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Acordo entre parlamentares garante aprovação da LDO/2016 de R$ 16 Bi

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Os deputados da Assembleia Legislativa aprovaram na sessão desta quinta-feira, em segunda aprovação a Lei de Diretrizes Orçamentarias 2016 (LDO). Foram apresentadas 150 emendas de 12 deputados, a Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJR), acatou 54 e outras seis foram anexadas e aprovadas. Na próxima terça feira a LDO volta a ser apreciada para a aprovação da Redação Final.

deputados plenario-300Em seguida será encaminhada para o governador Pedro Taques (sem partido), para sanciona-la com as emendas, ou podendo vetar ate mesmo algumas das emendas apresentadas pelos parlamentares. O projeto chegou à Assembleia Legislativa no dia 30 de maio, neste interim transcorreram duas audiências publicas com a participação de secretários e da equipe econômica do governo e muitas discuções entre os parlamentares.

A apreciação da Lei Orçamentária Anual (LDO/ 2016) no valor de R$ 16 bilhões, valor este maior que do ano de 2015 que somou R$ 13,9 bilhões e ficou em 17% a mais, foi um longo processo que houve muitas discussões no plenário entre os deputados da base de sustentação e oposição. A aprovação da LDO, segundo os deputados, vai direto às áreas que foram bastante discutidas e os pontos essenciais do Poder Executivo, que esta ampliando os percentuais para investimentos em Segurança Publica que ficou em 24%, Saúde com 25% e 11% para a Educação.

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O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Wilson Santos (PSDB), agradeceu os parlamentares do legislativo Mato-grossense pela aprovação da LDO e comunicou que o governador Pedro Taques ira encaminhar no dia 28 de agosto o PPA para a apreciação dos deputados.

Todas as discuções da matéria foram esgotadas, não tínhamos mais o que discutir e isso facilitou a aprovação da LDO pelos deputados, e a votação da Redação Final será nesta terça-feira, pois matéria orçamentária e financeira tem rito de tramitação diferenciada”. Disse o Líder do Governo.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), finalizou dizendo que ouve um entendimento entre o governo do estado com os demais parlamentares na aprovação da LDO, e isso foi muito importante em prol de Mato Grosso. "É uma proposta mais realista e que tende a permitir que o governo possa executar um orçamento que atenda as necessidades do Executivo dentro do que se tem de valores", explicou o presidente Guilherme Maluf, frisando que os deputados voltaram a dar um voto de confiança ao governador Pedro Taques. “Faço das minhas palavras as palavras do companheiro e deputado Zé Domingos (PSD), nós parlamentares aprovamos aqui na Assembleia Legislativa uma LDO Cidadã”. 

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Liberdade de escolha no trabalho é direito: pressão por voto pode caracterizar assédio eleitoral

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O voto é um direito individual e secreto, e a relação de trabalho não pode ser utilizada para constranger trabalhadores ou influenciar suas escolhas políticas. Em períodos eleitorais, ameaças, intimidações, promessas de vantagens ou outras formas de pressão relacionadas à preferência eleitoral podem caracterizar assédio eleitoral e gerar consequências nas esferas trabalhista e eleitoral. O alerta integra as ações de prevenção promovidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para proteger a liberdade de escolha dos trabalhadores.

A prática pode ocorrer quando empregadores, gestores ou superiores hierárquicos utilizam a posição profissional para tentar direcionar o voto de empregados, servidores ou outros trabalhadores vinculados à atividade. Entre as condutas apontadas pelo MPT estão ameaças de demissão, perda de função ou redução salarial, além da promessa de benefícios condicionados ao resultado eleitoral ou à escolha de determinado candidato.

Também podem configurar assédio eleitoral situações em que trabalhadores são pressionados a participar de atos de campanha, utilizar roupas ou símbolos relacionados a candidatos, compartilhar conteúdos políticos, comparecer a reuniões destinadas a orientar escolhas eleitorais ou demonstrar publicamente sua preferência política. A caracterização, contudo, depende das circunstâncias concretas de cada caso e da finalidade de influenciar ou manipular a manifestação política do trabalhador.

A quem se aplica essa proteção? Segundo orientações do MPT, o assédio eleitoral pode atingir trabalhadores de diferentes vínculos e ocorrer tanto no setor privado quanto na administração pública. Empregados, servidores, terceirizados, estagiários, autônomos e outros trabalhadores podem ser alcançados por práticas de coação, intimidação, ameaça ou constrangimento relacionados ao processo eleitoral.

Por que a conduta é considerada grave? Porque a liberdade de escolha política integra os direitos fundamentais protegidos no processo eleitoral e nas relações de trabalho. O MPT destaca que o poder diretivo do empregador possui limites e não autoriza interferências indevidas na orientação política ou no exercício do voto pelo trabalhador. O voto, por sua natureza, deve expressar a vontade individual do eleitor, sem submissão a pressões econômicas ou profissionais.

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Quando uma situação pode exigir atenção especial? Principalmente quando existe uma relação entre a manifestação política exigida e alguma consequência profissional, como ameaça de dispensa, promessa de promoção, concessão de vantagem, redução de direitos ou tratamento discriminatório. A fiscalização ou cobrança sobre o voto também aparece entre os exemplos de condutas que podem caracterizar assédio eleitoral.

Onde essas práticas podem ocorrer? O assédio eleitoral não está restrito ao ambiente físico da empresa. Conforme orientação institucional do MPT, a conduta pode ocorrer presencialmente ou por meios virtuais, inclusive em situações relacionadas ao trabalho. Reuniões, mensagens, grupos de comunicação e outras formas de interação profissional podem ser utilizadas para exercer pressão indevida sobre trabalhadores.

Quem presencia ou sofre esse tipo de situação pode procurar os canais oficiais das instituições competentes para registrar uma denúncia. O MPT mantém mecanismos próprios de recebimento de relatos e atuação sobre irregularidades trabalhistas, enquanto as autoridades eleitorais também possuem atribuições relacionadas à proteção da liberdade do voto. A formalização da denúncia permite que os órgãos responsáveis avaliem os fatos e adotem as providências cabíveis.

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A legislação eleitoral também estabelece mecanismos destinados a proteger o sigilo e a liberdade do sufrágio. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça que o voto é secreto e que as regras eleitorais buscam impedir situações capazes de revelar ou constranger a escolha do eleitor. No ambiente de trabalho, portanto, qualquer tentativa de transformar a relação profissional em instrumento de pressão política deve ser analisada pelas autoridades competentes conforme as circunstâncias do caso.

Diante desse cenário, trabalhadores e empregadores têm responsabilidades distintas no período eleitoral: enquanto o trabalhador deve ter preservada sua liberdade de escolha, o empregador deve respeitar os limites legais de sua atuação. A orientação das instituições responsáveis é clara quanto à necessidade de prevenir e combater práticas que comprometam o voto livre e secreto.

Em caso de ameaça, constrangimento ou promessa de vantagem vinculada à escolha eleitoral, o registro pelos canais oficiais pode contribuir para a apuração dos fatos e para a responsabilização, quando houver comprovação de irregularidade.

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