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Éder Moraes: – Sentimentos a Serem Agigantados – Capítulo X – CARIDADE
Sentimentos a Serem Agigantados – Capítulo X – CARIDADE
Autor: Éder Moraes
Fechando a série de dez artigos com fundamentação bíblica, encerramos com o Sentimento a Ser Agigantado dentro de cada um de nós: a CARIDADE.
“Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros“, 1 João 4:7-11.
A Caridade é a prática do amor. Em outras palavras, a caridade é o amor em prática.
Quando lemos, em João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito para que todo aquele que Nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”, vemos que o amor de Deus não se limitou somente a sentimentos ou emoções. O amor de Deus foi colocado em prática e demonstrado, quando nos foi dado seu bem mais precioso, que é o seu Filho amado. Deus não perguntou se queríamos amá-lo, Ele simplesmente nos amou. Deus não perguntou se queríamos o sacrifício de seu Único Filho, Ele simplesmente O ofereceu por todos nós.
O verdadeiro amor é sacrificial. O verdadeiro amor importa em atos e atitudes, como diz o apóstolo Paulo, em I Coríntios, 13: 4-8:
“O amor é sofredor; é benigno; não é invejoso; não trata com leviandade; não se ensoberbece; não se porta com indecência; não busca os seus interesses; não se irrita; não suspeita mal; não folga com a injustiça; folga com a verdade; tudo sofre; tudo crê; tudo espera; tudo suporta; nunca falha.”
Amor que não se sacrifica em favor do próximo, não é amor, é egoísmo e arrogância. O apóstolo João ainda escreveu, em I João, 3: 16-18:
“Conhecemos o amor nisto: que Ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade”.
Portanto, é necessário que amemos também os nossos irmãos, pois quem não ama a seu irmão, é homicida e mentiroso. Não há nele a vida eterna e nem a presença de Deus e do Espírito Santo.
O amor não consiste em apenas amar os irmãos, mas amar também os inimigos. Amar aqueles que nos odeiam. Amar aqueles que nos desprezam e nos maltratam. Amar da mesma forma que Deus nos amou. Precisamos amar incondicionalmente, pois se não aprendermos a amar, não conheceremos e não veremos a Deus.
Alguém pode perguntar: como faço para amar, visto que não consigo?
Uma das respostas está em Romanos, 5:5, que diz:
“Porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”
Se o Espírito Santo de Deus habita em você, você começará a amar e a sentir esse amor, que só Ele pode proporcionar-lhe. É necessário querer amar para que a obra de Deus comece a ser feita em sua vida. Entregue a Ele todos os seus sentimentos e emoções, peça ao Espírito Santo para encher sua vida e verá o amor de Deus brotando em seu coração. Entregue-se a Deus e o deixe operar a verdadeira vida e o verdadeiro amor em seu ser.
Há um hino antigo que diz assim:
“Deixa Jesus encher a tua vida, com seu Espírito e seu amor; Encher teu coração de gozo e louvor; Deixa Jesus cuidar das coisas que te fazem infeliz…”.
Então, sejamos em Cristo pelo seu amor e que aprendamos a amar, pois Jesus disse que seríamos conhecidos por amarmo-nos uns aos outros.
Deixo uma oração de agradecimento e reconhecimento.
“Meu Deus e meu Pai, em Nome do Senhor Jesus Cristo dobro meus joelhos ante sua Santidade. Reconheço que não tenho amado ao meu próximo. Reconheço que meu coração está endurecido e até insensível. Nesta hora, peço perdão por meus pecados e também pelo sentimento ruim de ódio e insensibilidade. Pai! Perdoa-me e purifique-me no poder do sangue de Jesus Cristo. Que o Espírito Santo venha encher a minha vida e fazer-me transbordar em amor. Mude meus olhos, mude meu coração, mude minha vida, Pai! Que seja como Teu Filho Jesus, no amor, no trato, na misericórdia, no perdão. Oro e agradeço-Te, no precioso nome de Jesus. Amém e Amém“.
