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CIRURGIA DE PRECISÃO

Com sistema robótico de alta tecnologia Hospital Central realiza primeira cirurgia robótica em MT

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A cirurgia robótica é uma técnica minimamente invasiva que utiliza um sistema robótico de alta tecnologia controlado por um cirurgião altamente treinado. No tratamento do câncer de bexiga, essa abordagem permite a remoção precisa do tumor, com a vantagem de manter a função da bexiga e reduzindo os riscos de complicações.

A cirurgia robótica (ou cirurgia assistida por robô) permite que o cirurgião realize procedimentos complexos. Tudo isso com mais precisão do que seria possível com técnicas convencionais, como cirurgias abertas ou por corte, por exemplo.

Para isso, o sistema robótico é composto por três elementos principais:

Os braços robóticos nos quais são acoplados a microcâmera e os instrumentais cirúrgicos;
Uma central de processamento e criação de imagem;
Um console cirúrgico que permite ao cirurgião controlar os braços robóticos e executar diversos tipos de cirurgia da maneira menos invasiva possível. Esse console oferece uma visão 3D da anatomia do paciente, com aumento de até 10 vezes na imagem em alta definição.

Precisão e delicadeza na cirurgia robótica

Toda a tecnologia envolvida na cirurgia robótica auxilia na precisão e delicadeza do procedimento. Por isso, trouxemos o vídeo abaixo, em que é feita a sutura da casca de uma uva. Diferentemente das cirurgias abertas, que necessitam de grandes incisões, a cirurgia robótica é minimamente invasiva.

Isso porque, nas cirurgias tradicionais, é necessário fazer incisões grandes. Como consequência, o tempo de recuperação e as cicatrizes são maiores. Já na cirurgia robótica, é possível trabalhar com precisão a partir de pequenas incisões na pele do paciente. Elas costumam ter apenas entre 8 a 13 milímetros.

Através destas pequenas aberturas, com o auxílio dos braços robóticos, é realizado o acesso dos instrumentos. Eles podem se mover de forma segura e precisa, sem tremores fisiológicos.

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A câmera acoplada permite ao médico visualizar o campo cirúrgico em 3D. Além disso, ela pode ampliar a imagem em até 10 vezes, com alta definição o que torna tudo ainda mais seguro. A cirurgia robótica é realizada com sucesso em diversas áreas da medicina, como ginecologia, cirurgia digestiva e a urologia.

Hospital Central faz primeira cirurgia robótica pelo SUS em Mato Grosso

O Hospital Central de Alta Complexidade do Estado, unidade do Governo de Mato Grosso administrada pelo Einstein Hospital Israelita, realiza nesta quarta-feira (11) a primeira cirurgia robótica do Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso. Além dessa, serão realizados outros 13 procedimentos cirúrgicos nesta semana, em pacientes adultos e crianças.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou o ineditismo da ação.

Além de ser a primeira cirurgia robótica pelo SUS em Mato Grosso, é também uma das primeiras cirurgias deste emblemático hospital, projeto que ficou abandonado por 34 anos em Cuiabá, mas que foi retomado e entregue pela atual gestão do Governo do Estado. É emocionante e histórico ver o Hospital Central iniciar as cirurgias com um procedimento também inédito no SUS do nosso estado. Quem ganha é a população”, avalia.

A cirurgia robótica será uma prostatectomia para remoção total da próstata, para tratamento de câncer. De acordo com o urologista e cirurgião robótico Fernando Leão, do Einstein Hospital Israelita, organização gestora do Hospital Central, esse tipo de intervenção apresenta diversos benefícios para os pacientes, assim como para os médicos.

Usando o robô, o cirurgião atua de forma mais precisa, o que minimiza os efeitos da cirurgia para o paciente. Além disso, o médico tem seu campo de visão ampliado em até dez vezes e ganha mais amplitude de movimentos devido à pinça robótica flexível”, explica Leão, que se tornou cirurgião robótico pelo Programa de Robótica do Einstein.

Além dele, pelo menos seis outros profissionais (anestesiologistas, instrumentadores, enfermeiros e técnicos de enfermagem) participam do primeiro procedimento cirúrgico a utilizar robótica no SUS de Mato Grosso.

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O início das cirurgias é um importante marco na história do Hospital Central, que começou a atender em 19 de janeiro de 2026. O atendimento está sendo feito por fases, iniciando com pediatria, urologia, ortopedia e cardiologia. Gradativamente, a unidade está ampliando tanto a oferta de especialidades médicas quanto a de tipos de procedimentos.

