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Eduardo Ramos: – A chave de tudo está no subconsciente
A chave de tudo está no subconsciente
Por: Eduardo Ramos –
Você já deve ter se perguntado: por que coisas ruins ou difíceis sempre acontecem comigo? Ou ainda, o que eu tenho de errado? A reposta é simples: você não tem nada de errado. Simplesmente, crenças limitantes implantadas no seu subconsciente têm te atrapalhado a realizar algumas coisas. Mas não precisa se preocupar: tudo é questão de realinhamento e mudanças destas crenças.
Situações desagradáveis acontecem todos os dias com milhares de pessoas sem que elas tenham consciência. Tem gente que vive atraindo relacionamentos iguais mesmo com pessoas diferentes; que sente angustia e medo diante do novo; ou que não consegue avançar em novos projetos mesmo estando financeira e tecnicamente preparada. Há pessoas que mesmo sem saber tem medo do novo.
Existem relatos de indivíduos que adoecem a cada situação de estresse, mesmo com pequenos dissabores do dia a dia. Gente que sofre de depressão, ansiedade, síndrome do pânico e outros problemas psicossomáticos provocados tão somente pela falta de autoconfiança e de equilíbrio. Tudo está no subconsciente, mas pode e deve ser mudado.
A mente humana é mais complexa e poderosa do que imaginamos. É ela que nos mantém vivos e nos ajuda nos processos de aprendizagem, registro novos hábitos, costumes e nas escolhas e convicções. Tudo acontece de acordo com as crenças instaladas no subconsciente de cada indivíduo.
São elas que nos fazem saltar para o futuro ou que nos bloqueiam a cada passo.
Mas se tudo depende da mente, por que simplesmente estas pessoas não conseguem fazer as mudanças que precisam? Por que continuam presas às fobias, vícios e à procrastinação?
A resposta é simples: estas coisas ocorrem quando o subconsciente, que é responsável por 95% das capacidades mentais, está desalinhado dos objetivos humanos. Apenas 5% das decisões são tomadas de forma consciente. Portanto, o desalinho pode ser considerado uma catástrofe! Pra tudo funcionar, o subconsciente precisa ser convencido de que a mudança é necessária e benéfica. Caso contrário, o bloqueio virá.
O grande desafio então é convencer o subconsciente da necessidade de mudanças. Podemos tentar repetir várias vezes uma mesma informação até que seja gravada e as coisas mudem. Mas isso pode levar muito tempo. Ferramentas como a Hipnose podem acelerar o processo e trazer excelentes resultados a curto prazo.
A Hipnose trabalha com técnicas verbais e não verbais que ajudam o indivíduo a entrar em um estado modificado de consciência denominado transe; estado natural da mente que ocorre diversas vezes ao dia, mesmo sem que se perceba. Nesta fase, a pessoa consegue acessar memórias e recursos gravados na mente subconsciente ou inconsciente e através de sugestões ela consegue mudar crenças limitantes. Há efeitos práticos na liberação de problemas como ansiedade, depressão, falhas de memória, dependência química e fobias das mais diversas.
É importante dizer que durante o processo de hipnotismo a pessoa tratada permanece 100% consciente de tudo o que ocorre à sua volta. O hipnotista nada mais é que um condutor de informações que podem ser ou não seguidas pelo hipnotizado que tem todo o controle de si. Posso assegurar que se o trabalho for profissional e todas as instruções forem seguidas, os resultados serão extremamente positivos.
Em Hipnose, não se trata de perder o controle. Mas, de se assumir as rédeas da própria vida.
Eduardo Ramos é hipnotista e coaching de carreiras. Atua também como professor de línguas. Instagram: @eduardos.ramos / (65) 98401-6444
Artigos
Saúde indígena: precisamos transformar indignação em ação
Autor: Marco Antonio Norberto Felipe* –
Existem experiências na gestão pública que nos marcam não apenas como gestores, mas como seres humanos. Recentemente, conheci de perto uma realidade da saúde indígena em Mato Grosso que me deixou profundamente impactado.
Vi indígenas doentes em condições inadequadas de atendimento. Vi crianças, famílias e uma estrutura muito distante da dignidade que defendemos para qualquer cidadão. Faltam medicamentos, profissionais e infraestrutura. Diante daquela realidade, senti indignação, mas também responsabilidade.
Como secretário municipal de Saúde de Nova Ubiratã e presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems/MT), não posso simplesmente olhar para uma situação como essa e dizer que o problema pertence a outro ente ou instituição. Quando o cuidado não chega a quem precisa, todos nós que fazemos parte do SUS precisamos nos perguntar o que podemos fazer para mudar essa realidade.
Foi desse incômodo que nasceu a decisão de promover, pela primeira vez no Cosems/MT, uma reunião temática voltada especificamente à saúde indígena. Um encontro pensado para reunir gestores e instituições, compreender responsabilidades, discutir dificuldades e, sobretudo, construir caminhos.
Temos desafios que precisam ser enfrentados com urgência e um deles é a falta de integração das informações. Quando os sistemas não conversam, municípios encontram dificuldades para acompanhar dados de vacinação, gestantes e outros indicadores fundamentais. Sem informação confiável, também fica mais difícil planejar e organizar a assistência.
Também precisamos avançar na regulação, na Atenção Primária, no acesso aos serviços e na articulação entre municípios, Estado, União, Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). A saúde indígena exige diálogo, corresponsabilidade e, acima de tudo, respeito às particularidades culturais de cada povo.
Sabemos que uma reunião não resolverá problemas acumulados ao longo de anos, mas ela pode representar um ponto de partida. E esse encontro não pode terminar apenas com novos discursos ou com a marcação de outra reunião.
Saímos dele com compromissos, encaminhamentos e ações. Se for necessário levar as demandas para outras instâncias, vamos levar. Se for preciso rever fluxos e cobrar respostas, vamos fazer. O importante é que aquilo que discutimos vai, com certeza, produzir mudanças concretas na vida das pessoas. Esse foi um dos principais compromissos que procurei deixar durante o encontro.
Por trás de cada dificuldade que debatemos existem crianças, mães, idosos, famílias e comunidades inteiras esperando por um atendimento digno. Ressalto que, o que presenciei, me marcou profundamente, mas não quero que essa experiência permaneça apenas como uma lembrança difícil da minha trajetória como gestor. Quero que ela se transforme em mobilização.
Não podemos mudar aquilo que já aconteceu, mas podemos decidir o que faremos a partir do que vimos. E o Cosems/MT assume esse compromisso, que é contribuir para que instituições e gestores caminhem na mesma direção, para que os povos indígenas tenham assegurado aquilo que é princípio do SUS e direito de todos, acesso à saúde com equidade, respeito e dignidade.
*Marco Antonio Norberto Felipe, presidente do Cosems/MT e secretário municipal de Saúde de Nova Ubiratã
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