Artigo
Recordar é viver
Autor: Francisney Liberato* –
“Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado.”
Testemunhos Seletos, V. III, p. 443, Ellen G. White, 1915.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia – IASD do Porto foi estabelecida a partir de uma grande conferência realizada em 1967, no bairro do mesmo nome, em Cuiabá, sob a direção dos pastores Itanel Ferraz e Enéias Simon, com a ajuda de membros da Igreja Central de Cuiabá.
Essa conferência teve a duração de vários meses e foi a segunda realizada em Cuiabá. Já a primeira conferência, foi executada em 1958, a qual resultou no surgimento da Igreja Central da capital mato-grossense.
Durante a conferência, ocorreram vários batismos, sendo que um dos primeiros foi em 4 de junho de 1967. Do antigo “Beco da Lama”, almas preciosas foram resgatadas para o Reino Celestial.
O novo grupo, resultante do esforço evangelístico, começou a congregar em outro salão alugado para essa finalidade, na Avenida Mário Corrêa, mudando-se, posteriormente, para a oficina do saudoso irmão Francisco Moura.
Visando à construção de um templo, foi adquirido, no ano de 1970, um terreno situado na Travessa do Limoeiro, atual Rua Feliciano Galdino, nº 704, onde se localiza no presente a Igreja do Porto, que é a sede do Distrito do Porto.
Graças ao incansável esforço do pastor Ari Ribeiro de Castro e à colaboração dos membros, o templo foi erguido em pouco mais de 70 dias, tendo sido inaugurado em 21 de novembro de 1970.
Após três anos, em 1973, foi criado o Distrito do Porto, desmembrando-se da Igreja Central de Cuiabá, sendo designado o Pr. Aurélio Carmo como seu 1º pastor distrital.
Pela graça de Deus, nesse mais de meio século de existência, a Igreja Adventista do Porto tem contribuído significativamente para o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida da nossa comunidade, bem como não tem medido esforços para o estabelecimento de novas igrejas e distritos na região da Grande Cuiabá.
*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas. Escritor. Palestrante. Professor. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Membro da Academia Mundial de Letras.
Artigos
André
Autor: Francisney Liberato* –
Ele apenas aceitou e O seguiu.
O nome André, que do grego, Andreas, significa “viril ou varonil”, foi um dos doze discípulos de Jesus, (Mateus 10:2 e Lucas 6:14). Irmão de Simão Pedro, ele era de Betsaida (João 1:44), do norte do mar da Galileia, e trabalhava como pescador, igual ao seu irmão (Mateus 4:18). Pedro e André moravam juntos na cidade de Cafarnaum (Marcos 1:29).
O livro “Manual de arqueologia bíblica Thomas Nelson”, de Randall Price e H. Wayne House, fala sobre essa cidade:
“A cidade de Betsaida (lit. “casa da pesca”) é mencionada várias vezes nos Evangelhos. De fato, a área entre Betsaida e Cafarnaum é onde acontecia a maioria das atividades de Jesus na Galileia. Aqui no relato de João, diz-se que Betsaida era a cidade natal de Filipe, André e Pedro (embora seja possível que Pedro tenha se mudado para Cafarnaum em algum momento)”.
É provável que, desde a infância, Pedro e André tivessem amizade com outros dois pescadores, também irmãos e nascidos em Cafarnaum, Tiago e João, filhos de Zebedeu.
André viu João Batista apresentar Jesus como o “Cordeiro de Deus” que tira o pecado, (João 1:38-41):
“Então Jesus olhou para trás, viu que eles o seguiam e perguntou: — O que é que vocês estão procurando? Eles perguntaram: — Rabi, onde é que o senhor mora? (“Rabi” quer dizer “mestre”). — Venham ver! — disse Jesus. Então eles foram, viram onde Jesus estava morando e ficaram com ele o resto daquele dia. Isso aconteceu mais ou menos às quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois homens que tinham ouvido João falar a respeito de Jesus e por isso o haviam seguido. A primeira coisa que André fez foi procurar o seu irmão Simão e dizer a ele: — Achamos o Messias. (Messias quer dizer Cristo)”.
André e João tornaram-se os primeiros discípulos de Cristo não oficialmente, devido à influência de João Batista.
Ele havia aceitado Jesus como o Messias, e sua felicidade era tão grande que naquele momento exerceu o seu mister, antes mesmo de ser chamado oficialmente para ser um dos doze discípulos, pois saiu para contar a notícia para o seu irmão.
No livro “O desejado de todas as nações”, de Ellen G. White, assim explica:
“Houvesse João e André possuído o incrédulo espírito dos sacerdotes e principais, e não se teriam encontrado como discípulos aos pés de Jesus. Teriam dEle se aproximado como críticos, para Lhe julgar as palavras. Muitos cerram assim a porta às mais preciosas oportunidades. Assim não fizeram esses primeiros discípulos. Haviam atendido ao chamado do Espírito Santo na pregação de João Batista. Então reconheceram a voz do Mestre celestial. As palavras de Jesus foram para eles cheias de novidade, verdade e beleza. Divina luz foi projetada sobre o ensino das Escrituras do Antigo Testamento. Os complexos temas da verdade apareceram sob nova luz”.