Agora, ampliamos o cuidado aos pacientes em todas as etapas: atendimento ambulatorial, diagnóstico e cirurgia”, explica a diretora hospitalar da unidade, Alessandra Bokor.

A previsão é de que, ainda no primeiro semestre, o hospital atinja a capacidade plena, abrangendo especialidades como cirurgia geral e do aparelho digestivo, ginecologia, mastologia, cardiologia, cirurgia vascular, neurocirurgia, onco-ortopedia e cirurgia cardiovascular.

Estamos trazendo para Mato Grosso toda a expertise em cirurgia robótica do Einstein. Com a robótica, a prática médica ganha mais precisão nas cirurgias, porque o cirurgião tem uma visualização melhor de tecidos e mais controle dos movimentos. Com isso, diminui o risco de complicações e o paciente tem o período de recuperação reduzido, conclui Alessandra Bokor.

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Destaques

Seca e focos de queimadas elevam a migração de animais peçonhentos para residências urbanas em Várzea Grande

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A mudança desordenada do ambiente e o uso indiscriminado de venenos podem favorecer a proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Quando o ambiente natural é alterado, esses animais perdem seus abrigos e passam a buscar refúgio em áreas urbanas, residências e quintais. O uso de venenos sem orientação técnica elimina predadores naturais e presas, como insetos, desequilibrando o ecossistema.

Esse desequilíbrio faz com que os animais peçonhentos se espalhem com mais facilidade e apareçam com maior frequência. A melhor forma de prevenção é o controle ambiental: limpeza, eliminação de entulhos, manejo correto do lixo e orientação adequada da população.

As condições climáticas adversas observadas no município de Várzea Grande, caracterizadas pelo período de estiagem severa e pelo aumento dos focos de queimadas, estão forçando espécies peçonhentas, como escorpiões, aranhas, serpentes, abelhas e lacraias, a migrarem de seus habitats naturais rumo a perímetros urbanizados em busca de abrigo, água e alimento.

Os moradores de todas as regiões da cidade, com especial atenção aos residentes de bairros periféricos e de áreas próximas a terrenos baldios ou com acúmulo de entulhos, encontram-se expostos a essa aproximação sinantrópica, que exige maior rigor nas medidas preventivas cotidianas dentro e fora das habitações.

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O fenômeno atinge sua cúpula epidemiológica no período de estiagem de 2026, com dados coletados entre janeiro e agosto demonstrando a ocorrência sistemática de acidentes, sob a liderança dos escorpiões, que computaram 60 notificações no município durante os primeiros oito meses deste exercício.

A migração massiva fundamenta-se na destruição e degradação dos ecossistemas nativos pelo fogo, somadas às temperaturas extremas, dinâmica que compele os espécimes a buscarem ambientes sombreados, úmidos e com oferta abundante de presas, como as baratas urbanas.

Para conter a proliferação e o ingresso desses animais, o Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG) recomenda a aplicação rigorosa da “técnica dos quatro As” (eliminação de abrigo, acesso, alimento e água), aliada à vedação de ralos, eliminação de entulhos e manutenção de quintais limpos.

Embora os registros ocorram em todo o território municipal, a Região 1 desponta como o epicentro das notificações, englobando localidades densamente povoadas como Grande Cristo Rei, Parque do Lago, Uniparque, Santa Clara, Aurília Curvo, Manga e trechos do Ponte Nova.

Diante do surgimento recorrente de espécimes, o CCZ-VG disponibiliza vistorias técnicas e orientações preventivas por meio do canal oficial de atendimento via WhatsApp, no número (65) 98476-5719, desaconselhando terminantemente o uso indiscriminado de pesticidas químicos.

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Em eventuais casos de picadas ou ferimentos, o munícipe deve dirigir-se imediatamente ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, Unidade de Saúde dotada de estrutura técnica e insumos específicos, incluindo soros antiveneno para avaliação médica criteriosa.

A preocupação das autoridades de saúde justifica-se pela elevada vulnerabilidade de crianças e idosos, grupos nos quais a toxicidade dos venenos pode acarretar complicações clínicas graves, independentemente do porte ou da coloração do animal envolvido na ocorrência.

Atuam na linha de frente desse trabalho de conscientização e monitoramento os biólogos e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), a exemplo da especialista Thayse Oliveira, que mapeiam a presença de espécies de relevância médica nacional, como o Tityus serrulatus e o Tityus bahiensis, para orientar a população local.

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