ÉDER DE MORAES DIAS é Ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso; Casa Civil MT; Secopa MT 2014; MT FOMENTO; Articulação Institucional em Brasília; Ex-Diretor de Portos da Metamat; Ex-secretário de Educação VG; Ex-secretário de Governo VG; Ex-secretário de Fazenda VG; Bacharel em Direito; Gestão Comercial; Gestão de Agronegócios; Pós Graduado em Direito Constitucional; Filosofia e Direitos Humanos; Governança Corporativa; MBA em Contabilidade, Economia e Administração de Empresas; MBA em Psicanálise Clínica, Cursando Procedimentos Gerenciais Tecnólogos, MBA Ciências Políticas e iniciante em TEOLOGIA.
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Como evitar que os fracassos definam nossa identidade?
Autor: Luis Carlos Marques Fonseca* –
A pressão para sermos bem-sucedidos social e economicamente transformou erros e perdas em uma crise de identidade coletiva. Ao observarmos a sociedade atual, percebemos que a angústia de “não atingirmos determinados resultados que desejamos” nasce, em grande parte, da incapacidade de separar nossos resultados de quem essencialmente somos. Por que permitimos que um tropeço se transforme em uma sentença? A resposta, embora complexa, reside na forma como construímos nossa identidade, pois a chave para a liberdade não é a ausência de tropeços, mas a prática consciente da não identificação com as nossas conquistas e fracassos.
A sociedade contemporânea nos empurra para uma fusão perigosa entre o “fazer ou ter” e o “ser”. Se um projeto colapsa, a pessoa se sente inferior; se um papel social se desfaz, ela sente que perdeu a “razão de viver”. No entanto, precisamos resgatar a perspectiva do ator e do personagem. O seu “Eu Real” é o ator; as circunstâncias da vida — o emprego, os sucessos, as posses, as relações sociais, as crises — são apenas papéis no palco. O ator se entrega ao papel com intensidade e responsabilidade, mas ele nunca esquece que, ao fechar das cortinas, sua essência permanece intacta, independentemente de o personagem ter triunfado, fracassado ou perecido.
Para evitar que uma fissura se torne um trauma limitante, é preciso aprender a extrair a essência da experiência, e tornar-se mais consciente de si mesmo. Quando erramos, temos dois caminhos: carregar a dor do “erro” como um trauma que limitará futuras ações ou aprender com ele, tornando-se mais aptos a integrar conscientemente novas situações mais complexas de vida. O fracasso só define a identidade daquele que não é capaz de aprender com os próprios deslizes. Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, temos a possibilidade de correção, paramos de culpar a nós mesmo, aos demais ou ao destino e retomamos as rédeas do nosso caminho, de sermos cada vez mais conscientes.
Viver sem apego excessivo aos resultados não significa agir com indiferença, mas sim aproveitar com plenitude cada momento presente. O “Eu Artificial” adora habitar o passado, remoendo mágoas e falhas antigas para justificar o medo do futuro e a responsabilidade de ser o dono do próprio destino. Estar inteiro no agora, fazendo uso de toda experiência acumulada, é a única forma de impedir que a memória negativa e o apego às nossas conquistas e fracassos passados ditem nossos próximos passos.
As conquistas e fracassos, portanto, devem ser vistos como oportunidades de aprendizado. São experiências necessárias para o despertar das virtudes próprias de nossa verdadeira identidade: a Vontade, a Intuição e a Inteligência. Quando deixamos de rejeitar a queda e passamos a observar o que ela nos ensina, a identidade deixa de ser um castelo de cartas vulnerável ao vento das circunstâncias e se torna uma estrutura sólida, forjada na experiência e na sabedoria de quem se identifica com algo em si mesmo que está além de qualquer resultado passageiro.
Não somos o que nos acontece; somos seres conscientes que decidem o que fazer com aquilo que acontece. O palco pode mudar, mas o ator, se estiver consciente de si, jamais se perde na cena.
*Luis Carlos Marques Fonseca é diretor-presidente da Nova Acrópole Brasil Norte e autor do livro Filosofia: O caminho da liberdade (Hanoi Editora).
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