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EDUARDO CUNHA: – O que você vai ser quando crescer? A relação do homem com a carreira

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O que você vai ser quando crescer? A relação do homem com a carreira

Por: EDUARDO CUNHA

Quando eu era criança, até os meus 5, 6 anos, era o que mais me perguntavam. O que você vai ser quando crescer? E eu, na minha ingenuidade respondia a primeira coisa que vinha na minha cabeça, vou ser bombeiro, lixeiro, médico, etc…me baseando apenas nos meus devaneios infantis.

Os anos foram passando e então, com os meus 18, 19 anos, tinha que escolher uma carreira, e já não me indagavam com relação a esta questão, mas eu sabia que me observavam e pensavam: o que será quer esse rapaz está pensando da vida? E muita gente dando “pitaco” a respeito, acho que deveria estudar medicina como seu tio, está rico, ou você deve ser engenheiro ou advogado profissões de futuro.

Com essa idade eu estava no meio de um furacão, os hormônios aflorando a todo vapor, indecisões e inseguranças de todas as ordens e formas. Mas tinha que me decidir, até porque o tempo voava, e eu sem saber ao certo que profissão escolher. Só tinha uma certeza, não queria ficar dependendo dos meus pais por muito mais tempo.

Por essa mesma situação estão passando milhões de jovens nesse exato momento.

Com o mundo cada vez mais competitivo, veloz e diversificado, algumas carreiras derretendo como sorvetes ao sol, outras emergindo como pontas de icebergs, e algumas outras nem apareceram ainda no cenário da empregabilidade, fica cada vez mais difícil a solução desse enigma para a grande maioria dos jovens.

Hoje, passados 50 anos, eu sei a solução, aprendi que nesse período da adolescência, salvo raríssimas exceções, temos que ter ajuda externa para poder superar e ultrapassar essa fase, exatamente como a mãe prepara o terreno em que o bebê se desenvolverá e da mesma forma que a planta crescerá, se prepararmos o terreno para a semente, que será tão mais forte e saudável quanto a qualidade do terreno e a assiduidade da rega proporcionada.

Por isso a escolha do profissional, digamos o estrategista de Carreira é fundamental para você descobrir seus dons, valores, talentos e aptidões que sejam compatíveis com a sua vocação rumo a uma profissão que lhe realize plenamente, essa é uma escolha que só você pode fazer e se bem definida, todo o resto vem por gravidade.

EDUARDO CUNHA é arquiteto, construtor e estrategista de carreira, engenheiro de segurança e higiene no trabalho, doutor em Psicologia Social, professor do IFMT, Coach e Practitioner em Programação Neurolingista.

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Educação e o Desafio da Atenção no Século XXI

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Autor: Edson Dahmer*

Vivemos um momento de intensa ruptura tecnológica e social. O avanço das ferramentas digitais e a velocidade da informação estão transformando profundamente a forma como as pessoas recebem e processam conteúdos que podem impactar diretamente sua atuação profissional e seu papel no contexto social. Esse novo modelo cognitivo desafia os métodos tradicionais de ensino e exige uma reflexão sobre como preparar profissionais para um mundo em constante mudança.

O mais curioso é que isso acontece o tempo todo e em todos os lugares. Para termos uma ideia mais concreta, há alguns dias estávamos reunidos com um grupo de empresários e um comentário nos chamou a atenção:

Pessoal, o assunto é importante, porém todos estavam presos às suas mensagens no celular“.

Um dos pontos mais críticos dessa transformação é o tempo de atenção. Em sala de aula, qualquer ruído, notificação de celular ou distração externa pode desviar o foco de um conteúdo que poderia ser decisivo para a vida de um aluno. A paciência para ouvir longas exposições diminui, e isso coloca em xeque a eficácia dos modelos tradicionais de formação profissional.

O desafio, portanto, é encontrar formas de transmitir conhecimento relevante em formatos que dialoguem com essa nova realidade cognitiva.

Se, por um lado, a tecnologia fragmenta a atenção, por outro, ela abre novas possibilidades de aprendizado. Microlearning, conteúdos interativos, gamificação e experiências imersivas são exemplos de estratégias que podem ser incorporadas para tornar o ensino mais dinâmico e atrativo.

O objetivo não é apenas transmitir informação, mas criar experiências que realmente engajem e transformem.

A partir desse cenário, a educação profissional precisa ser repensada como ferramenta de transformação social. No século XXI, não basta formar trabalhadores tecnicamente competentes; é necessário formar cidadãos capazes de interpretar o mundo, se adaptar às mudanças e contribuir para o desenvolvimento econômico e social.

A educação, quando alinhada às novas formas de aprender, pode ser o divisor de águas para gerar inovação, empreendedorismo e inclusão.

*Edson Dahmer – Diretor regional do Senac em Mato Grosso. Atua na articulação entre educação profissional, desenvolvimento econômico e inovação para o setor do comércio de bens, serviços e turismo.

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