Esse discípulo teve a sensibilidade para reconhecer o Messias. E nós, temos essa mesma sensibilidade para reconhecer, aceitar e seguir os ensinamentos e o modo de vida de Cristo? Como você vê Jesus na sua vida? O que Ele significa para você? O que você tem feito para levar a mensagem de forma natural e objetiva para outros que ainda não o aceitaram?
Ele fazia parte do grupo de discípulos que tinha mais intimidade com Jesus. André foi seguidor de João Batista.
Seu maior prazer era levar as pessoas para Jesus: levou o seu irmão Pedro (João 1:41), levou o rapaz com o lanche (João 6:8-10) e levou os gregos na Páscoa (João 12:21). Os “Andrés” não converteram milhares de pessoas em um sermão, como o seu irmão, porém, levou os “Pedros” para fazer essa missão.
Esse discípulo acompanhou Jesus até a cidade de Caná, onde presenciaram seu milagre em um casamento. Assim como o seu irmão, André também era um dos discípulos que dedicava tempo integral para seguir o Messias.
Meses depois, com grupo maior de seguidores, ele foi selecionado como apóstolo de Jesus, (Lucas 6:13):
“Quando amanheceu, chamou os seus discípulos e escolheu doze deles. E deu o nome de apóstolos a estes doze”.
Tempos depois, eles partiram para missão, a qual Jesus ordenou, em duplas (Mateus 10:5-7):
“Jesus enviou esses doze homens, dando-lhes a seguinte ordem: — Não vão aos lugares onde vivem os não judeus, nem entrem nas cidades dos samaritanos. Pelo contrário, procurem as ovelhas perdidas do povo de Israel. Vão e anunciem isto: ‘O Reino do Céu está perto”.
André, também, estava entre os discípulos a qual Jesus apresentou os sinais da Sua vinda no monte das Oliveiras (João 12:20-22).
Após a ressurreição ele se uniu aos demais discípulos em Jerusalém, (Atos 1:13-14):
“Quando chegaram à cidade, eles foram até a sala onde estavam hospedados, a qual ficava no andar de cima da casa. Os apóstolos eram estes: Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o nacionalista, e Judas, filho de Tiago. Eles sempre se reuniam todos juntos para orar com as mulheres, a mãe de Jesus e os irmãos dele”.
Algumas características de André: força física, hombridade, ousado, decidido, ponderado, tinha paixão pela verdade, agradável, fácil de se relacionar, ele não desejava holofote, e ele pregava de forma pessoal e individual.
Após isso, nada se sabe com certeza sobre o mistério do apóstolo André, contudo, ele viu e presenciou muitos milagres e ensinamentos do Mestre e a sua missão foi concreta desde o primeiro contato com a mensagem, crendo e anunciando o Mestre.
Há poucos relatos bíblicos sobre André. Ele viveu na sombra do seu irmão Pedro, que era conhecido. Ele possuía a atitude certa para exercer um ministério nos bastidores, uma vez que não procurava ser o centro das atenções. Ele ministrava o evangelho de forma individual e não para multidões, como o seu irmão.
Ele nunca escreveu uma epístola. Não é mencionado no livro de Atos nem em qualquer uma das epístolas.
Isso é importante para entendermos que todo ministério é importante para obra de Deus. Não importa se o seu cargo dentro de uma comunidade religiosa é relevante ou não. O melhor é estar disposto a segui-Lo.
Que possamos aceitar esta missão, como o coração de André que O aceitou livre de receios e aberto para a esperança que existe em Cristo Jesus, O livro “Conselhos sobre mordomia” conclui assim:
“A Mateus em sua abastança, como a André e Pedro em sua pobreza, a mesma prova foi apresentada; a mesma consagração foi feita por cada um. No momento do êxito, quando as redes estavam cheias de peixe, e mais fortes eram os impulsos do viver anterior, Jesus pediu aos discípulos junto ao mar que abandonassem tudo pela obra do evangelho. Assim toda alma é provada quanto a seu mais forte desejo — se bens temporais, se a companhia de Cristo”.
*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras.
-
Artigos5 dias atrás80 anos de compromisso com as pessoas e com o futuro
-
Artigos6 dias atrásQuem cuida de quem cuida? A saúde mental da enfermagem precisa ser prioridade
-
ESPORTES7 dias atrásJoão Godoy representa Mato Grosso no Pan-Americano de Beach Tennis em Cuiabá
-
Artigos5 dias atrásA higiene emocional
-
Política6 dias atrásPesquisas: Pivetta continua avançando; tá chegando a hora, debates na TV
-
Artigos6 dias atrásToró eleitoral
-
Artigos4 dias atrásTreze anos depois: o Judiciário está reescrevendo a Lei do Ato Médico?
-
Artigos5 dias atrásO amor romântico não existe

