UMA NOVA OPERAÇÃO OVERLAP
Alô Palácio Alencastro! Vem aí a 3ª fase da “Operação Overlap”
Depois do bafafá provocado pela “Operação Overlap”, que investiga corrupção na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME), de que em 2017, o então secretário municipal de Educação teria recebido valores indevidos por meio de suas empresas, sendo posteriormente detectado se tratar de empresas ligadas diretamente, ao gestor da pasta, vem mais quiproquó por aí.
A Delegacia Especial de Combate a Corrupção (DECOR), o Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e o Ministério Público Estadual (MPE), já preparam a terceira fase. Ou seja, muita gente graúda pode cair na rede.
Vamos aguardar os desdobramentos e esperar a revista semanal da Rede Globo de Televisão, o “Fantástico”, o “Show da Vida”.
Já estamos acostumados, na noite de domingo Cuiabá foi a estrela do noticiário, e pelo jeito vamos continuar por um bom tempo no radar do “Fantástico”, Polícia Federal, GCCO, DECOR, MPE, MPF, STF, ufa!…..
O Blog do Valdemir antecipa que: a continuidade da “Operação Overlap” serviria para fazer alguns ajustes. Quem teve acesso aos autos de investigação, se depara com centenas de páginas. Umas 750. No mundo jurídico é sabido que quando se monta uma peça desse tamanho é para que ninguém leia. Mas houve quem lesse.
A “Operação Overlap” servirá também, para fazer justiça com alguns e complicar ainda mais a vida de outros. Irá mostrar de forma clara, que seis não é meia dúzia. E, quais os nomes que estão complicados e os que entraram de graça na história. Tem um pouco de política aqui, uma dose de simbolismo ali, e pitadas de vingança. E que na verdade são mais de seis. Basta tirar um nome aqui e coloca outros acolá.
A “Operação Overlap” será elucidativa, colocando os pingos nos is. Afinal as coisas só andam quando todos estão em comum acordo, até por uma questão de autonomia e de quem é de verdade o responsável.
E aí, é o que estou a imaginar?
Tá bom vamos relembrar: tudo começou na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, com desvio e duplicidade em pagamentos, no dia 23 de junho de 2020. Na ocasião o secretário Alex Vieira Passos, foi afastado do cargo. No dia 3 de setembro, a Procuradoria Geral do Município (PGE), foi alvo da segunda fase da “Operação Overlap”. O procurador geral do município Marcus Brito, pediu afastamento.
Brito esta sendo apontado como vinculado à teia de relacionamentos que tangenciam a suposta existência de uma organização criminosa que teria beneficiado empresas constituídas em nomes de laranjas para fechar contrato com a Prefeitura de Cuiabá.
Junto com Marcus Brito em um escritório de advocacia era Alex Vieira. Esse mesmo escritório teria depositado um cheque de R$ 400 mil a Rafael de Oliveira Cotrim Dias, que também já ocupou o cargo de secretário de Educação na gestão Emanuel Pinheiro (MDB).
Rafael Cotrim teria recebido R$ 1 milhão em dinheiro desviado de obras públicas no suposto esquema, duas empresas que teriam Alex Vieira como sócio foram contratadas pela Prefeitura de Cuiabá para realização de obras públicas, a B.O Conceição e Silva e CIA LTDA, e a B3 Construtora.
Aí você questiona: “todo mundo sabe até outros internautas. Qual a novidade?“
O Blog do Valdemir antecipa: a terceira fase da “Operação Overlap” o alvo: sétimo andar do Palácio Alencastro. Foco: gabinete do Prefeito de Cuiabá.
Quer mais? A “Operação Overlap” deve cumprir ordens de busca e apreensão e afastamento cautelar. Você está dizendo que o Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro será afastado? Eu não escrevi nada disso. Você que está lendo entrelinhas na matéria.
Nota da redação
A “Operação Overlap” é coordenada pela delegada da GCCO Juliana Chiquito Palhares e o delegado da DECOR Luiz Henrique Damasceno. Conta com nove delegados de polícia, quarenta investigadores e dez escrivães.
Primeiras informações, o desvio chega a quase R$ 1 milhão.
As investigações indicam o cometimento dos crimes do peculato, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa, cujas penas somadas ultrapassam 20 anos de reclusão.
PS: O nome Overlap indica a sobreposição de itens licitados, pois as investigações apontaram duplicidade nas licitações identificadas, fazendo com que o município pagasse duas vezes pelo mesmo serviço.
Destaques
Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso
O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.
Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.
O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.
A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.
A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.
O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.
O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.
O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.
Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.
As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.
O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.
A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.
O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.
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