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Fabio Garcia : Novo Pronto Socorro, novo conceito de saúde

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                               Novo Pronto Socorro, novo conceito de saúde

Por Fabio Garcia 

O lançamento das obras do novo Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá é um marco histórico para Mato Grosso. Falo sem medo de errar, pois, trata-se da concretização de um dos mais desafiadores e importantes compromissos políticos dos últimos anos: construir um complexo físico que atenda com eficiência e de forma humanizada aos casos de urgência e emergência de saúde do nosso Estado. 

fabioGarcia-artigoO início das obras do hospital é o exemplo claro de que é possível consolidar grandes ações quando o poder público é comprometido. E quando falo isso, volto ao final dos anos 1970, quando meu tio, à época o prefeito Rodrigues Palma, também lançou mão do espírito visionário e iniciou o projeto do primeiro prédio do Pronto Socorro, que foi inaugurado em novembro de 1982 – quando ele não era mais prefeito. 

Por muitos anos, aquele prédio foi referência e salvou milhares de vidas mato-grossenses. 

É importante lembrar que em 1982, Cuiabá tinha uma população de pouco mais de 222 mil habitantes e a do estado era de 1,1 milhão. À época, o Pronto Socorro de Cuiabá atendia entre mil e 1.500 pessoas por mês. 

Hoje, com uma população três vezes maior no estado, o mesmo prédio do Pronto Socorro atende cerca de seis mil pessoas por mês. Foram necessários coragem e empreendedorismo para tomar a decisão de se construir este novo empreendimento. 

A população ganha uma obra arrojada e moderna e que já é considerada a mais importante na área de Saúde dos últimos 33 anos. O Novo Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá será construído em uma área de sete hectares, contará com 315 leitos, sendo 60 para Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Um projeto do qual tenho orgulho de ter participado. 

Isto, enquanto secretário de Governo de Cuiabá, em 2013 e 2014. Eu coordenava a equipe de projetos e procuramos o melhor modelo; humanizado e à frente do nosso tempo. 

E, agora, como deputado federal, vou continuar participando: 50% das minhas emendas parlamentares deste ano serão destinadas para esta obra – orçada em R$ 79,6 milhões. Os outros 50% das emendas também vão ser aplicados na saúde em diversos municípios do estado. 

Não vou medir esforços para garantir atendimento de saúde de qualidade para todos os mato-grossenses. Afinal, a saúde não espera.
 

Fabio Paulino Garcia é deputado federal pelo PSB-MT

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O que pode estar por trás dos bloqueios emocionais

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Autora: Adriana Braz de Oliveira*

Você já sentiu uma tristeza que não sabia explicar? Uma angústia que parecia não ter origem? Ou talvez um padrão que se repete na sua vida, nos relacionamentos, no trabalho, nas escolhas, e que, por mais que você tente mudar, insiste em aparecer? Pois bem, pode ser que essa história tenha começado muito antes de você.

Partimos de uma premissa simples, mas profunda: não somos ilhas. Somos o resultado de tudo aquilo que vivemos, sim, mas também do que as gerações antes de nós viveram e não conseguiram elaborar completamente. Lutos que não foram chorados, segredos que ficaram guardados, pessoas que foram excluídas da família, traumas que ficaram sem amparo. Tudo isso não desaparece com o tempo, mas circula, de forma silenciosa, dentro do sistema familiar — e pode aparecer na vida dos descendentes como ansiedade sem nome, bloqueios inexplicáveis ou relacionamentos que nunca fluem.

Não se trata de culpar os nossos ancestrais. Muito pelo contrário. Trata-se de compreender que o que sentimos nem sempre começou em nós. E que ao trazer luz para essas dinâmicas, deixamos de repetir automaticamente e passamos a ter escolha.

Podemos pensar, por exemplo, no impacto da ausência paterna na vida de uma pessoa. E aqui é importante entender que ausência não significa apenas não estar presente fisicamente. Um pai pode estar em casa todos os dias e, ainda assim, ser emocionalmente distante, indisponível, desconectado.

Quando a paternidade não vem acompanhada de vínculo real, isso deixa marcas. O filho pode crescer com dificuldade de se sentir pertencente ao mundo, de confiar em si mesmo, de se realizar profissionalmente ou de construir relacionamentos saudáveis. Muitas vezes, passa a vida tentando preencher esse vazio em outros lugares: em parceiros, em conquistas, na busca por aprovação.

No entanto, a ideia não é forçar uma reconciliação artificial com esse pai. Mas algo ainda mais transformador: dar um lugar interno a essa figura, com todas as suas limitações humanas, para que o filho possa, finalmente, seguir em frente sem carregar esse peso. E é justamente aqui que surge um dos maiores equívocos sobre o processo de transformação: a crença de que, para se libertar, é preciso cortar os vínculos com o passado. Que para ser livre, é necessário esquecer, romper, rejeitar.

Quando tentamos fugir da nossa história com raiva ou repúdio, continuamos presos a ela, só que de outro jeito. A rejeição também é uma forma de emaranhamento. E a repetição continua, muitas vezes com polaridade invertida. A verdadeira liberdade começa quando paramos de fugir e passamos a olhar. Quando nos permitimos ver nossa origem como ela realmente foi, sem idealizações e sem condenações. Quando conseguimos dizer internamente: “você é meu pai, você é minha mãe, e eu recebo a vida que vocês me deram.” Não porque o passado foi perfeito, mas porque ele foi real. E porque, ao aceitá-lo, abrimos espaço para que a vida possa, finalmente, fluir.

Diferenciar-se não é apagar de onde viemos. É honrar as raízes com consciência, deixar com cada um o peso que lhe pertence, e assumir com coragem e leveza o próprio lugar no mundo. Esse é o caminho proposto: não o de quem foge, mas o de quem integra, escolhe e segue.

*Adriana Braz de Oliveira é psicóloga, doutora em Psicologia da Saúde, especialista em Psicologia Transpessoal e autora do livro PsiConstelação.

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