Artigos
Emanuel Pinheiro* MT: o sucesso que vem do campo
MT: o sucesso que vem do campo
Emanuel Pinheiro
Sou um apaixonado por futebol. E, esse fato, vai além da minha admiração dom-bosquina. Campeão duas vezes em menos de uma semana, sendo uma das conquistas de forma épica, o Cuiabá Esporte Clube entra no Campeonato Brasileiro Série C com a confiança lá no alto. Clube mais novo entre os 20 participantes, o time verde e amarelo quer colocar o futebol da capital mato-grossense no mapa nacional da bola.
Atual campeão mato-grossense e da Copa Verde disputa futebol profissional desde 2003. Apostando na boa estrutura física que possui, o Cuiabá passou a ser o clube imbatível no Mato Grosso. O auriverde garantiu o terceiro estadual consecutivo. O caçula mato-grossense quer aproveitar o embalo e subir para Série B do campeonato brasileiro.
Fundado em 2001 pelo ex-atacante Gaúcho (Flamengo, Palmeiras entre outros), o Cuiabá não demorou para conquistar terreno no futebol mato-grossense. A equipe cuiabana disputou o primeiro campeonato profissional em 2003 e, de cara, foi campeão estadual. Na atual temporada, o Cuiabá ganhou seu sexto título em 13 anos, sendo que ficou licenciado entre 2006 e 2009.
Assim como a torcida do auriverde e da diretoria não escondemos o anseio de chegar à elite do futebol brasileiro. No entanto, sabemos que a caminhada do Cuiabá deverá ser feita com passos firmes e seguros. Isso só mostra que somos capazes de chegar no seleto grupo dos times nacionais.
Essa relação com o campo vai além dos gramados, Mato Grosso se destaca também pela produção de grãos e do seu potencial em termos de recursos naturais sustentáveis, como os nossos recursos hídricos, minerais, pesqueiros e florestais, tem hoje todas as condições de liderar o processo de retomada de crescimento do Brasil.
Indiscutivelmente, a pujança econômica das cidades do interior tem respondido afirmativamente para consolidar o crescimento da economia, gerando empregos, renda e fazendo a roda econômica girar com mais força. A importância do agronegócio apenas reforça a chamada para novos investimentos, o que contribui, sensivelmente, para puxar o crescimento da economia mato-grossense para cima.
Mato Grosso precisa de muito pouco para se consolidar como o eldorado brasileiro. Porém, essa transformação passa necessariamente pela classe política. Quando unimos forças, ficamos mais fortes. Essa prática vale tanto para o futebol quanto à economia. É dessa maneira que tornamos realidade o Mato Grosso próspero com que sempre sonhamos.
Muito já se fez e se faz, mas é preciso perseverar e fazer mais, com planejamento estratégico, participação social na formulação e implementação das políticas públicas; manutenção do equilíbrio fiscal do Estado e dos programas de atração de investimentos, geradores de emprego e renda; na redução das desigualdades sociais e econômicas e no aperfeiçoamento de instrumentos que garantam os direitos humanos.
Assim como no futebol é preciso uma condução firme para sua consolidação e aperfeiçoamento. Vamos marchar nesse processo de transformar para melhorar. Nossa convicção é a de que honestidade de propósitos, trabalho, responsabilidade e discurso político verdadeiro constituem fatores indispensáveis para alicerçar a construção de um futuro cada vez melhor para os mato-grossenses.
Emanuel Pinheiro é deputado estadual pelo Partido da República
Artigos
Na era da IA, o diferencial será humano
Autora: Silmara Casadei* –
Transformações tecnológicas sempre alteraram a forma como trabalhamos. A diferença é que, desta vez, estamos diante de sistemas capazes de produzir textos, imagens, análises e respostas em poucos segundos. Isso provoca uma sensação inédita de concorrência com algo que se aproxima de processos antes considerados exclusivamente humanos.
A discussão sobre inteligência artificial costuma girar em torno das profissões que desaparecerão e das novas exigências do mercado de trabalho. Embora esse debate seja importante, ele deixa em segundo plano quais capacidades humanas precisarão ser fortalecidas desde a infância para que as próximas gerações possam viver de forma autônoma em um mundo cada vez mais mediado por sistemas inteligentes.
Curiosamente, à medida que as máquinas se tornam mais eficientes, características antes consideradas subjetivas passam a ganhar valor estratégico. Pensamento crítico, criatividade, flexibilidade cognitiva, capacidade de colaboração e inteligência socioemocional deixaram de ser apenas habilidades desejáveis e tornaram-se competências essenciais.
Isso ajuda a explicar um dado interessante: embora sejam os principais usuários dessas ferramentas, 66% dos jovens afirmam não confiar totalmente nas respostas geradas pela inteligência artificial (Ipsos, 2026). Mesmo entre aqueles que cresceram cercados pela tecnologia, permanece a percepção de que informação não é sinônimo de discernimento.
Discernimento não nasce do acúmulo de respostas prontas, porque ele se desenvolve por meio da experiência, da reflexão, do contato com diferentes perspectivas e da capacidade de duvidar antes de chegar a conclusões. Trata-se de um processo que envolve maturação intelectual e emocional, algo que não pode ser terceirizado a uma ferramenta.
Por essa razão, preparar crianças para o futuro não significa expô-las cada vez mais cedo às telas ou treiná-las para competir com algoritmos. Significa ajudá-las a desenvolver aquilo que os algoritmos não conseguem reproduzir. A criatividade, por exemplo, não surge apenas da produção de ideias. Ela depende de repertório, imaginação, experimentação e contato com situações reais.
Sob a perspectiva do desenvolvimento emocional, existe ainda outro desafio. Crianças que crescem recebendo respostas instantâneas podem ter menos oportunidades de exercitar a espera e a elaboração do pensamento. A educação do futuro tem menos relação com o domínio das tecnologias e mais com a preservação de experiências humanas que favorecem a autonomia. Quanto mais avançados forem esses sistemas, mais necessário será formar pessoas capazes de construir critérios próprios diante de respostas vazias tão acessíveis.
Nenhuma sociedade se sustenta apenas por velocidade ou acesso à informação. Ela depende também da responsabilidade em projetar futuros possíveis. São essas dimensões que conferem sentido ao conhecimento e que tornam a educação ainda mais decisiva em tempos de transformação tecnológica
*Silmara Casadei é doutora em Educação, psicanalista e autora de O Pequeno Mundo Criativo.
-
Artigos6 dias atrásA antiga musa
-
Artigos3 dias atrásA maternidade está ficando mais tarde: quais os impactos na fertilidade?
-
Destaques6 dias atrásAGU pede condenação de fabricantes de cigarros para ressarcir gastos do SUS com doenças causadas pelo tabaco
-
Artigos5 dias atrásO Senado e a traição às nossas crianças
-
Artigos6 dias atrásLegado construído com trabalho, diálogo e compromisso com Mato Grosso
-
ESPORTES4 dias atrásGoverno de Mato Grosso avalia conceder gestão da Arena Pantanal à iniciativa privada
-
ESPORTES4 dias atrásEx-técnico da Coreia do Sul é ameaçado de morte
-
Política4 dias atrásProposta busca inserir na “Constituição de Mato Grosso” mecanismos permanentes de proteção aos direitos das mulheres


Você precisa estar logado para postar um comentário Login