Destaques
Defesa de Éder diz que vai recorrer junto ao TRF
O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso não poupou tinta em sua caneta na decisão contra o ex-secretário de Fazenda, Casa Civil, do Governo Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), Éder de Moraes Dias (PHS).
Eder foi condenado a 69 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro. O ex-secretário voltou a afirmar que é inocente e desqualificou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que o acusa de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.
A decisão é do juiz federal em Mato Grosso, Jefferson Schneider na primeira sentença de uma ação da “Operação Ararath” deflagrada após delação do empresário Junior Mendonça para prender culpados de esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF) o montante movimentado chega pelo menos aos R$ 500 milhões nos últimos anos. Éder também responde a outras 7 ações penais na 5ª Vara Federal de Mato Grosso e também terá que pagar uma indenização de R$ 1,3 milhão.
Além de Éder também foi condenado por 8 crimes, o superintendente do Bic Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol. A pena dele é de 31 anos de prisão com 200 dias de multa, também no regime inicialmente fechado. Laura Tereza da Costa Dias, mulher de Eder, foi absolvida da acusação do Ministério Público Federal (MPF) .
A defesa de Éder Moraes informa que ainda não foi notificado da condenação, mas diz que foi "excessiva e desproporcional, sem observar a razoabilidade necessária pelo que foi produzido ao longo da instrução processual", e já anunciou logo após terem conhecimento da decisão do Juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara da Justiça Federal em Mato Grosso que vai recorrer junto ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.
Logo após o ex-secretário enviou uma nota a imprensa dizendo que acredita na seriedade da justiça, na reforma da sentença e na sua absolvição, pois ele "comprovou categoricamente sua inocência".
Nota:
A defesa do Sr. Eder de Moraes e da Sra. Laura Tereza da Costa Dias tem a esclarecer que:
1 – Ainda não tomou conhecimento formal da sentença proferida, porém assim que tiver recorrerá imediatamente da condenação imposta em desfavor do Sr. Eder de Moraes;
2 – Ressalta que a condenação, com o devido respeito, foi deveras excessiva e desproporcional, sem observar a razoabilidade necessária pelo que foi produzido ao longo da instrução processual;
3 – A defesa acredita na seriedade da justiça, na reforma da sentença e na absolvição do Sr. Eder de Moraes que comprovou categoricamente sua inocência;
4 – No que tange a Sra. Laura Tereza, a defesa informa que a sua absolvição foi adequada ao caso;
5 – Tanto é verdade que a acusação não conseguiu comprovar qualquer participação nos fatos imputados, não passando de meras ilações desmedidas. Com efeito, a verdade precisa ser restabelecida;
6 – Reafirma, por fim, na inocência do Sr. Eder de Moraes e da Sra. Laura Tereza da Costa Dias, porquanto não houve nenhum fato praticado.
Ricardo S. Spinelli, Ronan de Oliveira e Fabian Feguri
Destaques
Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
-
Artigos6 dias atrásAo produtor rural, com respeito
-
Artigos5 dias atrásUm apelo ao STF
-
Política5 dias atrásCenário de “oposição” ganha força com disputa pela Mesa Diretora em Cuiabá
-
Artigos5 dias atrásNova droga aprovada pela Anvisa controla fogachos e outros sintomas associados à menopausa
-
Artigos6 dias atrásO novo índice que pode transformar o planejamento dos municípios de Mato Grosso
-
Política6 dias atrásPalácio Paiaguás: disputa acirrada marca cenário eleitoral
-
Destaques5 dias atrás“Tem deputado que xinga o Agro mas o dinheiro do Agronegócio banca sua família e suas amantes”
-
Artigos3 dias atrásO Papa Leão XIV e os dilemas da tecnologia



Você precisa estar logado para postar um comentário Login