ARTIGO

Paulo Stucchi: – A pandemia que desnuda um planeta agonizante

Publicados

em

 

      A pandemia que desnuda um planeta agonizante

Autor: Paulo Stucchi

Adoecemos. Definitivamente, 2020 foi o ano em que a humanidade se viu, frente a frente, com sua pequenez e fragilidade. As décadas consecutivas de expansão urbana, inovações na medicina, universalização da Web e planificação dos continentes numa aldeia global fizeram-nos esquecer daquilo que, ano após ano, jogamos para debaixo do tapete junto às nossas promessas de Réveillon: desmatamento em larga escala, fome, miséria, poluição, contaminação do ar e das águas, concentração de renda nas mãos de poucos em detrimento da alienação social de muitos.

Criamos para nós, homens, um mundo doente; um organismo cujo sistema imunológico tem sido minado, dia a dia, ano após ano, pela nossa ação destrutiva, que cresce em um ritmo muito superior à nossa igual capacidade de renovar, embelezar e amar. Então, amigos, convido à reflexão profunda: quem, de fato, esteve doente todos estes anos? Quem, na realidade, respira por aparelhos há muito tempo, lutando para recuperar seus recursos diante do voraz apetite humano por exploração, extração e consumo?

Criamos guerras, matamos nossos iguais sob pretextos diversos (crenças, cor da pele, origem, classe social); transformamos a política em argumento para o extermínio e o dinheiro em nutriente para a devastação. Mas, como toda escolha, há consequências. Não. Não é apenas a humanidade que adoce. Muito antes, nosso planeta já agonizava, confinado em uma UTI por aqueles que, justamente, deveriam prezar pela sua saúde: nós.

Certamente, demorará para que voltemos à normalidade quando o pico das contaminações por Covid-19 diminuir. Podemos curar nosso corpo, mas nossos espíritos ainda estarão letárgicos em apagar os meses de angústia, isolamento e introspecção obrigatória. Contudo, nesse meio tempo, nosso planeta respira; mais do que isso, ele se cura.

Arrisco dizer, sem obviamente desconsiderar o sofrimento humano que os sintomas e a morte causam, que foi necessário a humanidade adoecer para que o mundo iniciasse sua regeneração. Ao longo de séculos o corpo estranho, o organismo infeccioso que mata seu hospedeiro, fomos nós, homens. E, de tempos em tempos, pestes após pestes, a Terra nos lembra que, mesmo que desapareçamos, a beleza da vida continuará a existir de outras maneiras.

A boa notícia é que ainda temos tempo: para refletir, mudar nossos hábitos, relativizar nossa ganância e pensar em um desenvolvimento de mão dupla – que permita, sim, o usufruto do capital e dos bens, mas que também abra espaço para que nosso mundo respire sem ajuda de aparelhos, e que mais sorrisos de seres humanos sejam vistos através de uma distribuição mais igualitária de oportunidades.

Aprendemos, pela religião e pela nossa necessidade intrínseca de mitos, salvadores e mártires, que milagres curam; que eles acontecem em momentos de extremo desespero e nos salvam. Contudo, nos esquecemos bisonhamente de que esses milagres sempre ocorrem da maneira mais singela, quando o homem se conecta com o grande mundo do qual faz parte, e deixa fluir o que nele há de melhor.

As sociedades não preexistem; elas são criadas, são frutos de uma estrutura pensada, de uma engrenagem complexa e meramente humana. Então, está em nossas mãos o leme do destino. Até lá, o planeta sempre nos lembrará, através da dor (depois de tanto amor dedicado) que nada somos diante da grandeza do ecossistema universal.

Paulo Stucchi é jornalista e psicanalista, divide seu tempo entre o trabalho de assessor de comunicação e sua paixão pela literatura, principalmente, romances históricos. É autor de A Filha do Reich, Menina – Mitacuña, O Triste Amor de Augusto Ramonet, Natal sem Mamãe e A Fonte.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Hugo Fernandes: - A volta da propaganda partidária
Propaganda

Artigos

Luiz Fernando Souza: – A importância do gerenciamento para a transformação digital

Publicados

em

 

