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ARTIGO

Os melindres dos relacionamentos

Publicados

em

 

Autoras: Denia Consultoria –

Embora tenhamos hoje, inúmeras fontes de informações que visam elucidar e facilitar a “Arte dos Relacionamentos”, este ainda parece ser o nosso calcanhar de Aquiles, que nos paralisa diante do racional, nos insere em “enrascadas”, e impede de sermos pessoas “livres emocionalmente”.

A grande confusão começa, no instante que o indivíduo pensa que mudando o mundo, ele encontrará a paz!

A partir de então, ele passa a odiar as rosas que contém espinhos, retrucar na mesma medida quem o ofendeu, e a tropeçar em toda pedra que surge em seu caminho.

Para completar, ele coloca uma venda em seus olhos que o impede de enxergar a única solução existente para evitar todo este desgaste: Olhar para si mesmo: Conhecer os próprios defeitos e virtudes, habilidades e delimitações.

Dessa forma, você se tornará agende da própria vida, capaz de decidir se viverá de amargura ou leveza: “Conviverá” com as dificuldades, mas não “viverá” com elas!

Assim, descobrirá que no “bateu levou”, todos saem feridos, que as pedras do caminho não são grandiosas montanhas, e que as flores, além de espinhos, contém perfume, sutileza e amor.

Se eu não compreender quem eu sou, serei incapaz de me relacionar em paz com os outros.

E como os nossos projetos pessoais e profissionais envolvem pessoas, não temos outra escolha: é preciso aprender a se relacionar com elas.

Problemas não são silenciados, mas sim resolvidos!

Então, que tal a partir de hoje fazer diferente, e começar a se questionar porque certos assuntos despertam o seu lado mais “sombrio”?

Tudo aquilo que perturba, diz algo sobre você. E discutir consigo mesmo é um embate que proporciona o desenvolvimento da sabedoria.

“Sair do sério” sinaliza onde o seu desequilíbrio faz moradia. E o combustível e o extintor deste incêndio estarão sempre em suas mãos!

Cada pessoa se comporta de acordo com a bagagem emocional que carrega em seu coração. Sendo assim, escolha o que colocar na sua.

Nós da Denia Consultoria acreditamos que a compreensão acerca do mundo está nos olhos de quem vê.

Logo, podemos escolher sermos pessoas que curam ou que ferem, que perturbam ou que facilitam.

Os desertos são áridos, mas permitem que ao encontrarmos a água, saibamos lhe dar o verdadeiro valor!

Sempre haverá alternativas, já que as dificuldades aceleram sentimentos bons e ruins. Por isso, esteja em dia com suas questões. Não perca o hábito de se analisar. Antes de cobrar do outro, se olhe no espelho!

Este movimento não significa que será benevolente com terceiros e rígido consigo mesmo. Ao contrário!

Esta reflexão irá refinar suas emoções e resguardar a sua alma.

Já dizia Sigmund Freud: A fuga é o caminho mais seguro para se tornar prisioneiro daquilo que se quer evitar.

Por isso, não tenha medo de você! Não fuja!

Comece por dentro.

Denia Consultoria é formada por Denia Alexandrina, consultora de imagem e marketing, há 40 anos no mercado; Fernanda Fae Figueiredo, que é fashion marketing; e Estela Fae de Barros, que é psicóloga e especializada em marketing.

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Email: deniaconsultoriadeimagem@ hotmail.com / @deniaconsultoria

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Artigos

Pedágio, investimentos e desenvolvimento: o que está por trás de uma concessão rodoviária

Publicados

em

Autor: Luiz Sette*

Transferência da gestão para a iniciativa privada não significa perda do patrimônio público, mas sim a garantia de investimentos contínuos

É preciso desmistificar algumas percepções já consolidadas quando o assunto são as concessões rodoviárias. Muitas pessoas acreditam que, ao conceder uma rodovia à iniciativa privada, o Estado está automaticamente “vendendo” aquele patrimônio público para uma empresa. Na prática, não é isso que acontece.

