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Rodrigo Oliveira: – As possibilidades trazidas pela revolução digital no campo dos investimentos coletivos
As possibilidades trazidas pela revolução digital no campo dos investimentos coletivos
Autor: Rodrigo Oliveira –
A mudança nos hábitos de consumo trazida pela era digital é generalizada. Novas plataformas e aplicativos tem mudado a forma como viajamos, nos locomovemos, escutamos música e assistimos filme. No mundo dos investimentos financeiros, não é diferente. A modalidade chamada Equity Crowdfunding é para os investidores o que o Spotify é para quem ouve música: um facilitador.
A ideia é conectar investidores a empreendimentos que estão em busca de captar recursos para se desenvolverem. É uma lógica similar às “vaquinhas” online, que, por meio de uma plataforma, arrecadam dinheiro dos internautas para determinado objetivo. No Equity Crowdfunding a captação também é realizada no ambiente digital, mas em vez de fazerem doações, as pessoas adquirem um título de investimento, cuja remuneração pode ser em juros ou percentual de participação societária da empresa emissora.
A modalidade, que foi regulamentada no Brasil em 2017, pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), está em plena expansão. Segundo dados do órgão, de 2016 a 2018, os recursos captados por meio de Equity Crowdfunding aumentaram em 451%, enquanto o número de investidores registrou alta de 716%. Neste ano, a velocidade com que a meta de captação de uma plataforma foi atingida chamou atenção. Em sua primeira emissão, referente a um edifício residencial, a Vangardi, novo braço de investimento coletivo da Investor, captou R$ 1 milhão em apenas oito horas reunindo mais de 555os ojessse, em se cadastrar em nosso site e ser informado um pouco mais sobre a modalidade e as oportunidades investidores.
Para quem já tem o hábito de investir, trata-se de uma oportunidade de ampliar e diversificar a cartela. Afinal, a modalidade permite aportar valores menores em mais projetos, o que reduz a vulnerabilidade aos eventuais riscos. Além disso, a praticidade de realizar seus investimentos no conforto de casa ou na tela de um smartphone é um atrativo para o investidor, uma vez que não é preciso lidar com a burocracia dos bancos.
O Equity Crowdfunding também tem atraído um novo público. A redução da taxa Selic tornou o momento favorável para investimentos de maior risco e maiores retornos, que normalmente exigem valores elevados dos investidores. A nova modalidade vem justamente para democratizar o acesso. No caso da Vangardi, por exemplo, com apenas R$ 1 mil, as pessoas podem apostar em empreendimentos com elevados potenciais de sucesso. O edifício Streit, que já conta com 100% das unidades vendidas, foi o primeiro emissor da nova plataforma, cujas expectativas de retorno variam entre 12% e 20% ao ano.
Trata-se de uma porta de entrada para o universo dos investimentos que, por sua vez, é um passo importante na busca pela independência financeira. Apostar em startups em desenvolvimento ou imóveis em construção pode render ao investidor uma renda passiva considerável no longo prazo. Com o Equity Crowdfunding, a oportunidade de se aproximar cada vez mais da tão sonhada estabilidade financeira está a poucos cliques de distância.
Rodrigo Oliveira, diretor-geral da Investor
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Qual o sentido da vida?
Autora: Soraya Medeiros* –
Assisti recentemente a uma palestra que trouxe uma pergunta antiga, aparentemente simples, mas capaz de atravessar gerações, religiões e filosofias: afinal, qual é o sentido da vida?
Saí de lá pensando sobre as diferentes respostas que damos a essa pergunta. Para alguns, viver é conquistar uma casa bonita, um carro novo, viajar, ganhar dinheiro e ter conforto. Para outros, é alcançar sucesso profissional, reconhecimento e prestígio. Há quem encontre sentido na família, no amor, na fé, nos amigos ou no cuidado com o próximo. E há também quem ainda esteja tentando descobrir por que está aqui.
Talvez esse seja um dos grandes dilemas do nosso tempo. Somos ensinados desde cedo a conquistar, produzir, acumular e vencer, mas pouco estimulados a perguntar por que queremos tudo isso.
Vivemos em uma sociedade que frequentemente mede felicidade pelo que pode ser mostrado. O sucesso ganhou endereço, marca, preço e até número de seguidores. Parece que precisamos provar o tempo inteiro que estamos felizes, realizados e vivendo uma vida extraordinária.
Nada há de errado em desejar conforto, crescer profissionalmente ou realizar sonhos. O problema surge quando acreditamos que essas conquistas serão suficientes para preencher todos os nossos vazios.
O psiquiatra austríaco Viktor Frankl, criador da Logoterapia e autor de Em Busca de Sentido, dedicou parte de sua obra à necessidade humana de encontrar significado para a existência. Para ele, esse sentido não é uma fórmula pronta. Pode ser encontrado no trabalho, no amor, nas relações e até na maneira como enfrentamos situações que não podemos mudar.
E foi justamente aí que a palestra me provocou uma pergunta diferente: passamos tanto tempo pensando “o que eu quero ter?”, mas quantas vezes paramos para perguntar “que vida eu quero viver?”
Porque ter não significa ser.
Podemos conquistar dinheiro e continuar pobres de afeto. Podemos estar cercados de pessoas e nos sentir sozinhos. Podemos receber aplausos e, quando o silêncio chega, não reconhecer quem somos. Podemos acumular bens e descobrir que algumas das coisas mais importantes da vida simplesmente não podem ser compradas.
Talvez estejamos procurando longe demais aquilo que sempre esteve perto.
O sentido pode estar em sentar-se à mesa com quem amamos, abraçar nossos pais enquanto podemos, rir com os amigos, cuidar de um animal, ajudar alguém sem esperar reconhecimento, contemplar um pôr do sol ou simplesmente agradecer por mais um dia.
O problema é que frequentemente adiamos a vida. “Quando eu tiver dinheiro.” “Quando conseguir aquele emprego.” “Quando comprar minha casa.” “Quando encontrar alguém.” “Quando puder viajar.” “Quando as coisas melhorarem.“
E, de tanto esperar pelo momento ideal, corremos o risco de transformar a existência em uma grande sala de espera.
Mas a vida não espera.
Também acredito que não exista um único sentido para toda a nossa trajetória. Aquilo que parecia essencial aos 20 anos talvez já não seja aos 40 ou aos 60. Nós mudamos. Perdemos pessoas, encontramos outras, acertamos, erramos, amadurecemos e recomeçamos. E cada experiência reorganiza nossas prioridades.
Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja apenas “qual é o sentido da vida?“, mas “qual sentido estou dando à vida que tenho hoje?“
A vida não começa quando conquistarmos tudo aquilo que desejamos. Ela já está acontecendo enquanto trabalhamos, fazemos planos, amamos, choramos, sorrimos, perdoamos, perdemos e encontramos forças para começar novamente.
Talvez não seja necessário descobrir um propósito grandioso para justificar nossa existência. Talvez o verdadeiro sentido esteja nas pequenas coisas que fazemos, nos afetos que construímos e nas marcas que deixamos nas pessoas que passam pelo nosso caminho.
E, no final das contas, talvez baste poder olhar para a própria história e sentir que, apesar de tudo, valeu a pena estar aqui.
*Soraya Medeiros é jornalista.
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