Search
Close this search box.

Artigos

Drº Rosário Casalenuovo: – Escola sem partido

Publicados

em

 

                                     Escola sem partido

Por: Drº Rosário Casalenuovo

Escola sem partido?

Escola com um partido apenas (sempre esquerda)?

Ou escola livre e neutra com todos os partidos?

Qual você quer para seu filho estudar?

Está acontecendo uma guerra na qual as armas são a palavra e os conceitos. Será votado um projeto de lei que visa limitar o comportamento dos professores e das escolas, ao abordar temas ligados a conceitos políticos. De um lado, a direita conservadora entende que os professores aliciam os alunos para se encantarem pela filosofia da esquerda, que é socialista, comunista e anticapitalista. No outro extremo, estão os professores e parte da sociedade, que classificam a atitude como uma mordaça, o bloqueio da liberdade de expressão, uma atitude que vem da ditadura militar , tipo AI5. Lembra-se do movimento proibido proibir?

A humanidade transita em um pêndulo que se movimenta da esquerda para a direita, sendo que ele somente retorna quando chega ao extremo e todos os movimentos que foram feitos para empurrar o pêndulo para um lado agora caem por terra, e os incomodados criam novos protestos para mover esse cordão para o lado oposto. Então a musica do Caetano VelosoProibido Proibir” está demodê, fora de moda, ultrapassada, considerando que estamos com a bola de ferro que se balança no espaço e no tempo, foi para o extremo do socialismo liberal, parou e agora esta voltando lentamente e se movendo no sentido da direita conservadora. A arte sempre caminhou assim, recordam dos movimentos literários? Sempre um se opondo ao outro e a vida segue a arte sempre.

Há coisas novas na parada. Outras gerações que nasceram com tanta liberdade que hoje a educação não é mais educação e sim um relacionamento horizontal (onde todos mandam igual e obedece ninguém ou quem quer). Dá para entender isso? Se entendeu, me explique. Hoje, uma geração de filhos “perdidos”, sempre ouvi isso, meus avós falavam dos meus pais, e meus pais de nós. Mas diante de tanta bagunça, os filhos de hoje estão mais “caretas” que os pais. Pelo menos os meus são. Os espíritas falam que a geração dos pais é de intelectuais, e os filhos índigos trazem os conceitos morais. Achei perfeito isso.

O Brasil hoje pede ordem. Então vamos colocar ordem nessa confusão! Qual alternativa você escolheu nos temas acima? A escola sem partido? Escola com apenas um partido (o de esquerda) ou a escola livre e neutra com todos os partidos?

Acredito que seja a última, para que o aluno conheça todos os partidos e a política com o jeitão que ela tem no Brasil. Escola é para dar informação e não induzir ao convencimento, à unanimidade, que é sempre burra.

Fui professor durante 30 anos e acho um desperdício o aluno sair pensando como eu penso. Gosto de dar subsídios para que novas ideias e conceitos surjam. A divergência é minha amiga, só me faz bem, me força a crescer. Se eu tenho uma ideia e alguém me traz outra contrária, vamos juntar as duas e formar a terceira. Não é maravilhoso?

Então se os gritos forem por uma escola de apenas um partido (esquerda, nunca vi de direita), isso é uma mordaça aos estudantes, é um bloqueio de informações, uma censura como em uma ditadura, que por sinal acontece em todos os países comunistas, como Cuba, Coréia do Norte, Venezuela. Esses países controlam a imprensa, existe somente um partido que é o vermelho. Não se pode ter nenhum oponente.

Temos uma jovem democracia, não gostamos da ditadura, mas pela história como o Betinho que fala em um vídeo que passa todos os dias na Globo News, “existe uma maneira de contar a história e uma maneira de fazer a história”, acredito que quando os militares tomaram o poder e formaram uma ditadura capitalista, os comunistas estariam prontos para tomar o poder também e formar uma ditadura comunista, como em Cuba e União Soviética, não escaparíamos da repressão. Mas já passou e agora temos sempre um medinho que os partidos dos extremos possam trazer de volta a dita ditadura.

Ensinar é muito prazeroso, levar a luz para as crianças e jovens, várias formas de pensar, e colocar com o zelo de não ter tendências, de não influenciar nas conclusões, mas sim estimular a tira-las por si só. O filosofo espiritualista Osho disse: “as crianças só deveriam ter um influência sobre as doutrinas religiosas após os 13 anos de idade, para depois escolher a religião que lhe tocar. O que eu ensinava em uma aula, ou até mesmo em um curso de 3 anos, era muito pouco para a vida prática. Colocar em dúvida o quanto não sei e o que tenho para buscar e aprender é o que dá sentido à ciência. Ensinar a buscar a ser aprendiz sempre.