Quando uma rodovia é concedida, o poder público continua sendo o proprietário da infraestrutura. O que ocorre é a transferência da responsabilidade pela operação, manutenção e realização de investimentos para uma empresa privada durante um período determinado, seguindo regras, metas e obrigações previamente estabelecidas em contrato.

E é impossível falar sobre concessões sem abordar um tema que costuma gerar debates: o pedágio. É importante esclarecer que a tarifa não representa uma fonte automática de lucro para a concessionária. Os recursos arrecadados são destinados à manutenção permanente da rodovia, recuperação do pavimento, conservação da sinalização, atendimento aos usuários, operação de ambulâncias e guinchos, monitoramento do tráfego, ampliação da capacidade da via e ao cumprimento de uma série de exigências ambientais e operacionais previstas contratualmente.

A experiência da MT-130 ajuda a ilustrar essa realidade. Desde o início da concessão, em 2021, a Rota dos Grãos já investiu mais de R$ 234,4 milhões em manutenção, recuperação e ampliação da capacidade da rodovia, além da implantação de sistemas operacionais e de gestão ambiental. São investimentos que contribuem diretamente para a segurança dos usuários, a eficiência logística e o desenvolvimento regional.

Também é importante lembrar que uma rodovia não funciona apenas quando há obras em andamento. Ela exige atenção permanente, 24 horas por dia, sete dias por semana. Isso significa manter equipes de conservação em campo, equipamentos disponíveis para emergências, monitoramento constante, atendimento médico, guinchos e uma estrutura operacional preparada para responder rapidamente a qualquer ocorrência. Tudo isso demanda planejamento e investimentos contínuos.

No caso da MT-130, os resultados vão além da própria infraestrutura. Uma rodovia em melhores condições reduz custos de transporte, aumenta a segurança viária, melhora a mobilidade da população e fortalece a competitividade de setores fundamentais para a economia mato-grossense, como o agronegócio. Trata-se de um investimento que gera reflexos positivos para produtores, transportadores, empresas e comunidades inteiras.

Não poderia deixar de destacar ainda que a segurança viária é uma construção coletiva. A concessionária tem o papel de garantir uma infraestrutura adequada, sinalização eficiente, atendimento aos usuários e uma operação preparada para diferentes situações, mas cada pessoa que utiliza a rodovia também contribui diretamente para um trânsito mais seguro. Atitudes conscientes, respeito às normas de circulação e a adoção de práticas responsáveis são fundamentais para preservar vidas e garantir que os investimentos realizados na infraestrutura cumpram seu principal objetivo: tornar as viagens mais seguras para todos.

Por fim, o futuro da segurança viária também passa pela adoção de novas tecnologias que já estão transformando a mobilidade em diferentes regiões do Brasil e do mundo. Soluções baseadas em Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), telemetria e sistemas inteligentes de monitoramento têm ampliado a capacidade de prevenção de acidentes, permitindo identificar comportamentos de risco, acompanhar sinais de fadiga dos condutores, aprimorar a fiscalização e tornar a gestão do tráfego mais eficiente. Recursos como câmeras inteligentes, videotelemetria, sistemas de assistência ao motorista e tecnologias de pesagem em movimento representam uma nova geração de ferramentas que podem contribuir para rodovias mais seguras.

Esse debate precisa avançar também em Mato Grosso, um estado com dimensões continentais e uma das maiores movimentações logísticas do país, onde investimentos em inovação devem ser tratados como prioridade para preservar vidas e melhorar a eficiência do transporte.

O debate sobre concessões é legítimo, necessário e saudável. Mas ele precisa estar fundamentado em informações, dados e transparência. Quando a sociedade compreende como esse modelo funciona, torna-se mais fácil avaliar seus desafios, fiscalizar sua execução e reconhecer os benefícios que ele pode proporcionar para a infraestrutura e para o desenvolvimento das regiões atendidas.

Mais do que administrar uma rodovia, uma concessionária tem a responsabilidade de garantir que ela continue cumprindo sua função de conectar pessoas, impulsionar a economia e contribuir para o crescimento sustentável das cidades que dependem dela.

*Luiz Sette é diretor-presidente da Rota dos Grãos, empresa responsável pela concessão da MT-130, que liga Primavera do Leste à Paranatinga

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