artigo
A paixão inconveniente
Autor: Francisney Liberato –
Assim nós temos essa grande multidão de testemunhas ao nosso redor. Portanto, deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que se agarra firmemente em nós e continuemos a correr, sem desanimar, a corrida marcada para nós. Hebreus 12:1
Conhece aquele casal que vive como se o mundo fosse acabar? Ficam juntos 24 horas mental ou pessoalmente. Quem sabe você já foi assim um dia, ou ainda é.
Passa o tempo e aquele encanto ainda continua, só que agora o homem se torna uma pessoa possessiva e ciumenta. Vive monitorando e observando a namorada em todos os momentos, como se quisesse controlar a vida dela.
Na vida daquele homem não existe nada e ninguém para alertá-lo sobre a situação na qual se encontra. Ele está preso em outra dimensão, e não são os pais, os amigos e os familiares que o fazem pensar de forma diferente. Nada muda, pois está fissurado naquela menina. O namorado não quer mudar.
Por outro lado, a menina está se sentindo sufocada tendo a sua vida limitada e sem liberdade. Todavia, está muito apaixonada ou simplesmente é dependente emocional do namorado, mas ainda não tem ciência do fato. Ela não consegue se desgarrar das mãos daquele jovem. Ela quer mudar, ser uma nova mulher, quer desviar o foco e passar a estudar mais, estar presente na companhia dos familiares e amigos, pretende buscar um emprego e novos horizontes, enfim.
Ela tenta mudar, tenta desistir do jovem, deseja ter uma nova vida. Ela não quer mais ser controlada por ninguém, mas a paixão ou a dependência emocional é mais forte que ela. Ela não possui forças suficientes para reorganizar a sua vida, pois está emocionalmente “presa” em um relacionamento abusivo.
O conselho de Hebreus diz: “o pecado que se agarra firmemente em nós”. O pecado nada mais é que a transgressão da lei. É não observar e não cumprir os princípios da vida estipulados por Deus. A sua ação (ou omissão) tem o intento de querer fazer a vontade do próprio “eu” e não de obedecer aos desígnios do Pai Celestial.
O pecado está disposto a ficar diuturnamente acompanhando a sua vida, esperando que você tropece, para depois te acusar e humilhar. Muitas vezes você não quer o pecado, mas ele é persistente e quer agarrar e amarrar você, firmemente, de todas as formas.
O não agir e a falta de atitude já demonstram uma fragilidade e permitem, mesmo que indiretamente, que o pecado corrompa o nosso ser.
Na história imaginada, que também representa muito das nossas vidas e dos nossos relacionamentos, o namorado representa o pecado, e a namorada, o ser humano.
A namorada cedeu ao encanto do namorado e vive com ele um relacionamento abusivo, pois ele sempre vai se apresentar como um ser bom, educado, feliz, companheiro, apaixonado, mas com o tempo demonstrará a sua verdadeira face. A namorada deu brechas e se apaixonou pelo namorado, consequentemente, o vínculo foi criado.
Paixão inconveniente, por quê? A partir do momento em que você se encontra nas garras do pecado, dificilmente consegue sair. Vive aprisionado. Mesmo querendo buscar novas perspectivas de vida, não tem forças para quebrar esse vínculo, pois o pecado é uma armadilha, e temos dificuldades de nos desvencilharmos dele.
O pior de tudo isso, sabendo que o pecado, o “namorado”, não vai largar de nós, ainda assim, vacilamos e permitimos que ele entre em nossas vidas. Assim, a paixão inconveniente instala-se em nosso DNA.
Enfim, devemos nos atentar para que possamos deixar tudo para trás e buscar um “novo namorado”, pois o atual nos aprisiona e machuca o nosso ser. Por Deus nos tratar como únicos, Ele quer e pode ser o nosso novo namorado, e assim dar a nós uma vida com propósitos voltados para o bem e livres do pecado. Aquela paixão inconveniente já não mais existirá. O vínculo foi quebrado por aquele que tudo pode.
Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT).
Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos”.
Artigos
Valores de casa: o verdadeiro endereço da vida
Autora: Soraya Medeiros* –
Há um endereço que permanece em nós muito depois da partida. Não é o CEP registrado em documentos, nem o bairro onde crescemos. É um endereço invisível — formado pelos valores que recebemos no lar. Quando sólidos, eles nos acompanham por toda a vida, orientando escolhas, moldando atitudes e sustentando quem nos tornamos.
Em tempos marcados pela pressa e pela busca de resultados imediatos, essa verdade parece esquecida: o verdadeiro endereço do ser humano não é geográfico, é ético. Mudamos de cidade, de país, de profissão e de relações. Vivemos o reconhecimento e também a rejeição. Ainda assim, nas diferentes fases da vida — nas conquistas ou nas dificuldades — são os valores aprendidos em casa que nos orientam. Honestidade, respeito, trabalho e empatia deixam de ser apenas palavras e se tornam referências internas.
Como destaca o psicólogo e educador Rossandro Klinjey, os valores não se herdam, mas se constroem pelo exemplo e pela convivência. O lar, portanto, é mais do que um espaço físico: é a primeira escola da alma. É ali que se formam as bases que, mais tarde, sustentarão decisões, relações e caminhos inteiros.
Por isso, os conselhos daqueles que vieram antes merecem atenção. Pais, avós, tios e mestres carregam experiências que ainda nem sabemos nomear. Suas trajetórias são tecidas de erros, acertos, quedas e recomeços. E, muitas vezes, na simplicidade de suas palavras, está a profundidade de quem já enfrentou a vida em sua forma mais real.
Ainda assim, vivemos uma época em que o conselho é frequentemente ignorado. O excesso de informações faz com que muitos confundam opinião com sabedoria. A pressa leva outros a tratar a experiência como algo ultrapassado. Esquecemos que a maturidade não surge por acaso — ela é construída ao longo do tempo, também por meio das dificuldades. Por isso, é essencial saber ouvir: não apenas quem nos agrada, mas principalmente quem nos orienta com verdade. É no silêncio dessa escuta que a nossa consistência se consolida.
E é nesse ponto que surge uma reflexão sobre a felicidade. Não a felicidade passageira das conquistas materiais ou do reconhecimento público, mas aquela que resiste ao tempo. A felicidade de quem, ao final do dia, consegue olhar para si e reconhecer alguém que permaneceu fiel aos próprios princípios.
Porque, no fim, o sucesso é instável. O fracasso é passageiro. Mas os valores que criam raízes na alma permanecem. São eles o único endereço que nunca deixamos.
*Soraya Medeiros é jornalista.
-
Política6 dias atrásA consolidação da “Aliança PL/MDB” no comando do PRD em Mato Grosso
-
Destaques7 dias atrásMST ocupa sede do Incra em Mato Grosso
-
Política6 dias atrásPaula Calil e o desafio da reeleição sob impasse regimental
-
Política6 dias atrásA consolidação da “Nova Mesa Diretora” em Várzea Grande
-
Política5 dias atrásDisputa pela presidência do Legislativo cuiabano mobiliza alianças e reformas regimentais
-
Política7 dias atrásJustiça suspende eleição na Câmara Municipal de Várzea Grande
-
Artigos6 dias atrásCPMI DO BANCO MASTER JÁ!
-
Política6 dias atrásTRE/MT rejeita cassação de Moretti e reforça limites da Justiça Eleitoral em Casos de Fake News