A importância do gerenciamento para a transformação digital

Autor: Luiz Fernando Souza

Prevenir é sempre melhor do que remediar. Essa é uma máxima que precisa ser aplicada à transformação digital, e vale quando falamos da gestão dos servidores. E as razões são simples: é menos sofrido, menos dolorido e mais barato manter uma rotina de trabalho focada na manutenção, preservando com inteligência dados e sistemas. E quando falamos da gestão do backup corporativo, a linha de raciocínio também segue a lógica similar da continuidade de um negócio, mas no sentido de sobrevivência, já que perder dados pode causar grandes danos. Imagine se, de um dia para o outro, uma empresa fica sem saber o que há no estoque, o que se tem para receber, pagar, quem são os clientes…? Certamente, ela correrá até o risco de ter que encerrar suas operações e, no melhor dos cenários, arcar com enormes prejuízos. Por estas razões, trabalhar a gestão do backup é garantir que, em uma eventual catástrofe ou erro humano, as informações permanecerão íntegras e seguras, permitindo que o ambiente seja restaurado e a operação restabelecida. Além disso, é possível validar processos e tempo necessários para restabelecer cada serviço do dia a dia desta corporação.

Quando uma empresa dispõe da gestão de seus servidores, ela tem a otimização do uso dos recursos computacionais. Fazendo a gestão do backup corporativo, o gestor passa a ter tranquilidade persistência dos dados, da rapidez na restauração e recuperação de desastres e de estar em compliance com Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que determina um prazo específico para guardar informações diversas. Nestes dois cenários, os lançamentos mais recentes da Binario Cloud possuem diferenciais decisórios, e agem como soluções complementares. Para a gestão dos servidores, nosso objetivo é manter o ambiente digital da sua empresa seguro, performático e otimizado, enquanto a nossa solução para a gestão do backup corporativo foca em garantir a persistência dos dados e a rapidez em eventual necessidade de restauração.

O funcionamento destas soluções em uma empresa é simples e descomplicado. Atuamos desde o design do plano de backup, passando pela construção das rotinas, indo até a validação periódica e o controle constante, tudo em conjunto com as áreas de negócios para a construção de políticas de RPO e RTO, até o setup da ferramenta e rotinas de backup. Sem esta gestão a empresa pode ficar vulnerável a perda de dados e ter sua operação comprometida caso seja necessário se recuperar de um desastre. Fora o fator reputação, que pode pesar muito na balança do mercado.

Mas, se você ainda não se convenceu da importância desses serviços, tenha em mente que o seu principal benefício com eles é mitigar erros – e erros não são admitidos nos processos de transformação digital. Os erros mais comuns em servidores referem-se quando o ambiente dá sinais, tais como: apresentação de log de erros do próprio sistema operacional que acabam não sendo tratados; consumo excessivo de memória, processador ou baixa performance; reboot inesperado; e perda de conexão. De modo geral, o resultado acaba se transformando em uma experiência comprometida para os usuários, que terão problemas com performance ou queda do serviço, que resultam em prejuízos. Em relação ao backup, geralmente, as empresas possuem rotinas automatizadas para serem realizadas. Porém, ao confiar cegamente na automação, elas deixam de realizar atividades de verificação, como os testes de restauração – como resultado, em um momento em que venha a ser necessário a restauração do backup, o mesmo pode não estar íntegro, e arquivos e dados corrompidos são sinônimos de prejuízo.

Na gestão de servidores realizada pela Binario Cloud, o trabalho é dividido em duas macro etapas: o setup, que envolve mapear os servidores, serviços, processos, indicadores de saúde, entre outros processos, e a sustentação, que consiste no monitoramento, via automação 24×7, para manter o sistema operacional atualizado, analisar os logs gerados por ele e corrigir todo elemento que não esteja em conformidade. De fato, servidores gerenciados por profissionais com base em boas práticas, reduzem o risco de perda de dados ou do ambiente. E esse serviço é realizado por um time de especialistas, que irá monitorá-lo de forma ativa, mantendo o sistema operacional atualizado, bem como corrigindo problemas apontados por logs, garantindo assim a alta disponibilidade e a saúde do seu parque de TI. Para a gestão do backup corporativo, contamos com uma equipe de profissionais que atuam com base em boas práticas para configurar suas rotinas, tendo como premissa a execução de testes periódicos de restore, que visam garantir a eficiência e o menor tempo de recuperação, caso algum problema aconteça.

Com estas soluções, sua empresa estará preparada para imprevistos que podem impactar na integridade dos dados, oferecendo ao seu TI maior segurança para as informações, garantia sob a persistência de dados, rotinas de backups configuradas com base nas melhores práticas do mercado e menor tempo para restauração dos dados. Será mensurável a economia, no que diz respeito ao baixo custo operacional e controle do investimento, além da redução de prejuízos relacionados a parada na operação e perda de informações.

Luiz Fernando Souza é CBO da Binario Cloud

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Luiz Domingos Costa: - O novo cenário político em tempos de pandemia
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA