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Delação de Silval Barbosa e as Operações realizadas na última semana, abriu caminho para Jayme Campos
O Blog do Valdemir, sempre questionou os nossos internautas quem dos nossos políticos, sobreviverá para disputar cargos para Câmara Federal, Assembleia Legislativa, Senado Federal e para cargo de governador do Estado de Mato Grosso nas Eleições de 2018.
Os partidários tucanos, afirmam que o governador Pedro Taques (PSDB), disputará a reeleição. Já os militantes do PSB, acreditam que o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes, entrará na disputa para o comando do Estado. O PR conta ou contava com o senador Wellington Fagundes e o PMDB apostava no conselheiro Antônio Joaquim, que iria se aposentar do Tribunal de Contas do Estado (TCE), no final do ano, mas com os acontecimentos das “Operações” que foram realizadas pela Policia Federal, o conselheiro que já tinha anunciado sua aposentadoria, desistiu, não vai sair do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).
O conselheiro Antônio Joaquim esta afastado do Tribunal de Contas do Estado por conta de uma decisão do ministro do STF, Luiz Fux, que o afastou do cargo na última quinta-feira (15), após a deflagração da “Operação Malebolge”, da Polícia Federal.
Mas como na vida nem tudo é como deseja ou como a gente imagina que vai ser e às vezes o caminho que você quer, e não é o que a vida reservou para você, sendo que às vezes o que você menos espera, o que você nunca imaginou entra e toma conta da sua vida. É a questão da expectativa: criar expectativa para quê? Quando não alcançamos nossas expectativas nos decepcionamos, afinal não é bem melhor ser surpreendido do que decepcionado?
E assim sendo, devido aos fatos que vem tomando conta dos noticiários, no qual envolve nossos parlamentares e ex-parlamentares mato-grossenses, muitas decepção e surpresas, ainda ocorrerá na vida pública. Afinal quem não será preso, quem não estará com tornozeleira eletrônica e também quem não foi atingido com as Operações e supostas delações premiadas das Operações contra a corrupção que vem ocorrendo no Estado e no país.
E quem vem declarando à muito tempo sobre estes fatos, é o secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande e ex-governador de Mato Grosso Jayme Campos (DEM), que segundo ele o Estado tem candidato pra dar, vender, emprestar e alugar, "agora vamos ver até lá, primeiro, quem estará vivo, quem não foi preso, quem não está com tornozeleira, etc, etc. Depois de tudo isso acontecer, aí que nós vamos saber de fato quem é candidato a quê", vem declarando o ex-senador Jayme Campos. E os citados não alcançaram a expectativa, vindo a decepção de muitos.
Entretanto, vem outro dado de ser surpreendido e quem foi? Nada mais, nada menos Jayme Campos, que com a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e as operações realizadas na última semana, abriu o caminho para a majoritária (Senado ou Executivo). Nos bastidores o comentário é que o Democrata se prepara para disputar a cadeira número 1 do Estado, já que até o momento, o governador Pedro Taques, está em cima do muro se disputa ou não a reeleição.
Senão vejamos: antes de quinta-feira (14), sempre questionado pela imprensa em relação as Eleições de 2018, Jayme dizia que sua prioridade era auxiliar a administração da sua esposa, prefeita Lucimar Campos (DEM), na Prefeitura de Várzea Grande, "isso é assunto que nós vamos discutir a partir de março do ano que vem. Até lá, tem muita coisa pra acontecer, teremos uma pequena reforma política, nós temos que ter paciência e aguardar até o ano que vem".
Mas voltamos para a frase que: na vida às vezes, o que você menos espera, o que você nunca imaginou acontece. Aconteceu! Um dos poucos que não foram citados, o ex-governador, já vislumbra em disputar, um cargo na majoritária no próximo ano "nas pesquisas o Jayme Campos está ali em uma faixa razoável. Aqui tem café no bule e toicinho para queimar. Não tenho envolvimento com nada. E se os partidos aliados quiserem, nós vamos avaliar a possibilidade. O 'véião' aqui está pronto, de sapato novo, de chuteira nova", disse o Democrata.
Jayme na ocasião não perdeu a oportunidade e de sua maneira, citou que tais menções a seu nome nas pesquisas de opinião relacionadas à sucessão para o Palácio Paiaguás ou ao Senado Federal ocorrem mesmo sem ele estar trabalhando uma eventual candidatura.
Mas, Jayme disse ainda que deve aguardar também pelo fato de ter compromissos firmados com o governador Pedro Taques (PSDB) e também porque não costuma pensar em política apenas para se promover, mas sim para atuar em conjunto.
"Particularmente, eu não estou assim convocado em hipótese alguma pra ser nem senador, nem governador, nem estadual, nem nada. Eu sou companheiro, faço política de forma conjunta, nada de forma isolada, pensando só na minha pessoa. Eu vou aguardar, mas eu tenho compromissos firmados com o nosso governador Pedro Taques", pontuou Jayme.
Apesar de não declarar a que cargo irá disputar, Jayme, reconhece o seu prestígio, junto a população mato-grossense, "posso até não ser candidato, mas ninguém pode desconhecer, sem falsa modéstia, que a gente tem um prestígio, que a gente tem o nosso valor. Sou um homem despojado. À medida em que o partido me convocar para servir a sociedade, estou aí. Não tenho mais vaidade. Agora, no momento certo, se tivermos disposição, se os companheiros, os partidos quiserem minha participação, aí vamos estudar essa possibilidade", finalizou Jayme Campos.
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O desafio à saúde do “Cacique Raoni” no “Coração da Amazônia”
O líder indígena Raoni Metuktire, de 93 anos, permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município de Sinop, localizado na região norte de Mato Grosso. A internação da maior liderança caiapó do país ocorreu após um agravamento severo de seu quadro respiratório crônico, gerando imediata mobilização da comunidade médica e de organizações socioambientais. O boletim emitido pela equipe de saúde confirma que o paciente encontra-se sob monitoramento contínuo, recebendo suporte multidisciplinar em uma ala de alta complexidade.
O internamento na UTI do Hospital Dois Pinheiros tornou-se necessário após a constatação de uma crise aguda de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que progressivamente compromete a capacidade respiratória do líder indígena. Diante da severidade dos sintomas apresentados no ambiente domiciliar e do risco iminente de insuficiência respiratória, os profissionais decidiram que o isolamento em ambiente de terapia intensiva seria a medida mais segura para garantir a estabilização hemodinâmica do paciente.
A internação hospitalar de Raoni Metuktire teve início formal na última terça-feira, dia 12, quando os primeiros sinais de debilitação física se manifestaram em sua residência. Após uma primeira transferência interestadual provisória na quinta-feira, dia 14, a internação definitiva na unidade intensiva foi consolidada no sábado, dia 16. O monitoramento rigoroso estende-se ao longo deste domingo, período no qual a equipe médica divulgou novas informações oficiais detalhando a evolução clínica do “Histórico Defensor da Amazônia”.

O atendimento emergencial foi concentrado inicialmente no município de Peixoto de Azevedo, localidade mais próxima à base territorial do líder caiapó, e posteriormente transferido para a estrutura de alta complexidade do Hospital Dois Pinheiros, situado em Sinop, polo de saúde do norte mato-grossense. Essa transferência estratégica atendeu a um pedido expresso dos familiares de Raoni, que buscaram garantir acesso imediato a recursos tecnológicos avançados e a especialistas capazes de lidar com as severas especificidades do quadro clínico apresentado.
O agravamento da saúde do cacique decorre diretamente de uma severa crise provocada pela Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), associada a fatores preexistentes que elevam a vulnerabilidade do paciente.
O quadro clínico atual é complexo: Raoni possui uma hérnia diafragmática traumática crônica, sequela de um acidente automobilístico sofrido há duas décadas, e faz uso regular de marcapasso cardíaco.
A conjunção dessas enfermidades crônicas com a idade avançada do líder reduziu significativamente sua reserva funcional, exigindo intervenção médica imediata.
O plano de contingência médica foi executado por meio de uma operação logística terrestre e hospitalar cuidadosamente coordenada, que envolveu a remoção assistida do paciente entre diferentes unidades de saúde da região amazônica. A transferência inicial da residência para o Hospital Regional de Peixoto de Azevedo e a subsequente remoção para a UTI em Sinop seguiram protocolos rígidos de segurança climática e biológica, com o objetivo de evitar o desgaste físico do paciente e prevenir infecções secundárias.
A responsabilidade direta pelo tratamento de Raoni Metuktire está a cargo de um corpo médico especializado, composto pelo diretor clínico Túlio Emanuel Orathes Ponte e pelo diretor executivo Douglas Yanai. O plano terapêutico é desenvolvido de forma integrada com o médico Douglas Antônio Rodrigues, profissional vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que acompanha o histórico de saúde da liderança indígena há três décadas, garantindo um valioso alinhamento histórico e científico nas decisões.

De acordo com o último Boletim Oficial divulgado pela equipe assistencial, o paciente apresenta um quadro clínico considerado estável, sem o registro de intercorrências graves ou instabilidades hemodinâmicas nas últimas horas de observação.
A manutenção dessa estabilidade em um paciente de 93 anos é interpretada pelos especialistas como um sinal encorajador, embora o prognóstico permaneça reservado e demande a continuidade rigorosa do suporte ventilatório e medicamentoso na unidade de terapia intensiva.
A repercussão do internamento de Raoni estende-se globalmente devido à sua importância histórica como a principal liderança geopolítica da causa indígena no Brasil e defensor internacional da preservação da bacia do Rio Xingu. Ele reside formalmente na Terra Indígena Capoto/Jarina, uma área protegida essencial para a conservação ambiental brasileira. A oscilação na saúde do cacique gera comoção e acende alertas em instituições de direitos humanos, que enxergam na figura do veterano um pilar fundamental da diplomacia socioambiental.
Os custos financeiros e a estrutura logística demandados pelo tratamento de alta complexidade do líder indígena estão sendo geridos por meio de uma articulação que envolve o suporte institucional da Unifesp e o monitoramento de órgãos indigenistas associados.
Esse esforço conjunto visa assegurar que todos os insumos tecnológicos e farmacêuticos necessários estejam plenamente disponíveis, garantindo que o tratamento do cacique atenda aos mais elevados padrões da medicina intensiva contemporânea sem restrições operacionais.
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