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Benedito Figueiredo Junior: – As técnicas mais usadas em preenchimento labial
As técnicas mais usadas em preenchimento labial
Por: Benedito Figueiredo Junior –
Muitas mulheres almejam ter os lábios carnudos estilo Angelina Jolie e optam em fazer um preenchimento labial que é uma técnica que consiste em aplicar através de uma seringa, produtos preenchedores como ácido hialurônico ou gordura que podem durar de 6 meses a 1 ano.
No caso do ácido hialurônico é recomendado que seja feito aos poucos até que você veja se ficou a contento. É melhor voltar ao consultório mais vezes para retoque do que ter que ficar insatisfeita e ter que esperar ele ser absorvido em 6 meses para poder retocar. Por isso é importante conversar com o profissional que está aplicando para ver a simetria do seu rosto e não ficar com um lábio desproporcional ou efeito ‘boca de pato‘.
Já no caso do preenchimento com gordura, é usada a do próprio corpo, que é retirada de alguma parte do corpo como, por exemplo, do culote ou do joelho (face interna) que são locais onde a gordura é mais consistente. Contudo, é muito importante que a cliente esteja ciente que a gordura usada nesse preenchimento é uma gordura enxertada, que está viva, e por isso ela poderá aumentar conforme a pessoa ganhe peso.
E há ainda o preenchimento com PMMA que é definitivo e já foi muito usado, mas como tem microesferas de acrílico, pode dar uma reação inflamatória crônica, deixando a região sempre vermelha e inflamada. Em alguns casos dependendo do grau da reação, é necessário retirá-lo em cirurgia, por isso não é mais recomendado.
Seja qual for o procedimento, sempre procure um profissional qualificado e as chances de satisfação serão maiores, visto que ele sempre saberá te orientar com análise em seu biótipo. Não se aventure com profissionais não certificados ou com preenchedores que não recomendados e seguros. Lembre-se acima da estética está sempre a sua saúde.
Benedito Figueiredo Junior é cirurgião plástico na Angiodermoplastic. CRM 4385 e RQE 1266. Email: [email protected]
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Como a redução da jornada e escala de trabalho pode pesar no bolso do cidadão
Autor: Jorge Gonçalves Filho* –
Enquanto os debates em torno da PEC 221/2019, que propõe a redução da jornada e escala de trabalho, concentram-se fortemente nas reações do varejo, da indústria e de suas grandes associações patronais, um impacto profundo e silencioso ameaça o cotidiano da população. Para além das grandes linhas de montagem, há uma vasta cadeia de prestação de serviços essenciais que sentirá o golpe de forma imediata, transferindo o custo diretamente para o bolso do cidadão comum.
O setor condominial é um dos termômetros mais claros desse cenário. De acordo com dados do mais recente Censo Condominial 2025/2026, o Brasil conta com cerca de 327 mil condomínios, que servem de lar para, aproximadamente, 39 milhões de moradores. Dentro dessa estrutura, a mão de obra, composta por vigilantes, porteiros, profissionais de limpeza e zeladores, representa a maior fatia das despesas ordinárias, alcançando cerca de 70% dos custos totais de manutenção.
Estudos setoriais indicam que a adaptação da escala de trabalho às novas exigências da PEC gerará um incremento de 20% a 23% no custo da mão de obra. O reflexo dessa conta é matemático e inevitável: estima-se um aumento médio de 14% na taxa de condomínio.
O impacto social da medida é que para uma parcela significativa dos 39 milhões de residentes, muitos dos quais já enfrentam o endividamento e a perda do poder de compra, esse reajuste pode ser o gatilho para a inadimplência, inviabilizando o pagamento dos boletos mensais de condomínio e desestabilizando a saúde financeira das comunidades.
O governo não poderá dizer que não haverá aumento do custo de vida, incluindo os serviços públicos, os quais, quem paga, são os contribuintes. O texto da proposta deixa explícito o seu alcance sobre os serviços públicos. Conforme estabelece o artigo 9º da PEC: nos contratos celebrados pela administração pública direta e indireta, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, vigentes na data de publicação desta Emenda Constitucional e cuja execução envolva emprego direto de mão de obra, as disposições relativas à redução da duração do trabalho normal serão aplicadas após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro.
Na prática a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro significa uma única coisa: as empresas terceirizadas que prestam serviços públicos para condomínios, hospitais, escolas, segurança e órgãos públicos repassarão o custo do aumento da mão de obra. Quem pagará a conta?
Como o Estado não gera riqueza própria, o fechamento dessa conta se dará por duas vias conhecidas: a piora na qualidade dos serviços prestados ou o aumento da carga tributária. No fim, o contribuinte é quem pagará uma conta para a qual não foi consultado, evidenciando que a reforma, se aprovada sem amortecedores econômicos, cobrará um preço alto de toda a sociedade. E o povo precisa saber disto.
*Jorge Gonçalves Filho – Presidente do IDV – Instituto para Desenvolvimento do Varejo
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