Agora, uma discussão sobre esse tema, que pode definir um novo posicionamento do professor durante as aulas, deve ser bem entendida para que os pais possam escolher o que será aplicado para conduzir o modo de pensar dos futuros trabalhadores brasileiros e, principalmente, os futuros eleitores que escolherão o regime político deste país.

Drº Rosário Casalenuovo Júnior, é Diretor Clínico do Instituto Machado de Odontologia – Brasília (DF), São Paulo (SP) e Cuiabá (MT); Co-autor do livro Cirurgia Ortognática e Ortodôntica; Presidente da ABOR-MT (Associação Brasileira de Ortodontia – SEC.MT); Membro da Academia Libero-Latino-Americana de Disfunção Crâneo-mandibular e Dolor Facial; Membro da Academia Libero Latino Americana de Estética Médica e Interdisciplinar. Especialista em: Ortondontia (Bioprogressiva e Arco reto); Ortopedia Funcional dos Maxilares Dor Orofacial e Disfunção de ATM; Formação no Conceito Castillo Morales de Reabilitação; Autor do Conceito Arquitetura da Face; Autor do Conceito Ortodontia Funcional e Estética. Email: [email protected]

Leia Também:  Dia das Florestas: vale a pena derrubar árvores?

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Artigos

Como evitar que os fracassos definam nossa identidade?

Publicados

em

Autor: Luis Carlos Marques Fonseca*

A pressão para sermos bem-sucedidos social e economicamente transformou erros e perdas em uma crise de identidade coletiva. Ao observarmos a sociedade atual, percebemos que a angústia de “não atingirmos determinados resultados que desejamos” nasce, em grande parte, da incapacidade de separar nossos resultados de quem essencialmente somos. Por que permitimos que um tropeço se transforme em uma sentença? A resposta, embora complexa, reside na forma como construímos nossa identidade, pois a chave para a liberdade não é a ausência de tropeços, mas a prática consciente da não identificação com as nossas conquistas e fracassos.

A sociedade contemporânea nos empurra para uma fusão perigosa entre o “fazer ou ter” e o “ser”. Se um projeto colapsa, a pessoa se sente inferior; se um papel social se desfaz, ela sente que perdeu a “razão de viver”. No entanto, precisamos resgatar a perspectiva do ator e do personagem. O seu “Eu Real” é o ator; as circunstâncias da vida — o emprego, os sucessos, as posses, as relações sociais, as crises — são apenas papéis no palco. O ator se entrega ao papel com intensidade e responsabilidade, mas ele nunca esquece que, ao fechar das cortinas, sua essência permanece intacta, independentemente de o personagem ter triunfado, fracassado ou perecido.

Para evitar que uma fissura se torne um trauma limitante, é preciso aprender a extrair a essência da experiência, e tornar-se mais consciente de si mesmo. Quando erramos, temos dois caminhos: carregar a dor do “erro” como um trauma que limitará futuras ações ou aprender com ele, tornando-se mais aptos a integrar conscientemente novas situações mais complexas de vida. O fracasso só define a identidade daquele que não é capaz de aprender com os próprios deslizes. Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, temos a possibilidade de correção, paramos de culpar a nós mesmo, aos demais ou ao destino e retomamos as rédeas do nosso caminho, de sermos cada vez mais conscientes.

Viver sem apego excessivo aos resultados não significa agir com indiferença, mas sim aproveitar com plenitude cada momento presente. O “Eu Artificial” adora habitar o passado, remoendo mágoas e falhas antigas para justificar o medo do futuro e a responsabilidade de ser o dono do próprio destino. Estar inteiro no agora, fazendo uso de toda experiência acumulada, é a única forma de impedir que a memória negativa e o apego às nossas conquistas e fracassos passados ditem nossos próximos passos.

As conquistas e fracassos, portanto, devem ser vistos como oportunidades de aprendizado. São experiências necessárias para o despertar das virtudes próprias de nossa verdadeira identidade: a Vontade, a Intuição e a Inteligência. Quando deixamos de rejeitar a queda e passamos a observar o que ela nos ensina, a identidade deixa de ser um castelo de cartas vulnerável ao vento das circunstâncias e se torna uma estrutura sólida, forjada na experiência e na sabedoria de quem se identifica com algo em si mesmo que está além de qualquer resultado passageiro.

Não somos o que nos acontece; somos seres conscientes que decidem o que fazer com aquilo que acontece. O palco pode mudar, mas o ator, se estiver consciente de si, jamais se perde na cena.

*Luis Carlos Marques Fonseca é diretor-presidente da Nova Acrópole Brasil Norte e autor do livro Filosofia: O caminho da liberdade (Hanoi Editora).

Leia Também:  Peça ajuda!
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA