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Dia Mundial da Asma

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Autor: Dr. Clóvis Botelho*

O Dia Mundial da Asma é celebrado sempre na primeira terça-feira do mês de maio e este artigo é uma forma de disseminar informações sobre este tema.

A asma é uma condição crônica das vias respiratórias que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Aqui estão algumas informações essenciais sobre a asma:

Os sintomas típicos da asma incluem dificuldade respiratória, chiado no peito, tosse e aperto no peito. Esses sintomas podem variar em intensidade e frequência de pessoa para pessoa e podem ser desencadeados por diferentes fatores.

A asma é causada pela inflamação e estreitamento das vias respiratórias, o que dificulta o fluxo de ar para os pulmões. Os fatores que desencadeiam a inflamação das vias respiratórias e os sintomas da asma podem incluir alérgenos (como pólen, ácaros e pêlos de animais), irritantes no ar (como fumaça de cigarro, poluição do ar e produtos químicos), infecções respiratórias, exercício físico, mudanças climáticas e estresse emocional.

Quanto ao diagnóstico da asma, geralmente envolve uma combinação de história clínica detalhada, exame físico, testes de função pulmonar (como espirometria) e avaliação dos sintomas. É importante descartar outras condições que possam causar sintomas semelhantes, como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e insuficiência cardíaca.

O tratamento visa controlar os sintomas, reduzir a inflamação das vias respiratórias e prevenir crises de asma. Isso geralmente envolve o uso de medicamentos, como broncodilatadores (para aliviar a falta de ar aguda) e corticosteróides inalados (para reduzir a inflamação das vias respiratórias a longo prazo). Além disso, é importante identificar e evitar os gatilhos da asma sempre que possível.

Além do tratamento medicamentoso, a gestão eficaz da asma inclui a educação do paciente sobre sua condição, o desenvolvimento de um plano de ação para crises de asma, o monitoramento regular dos sintomas e a consulta médica periódica para ajustar o tratamento conforme necessário.

Embora a asma não possa ser completamente prevenida, existem medidas que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvê-la ou de piorar os sintomas em pessoas que já têm a condição. Isso inclui evitar a exposição a alérgenos e irritantes conhecidos, manter um estilo de vida saudável, evitar o tabagismo e manter as vacinas contra a gripe e pneumonia em dia.

Por ser uma condição crônica, a asma que requer cuidados contínuos e uma abordagem multidisciplinar para garantir o controle adequado dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida do paciente. Se você suspeita que tem asma ou está lutando para controlar seus sintomas, é importante consultar um especialista para avaliação e tratamento adequados.

*Dr. Clóvis Botelho é especialista em Pneumologia em Mato Grosso e professor universitário.

@drclovisbotelho

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Artigos

Na era da IA, o diferencial será humano

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Autora: Silmara Casadei*

Transformações tecnológicas sempre alteraram a forma como trabalhamos. A diferença é que, desta vez, estamos diante de sistemas capazes de produzir textos, imagens, análises e respostas em poucos segundos. Isso provoca uma sensação inédita de concorrência com algo que se aproxima de processos antes considerados exclusivamente humanos.

A discussão sobre inteligência artificial costuma girar em torno das profissões que desaparecerão e das novas exigências do mercado de trabalho. Embora esse debate seja importante, ele deixa em segundo plano quais capacidades humanas precisarão ser fortalecidas desde a infância para que as próximas gerações possam viver de forma autônoma em um mundo cada vez mais mediado por sistemas inteligentes.

Curiosamente, à medida que as máquinas se tornam mais eficientes, características antes consideradas subjetivas passam a ganhar valor estratégico. Pensamento crítico, criatividade, flexibilidade cognitiva, capacidade de colaboração e inteligência socioemocional deixaram de ser apenas habilidades desejáveis e tornaram-se competências essenciais.

Isso ajuda a explicar um dado interessante: embora sejam os principais usuários dessas ferramentas, 66% dos jovens afirmam não confiar totalmente nas respostas geradas pela inteligência artificial (Ipsos, 2026). Mesmo entre aqueles que cresceram cercados pela tecnologia, permanece a percepção de que informação não é sinônimo de discernimento.

Discernimento não nasce do acúmulo de respostas prontas, porque ele se desenvolve por meio da experiência, da reflexão, do contato com diferentes perspectivas e da capacidade de duvidar antes de chegar a conclusões. Trata-se de um processo que envolve maturação intelectual e emocional, algo que não pode ser terceirizado a uma ferramenta.

Por essa razão, preparar crianças para o futuro não significa expô-las cada vez mais cedo às telas ou treiná-las para competir com algoritmos. Significa ajudá-las a desenvolver aquilo que os algoritmos não conseguem reproduzir. A criatividade, por exemplo, não surge apenas da produção de ideias. Ela depende de repertório, imaginação, experimentação e contato com situações reais.

Sob a perspectiva do desenvolvimento emocional, existe ainda outro desafio. Crianças que crescem recebendo respostas instantâneas podem ter menos oportunidades de exercitar a espera e a elaboração do pensamento. A educação do futuro tem menos relação com o domínio das tecnologias e mais com a preservação de experiências humanas que favorecem a autonomia. Quanto mais avançados forem esses sistemas, mais necessário será formar pessoas capazes de construir critérios próprios diante de respostas vazias tão acessíveis.

Nenhuma sociedade se sustenta apenas por velocidade ou acesso à informação. Ela depende também da responsabilidade em projetar futuros possíveis. São essas dimensões que conferem sentido ao conhecimento e que tornam a educação ainda mais decisiva em tempos de transformação tecnológica

*Silmara Casadei é doutora em Educação, psicanalista e autora de O Pequeno Mundo Criativo.

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