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Clube de Mulheres de Negócios e as tendências para 2023 

Publicados

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Autora: Kátia Arruda

Estar atento às tendências de mercado é fundamental para alcançar novas oportunidades de negócios. Para 2023, especialistas destacam áreas relacionadas a contextos tecnológicos, consciência ambiental e social, saúde, delivery, infoprodutos e clubes. 

Apesar do cenário macroeconômico um pouco incerto, mantenha-se firme, pois o empreendedorismo segue em alta, sobretudo no Brasil, onde 86 milhões de cidadãos são beneficiados pela atividade dos pequenos negócios, isso equivale a 40% da população. 

Nacionalmente, os pequenos negócios representam 99% das empresas e respondem por 63,9% dos empregos formais, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados em junho de 2022.

Em Mato Grosso, são mais 324 mil pequenos negócios, dos quais 54% são microempreendedores individuais (MEI); 39%, pequenas empresas (EP); e 9% microempresas (ME). Somos um motor de geração de emprego e renda, produzindo 8 vezes mais empregos do que as médias e grandes empresas.

No entanto, para que o sonho se perpetue ao longo do tempo, é fundamental investir em algumas áreas como gestão de negócios, liderança, planejamento, finanças, marketing digital, inteligência emocional e networking. Assim surgiu o Clube de Mulheres Potência, da necessidade de fazer “negócios”, gerar conexões, parcerias e vendas.

A iniciativa requer apenas uma ajuda de custo inicial, já que o objetivo do Clube é construir uma rede de empreendedoras em Mato Grosso que se apoia mutuamente, além de estimular a conexão de outras mulheres com as mesmas dores e dificuldades. Vamos conseguir superar juntas antigos desafios por meio da troca de experiências durante os encontros (on-line e presencial)! 

Networking não é uma palavra do vocabulário corporativo feminino. Conforme a Forbes Mulher, a segunda jornada costuma tirar as mulheres de happy hours, jantares ou atividades nos fins de semana. Por causa dessa dificuldade de conciliar agendas, algumas líderes perceberam que uma boa maneira de conectar profissionais seria começando com pequenos grupos para se reunirem on-line.⁠ Nacionalmente temos a Rede Mulher Empreendedora (@redemulherempreendedora) que foi fundado por Ana Fontes (@anafontesbr), por exemplo.

É importante destacar que ao longo de 2023 essa rede de mulheres aqui de Mato Grosso estará junta em dois importantes eventos, no primeiro e segundo semestre, que é o carro-chefe do meu trabalho, o Encontro de Mulheres de Negócios, que vem se consolidar em sua sexta e sétima edição, gerando conhecimento e uma vitrine de negócios para empreendedoras de todo estado que desejam construir uma carreira de sucesso.

Talvez você esteja adiando o sonho de empreender por inúmeras razões e medos. Por isso vou recorrer à voz de duas importantes mulheres, a primeira delas é a estilista francesa Coco Chanel, que revolucionou a forma da mulher se vestir e se comportar na sociedade do século 20. Ela ensinava que ninguém pode viver com horizontes tão estreitos“. 

Já a empresária brasileira Luiza Trajano, fonte de inspiração para todas nós, frequentemente diz em suas entrevistas que “a gente tem mania de pensar pobre e traçar coisas pequenas. E pobreza atrai pobreza. Tenha metas ousadas. Vamos juntas criar novas oportunidades em 2023?

*Kátia Arruda, palestrante, escritora e mentora de mulheres, Administradora, Mestre em Gestão de Pessoas, especialista em Comportamento Humano nas Organizações e Especialista em Direito Administrativo e Gestão da Qualidade.

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Artigos

O que pode estar por trás dos bloqueios emocionais

Publicados

em

Autora: Adriana Braz de Oliveira*

Você já sentiu uma tristeza que não sabia explicar? Uma angústia que parecia não ter origem? Ou talvez um padrão que se repete na sua vida, nos relacionamentos, no trabalho, nas escolhas, e que, por mais que você tente mudar, insiste em aparecer? Pois bem, pode ser que essa história tenha começado muito antes de você.

Partimos de uma premissa simples, mas profunda: não somos ilhas. Somos o resultado de tudo aquilo que vivemos, sim, mas também do que as gerações antes de nós viveram e não conseguiram elaborar completamente. Lutos que não foram chorados, segredos que ficaram guardados, pessoas que foram excluídas da família, traumas que ficaram sem amparo. Tudo isso não desaparece com o tempo, mas circula, de forma silenciosa, dentro do sistema familiar — e pode aparecer na vida dos descendentes como ansiedade sem nome, bloqueios inexplicáveis ou relacionamentos que nunca fluem.

Não se trata de culpar os nossos ancestrais. Muito pelo contrário. Trata-se de compreender que o que sentimos nem sempre começou em nós. E que ao trazer luz para essas dinâmicas, deixamos de repetir automaticamente e passamos a ter escolha.

Podemos pensar, por exemplo, no impacto da ausência paterna na vida de uma pessoa. E aqui é importante entender que ausência não significa apenas não estar presente fisicamente. Um pai pode estar em casa todos os dias e, ainda assim, ser emocionalmente distante, indisponível, desconectado.

Quando a paternidade não vem acompanhada de vínculo real, isso deixa marcas. O filho pode crescer com dificuldade de se sentir pertencente ao mundo, de confiar em si mesmo, de se realizar profissionalmente ou de construir relacionamentos saudáveis. Muitas vezes, passa a vida tentando preencher esse vazio em outros lugares: em parceiros, em conquistas, na busca por aprovação.

No entanto, a ideia não é forçar uma reconciliação artificial com esse pai. Mas algo ainda mais transformador: dar um lugar interno a essa figura, com todas as suas limitações humanas, para que o filho possa, finalmente, seguir em frente sem carregar esse peso. E é justamente aqui que surge um dos maiores equívocos sobre o processo de transformação: a crença de que, para se libertar, é preciso cortar os vínculos com o passado. Que para ser livre, é necessário esquecer, romper, rejeitar.

Quando tentamos fugir da nossa história com raiva ou repúdio, continuamos presos a ela, só que de outro jeito. A rejeição também é uma forma de emaranhamento. E a repetição continua, muitas vezes com polaridade invertida. A verdadeira liberdade começa quando paramos de fugir e passamos a olhar. Quando nos permitimos ver nossa origem como ela realmente foi, sem idealizações e sem condenações. Quando conseguimos dizer internamente: “você é meu pai, você é minha mãe, e eu recebo a vida que vocês me deram.” Não porque o passado foi perfeito, mas porque ele foi real. E porque, ao aceitá-lo, abrimos espaço para que a vida possa, finalmente, fluir.

Diferenciar-se não é apagar de onde viemos. É honrar as raízes com consciência, deixar com cada um o peso que lhe pertence, e assumir com coragem e leveza o próprio lugar no mundo. Esse é o caminho proposto: não o de quem foge, mas o de quem integra, escolhe e segue.

*Adriana Braz de Oliveira é psicóloga, doutora em Psicologia da Saúde, especialista em Psicologia Transpessoal e autora do livro PsiConstelação.

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