CORRER O RISCO
Vacina polêmica manterá testes em brasileiros
A vacina de Oxford contra “Covid-19“, produzida pela AstraZeneca, irá retomar os testes em voluntários, mesmo após ter sido registrada uma ocorrência de reação adversa que levou à paralisia de um voluntário. A mielite transversa é uma reação que, segundo médicos, pode tornar uma pessoa tetraplégica. Mesmo assim, a polêmica vacina manterá testes em brasileiros.
Os jornais não têm informado devidamente os riscos da mielite transversa, reação registrada em um voluntário da vacina de Oxford contra “Covid-19” que causou a interrupção nos testes. No entanto, segundo informaram os jornais, os testes serão retomados mesmo com riscos de causar paralisia total em voluntários.
O clima de suspeita em relação às vacinas contra “Covid-19“ vem sendo motivado pela produção apressada da vacina, além da defesa acalorada de grandes entidades ligadas à indústria farmacêutica, que iniciaram uma campanha contra medicamentos para o tratamento precoce da doença, como a hidroxicloroquina.
A vacina de Oxford já foi motivo de críticas por ser uma das poucas vacinas internacionais que utilizam as linhas celulares fetais, obtidas a partir de abortos. Agora, as reações adversas registradas na vacina engrossaram as suspeitas e rejeição de brasileiros às campanhas de vacinação.
A doença é altamente perigosa e pode deixar sequelas permanentes, como tetraplegia. Segundo matéria do New Yotk Times, aproximadamente 33% dos pacientes da doença se recuperam com pouco ou nenhum déficit necessitando de fisioterapia, após três meses. Outros 33% têm um grau moderado de incapacidade permanente e 33% ficarão permanentemente incapacitados.
A Mielite transversa é uma manifestação neurológica que afeta os nervos periféricos da coluna, explica a imunologista e coordenadora do Departamento Científico de Imunização da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), Ana Karolina Barreto Marinho.
Segundo a especialista, a inflamação ocorre em virtude de uma resposta imunológica excessiva do indivíduo em relação a uma inflamação ou vacina.
Corrida por vacina fez governo cometer erros
A corrida por assinar contratos com empresas produtoras de vacinas contra “Covid-19“, para acalmar a intensa pressão das notícias negativas que assolavam os jornais contra o governo, podem estar entre as razões de alguns equívocos. O primeiro deles foi a assinatura de uma lei que permite vacinação obrigatória durante situações de emergência decretadas, estabelecendo relativização da Constituição, que veda tratamento ou cirurgia compulsória a cidadãos. O segundo erro foi não dar ouvidos a alertas sobre questões éticas envolvendo vacinas no mundo, como o uso de linhas celulares fetais, o que os EUA, por exemplo, constitui intenso debate ético, conforme artigo da revista Science.
Já o terceiro erro pode ter sido o de assinar o contrato com a AstraZeneca livrando-a de qualquer responsabilidade, uma cláusula resultado de lobby da poderosa indústria farmacêutica. – (Cristian Derosa/estudosnacionais.com)
Destaques
Seca e focos de queimadas elevam a migração de animais peçonhentos para residências urbanas em Várzea Grande
A mudança desordenada do ambiente e o uso indiscriminado de venenos podem favorecer a proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Quando o ambiente natural é alterado, esses animais perdem seus abrigos e passam a buscar refúgio em áreas urbanas, residências e quintais. O uso de venenos sem orientação técnica elimina predadores naturais e presas, como insetos, desequilibrando o ecossistema.
Esse desequilíbrio faz com que os animais peçonhentos se espalhem com mais facilidade e apareçam com maior frequência. A melhor forma de prevenção é o controle ambiental: limpeza, eliminação de entulhos, manejo correto do lixo e orientação adequada da população.
As condições climáticas adversas observadas no município de Várzea Grande, caracterizadas pelo período de estiagem severa e pelo aumento dos focos de queimadas, estão forçando espécies peçonhentas, como escorpiões, aranhas, serpentes, abelhas e lacraias, a migrarem de seus habitats naturais rumo a perímetros urbanizados em busca de abrigo, água e alimento.
Os moradores de todas as regiões da cidade, com especial atenção aos residentes de bairros periféricos e de áreas próximas a terrenos baldios ou com acúmulo de entulhos, encontram-se expostos a essa aproximação sinantrópica, que exige maior rigor nas medidas preventivas cotidianas dentro e fora das habitações.
O fenômeno atinge sua cúpula epidemiológica no período de estiagem de 2026, com dados coletados entre janeiro e agosto demonstrando a ocorrência sistemática de acidentes, sob a liderança dos escorpiões, que computaram 60 notificações no município durante os primeiros oito meses deste exercício.
A migração massiva fundamenta-se na destruição e degradação dos ecossistemas nativos pelo fogo, somadas às temperaturas extremas, dinâmica que compele os espécimes a buscarem ambientes sombreados, úmidos e com oferta abundante de presas, como as baratas urbanas.

Para conter a proliferação e o ingresso desses animais, o Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG) recomenda a aplicação rigorosa da “técnica dos quatro As” (eliminação de abrigo, acesso, alimento e água), aliada à vedação de ralos, eliminação de entulhos e manutenção de quintais limpos.
Embora os registros ocorram em todo o território municipal, a Região 1 desponta como o epicentro das notificações, englobando localidades densamente povoadas como Grande Cristo Rei, Parque do Lago, Uniparque, Santa Clara, Aurília Curvo, Manga e trechos do Ponte Nova.
Diante do surgimento recorrente de espécimes, o CCZ-VG disponibiliza vistorias técnicas e orientações preventivas por meio do canal oficial de atendimento via WhatsApp, no número (65) 98476-5719, desaconselhando terminantemente o uso indiscriminado de pesticidas químicos.
Em eventuais casos de picadas ou ferimentos, o munícipe deve dirigir-se imediatamente ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, Unidade de Saúde dotada de estrutura técnica e insumos específicos, incluindo soros antiveneno para avaliação médica criteriosa.
A preocupação das autoridades de saúde justifica-se pela elevada vulnerabilidade de crianças e idosos, grupos nos quais a toxicidade dos venenos pode acarretar complicações clínicas graves, independentemente do porte ou da coloração do animal envolvido na ocorrência.
Atuam na linha de frente desse trabalho de conscientização e monitoramento os biólogos e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), a exemplo da especialista Thayse Oliveira, que mapeiam a presença de espécies de relevância médica nacional, como o Tityus serrulatus e o Tityus bahiensis, para orientar a população local.

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