima que os últimos serão os primeiros, o prefeito Mauro Mendes (PSB) apesar, de jogar para a plateia se vai ou não disputar a reeleição, Mendes é candidatíssimo. Talvez seja por isso que não tem mais pré-candidatos, seja com medo da derrota ou por não possuírem ficha limpa, restando ao procurador Mauro e Julier disputar com Mendes quem vai comandar a capital à partir de 1 de janeiro 2019. 

O comportamento de Mendes de não confirmar que é candidato a reeleição, reflete a preocupação de quem não pode descuidar da administração para dedicar o seu tempo e esforços na articulação eleitoral, pois no seu caso não vale promessas, tem que mostrar respostas.

Seu teste nas urnas não é uma incógnita, algo como um "tiro no escuro", mas sim, o resultado de avaliações da maioria do eleitorado cuiabano, quando chegar o momento do voto, sobre o que fez ou deixou de fazer como prefeito.

A situação de Mendes parece ser cômoda por ter o comando da máquina municipal, mas isso também tem o ônus de ser "vitrine", além de que em tempos de recessão econômica e crise politica como o País enfrenta ter a "máquina" ao seu lado pode ser mais um farto a carregar no caminho das urnas.

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Nessa avaliação, não faltam explicações de que o debate eleitoral está esvaziado na Capital, justamente em função de Mauro Mendes, em que pesem as pressões para que assuma o discurso de candidato, ainda não ter se manifestado, pelo menos publicamente, quanto a essa pretensão, evitando assim as "estilingadas" que seriam bem mais fortes do que as "pedradas" que já vem recebendo.

Outra candidata depois de mais de duas décadas defendendo os conceitos ideológicos do Partido do Trabalhadores (PT) e após uma passagem "meteórica" pelo PTB,  a ex-senadora  Serys Slhessarenko desembarcou "de mala e cuia" no Partido Republicano Brasileiro (PRB), que lhe abriu as portas para que ela, pela terceira vez possa emplacar seu projeto  de  disputar a Prefeitura de Cuiabá.

Só que para uma candidatura forte, Serys terá que "costurar aliança" com partidos considerados oposição ao atual prefeito Mauro Mendes (PSB), candidato à reeleição.

A verdade que faz parte do jogo que ainda não começou para valer, ao menos por estas bandas cuiabanas e Mato-grossenses.

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Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

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Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

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De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

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A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

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