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APOIO DECISIVO DE DEPUTADO MATO-GROSSENSE

Votação relâmpago revogou a criação do Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado

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O combate ao crime organizado passa pelo bloqueio do tráfico de drogas e pela descapitalização das facções. Em uma votação relâmpago, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, dominada por parlamentares bolsonaristas, aprovou nesta quarta-feira (15) um projeto que revoga a criação do Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado, grupo técnico do Ministério da Justiça voltado ao monitoramento e enfrentamento de facções criminosas.

A proposta, apresentada pelo deputado Marcos Pollon (PL/MS), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi aprovada de forma simbólica, sem contagem de votos e sem debate. Segundo informações do Estadão, o texto recebeu parecer favorável do relator Coronel Assis (UB), também integrante da base bolsonarista.

Criado no início do ano por portaria do Ministério da Justiça, o núcleo reúne órgãos como a Polícia Federal, a Secretaria Nacional de Segurança Pública e a Secretaria Nacional sobre Drogas. O objetivo é centralizar informações sobre a atuação de organizações criminosas e coordenar ações integradas entre União, Estados e Municípios.

Jonildo de José Assis, mais conhecido como Coronel Assis, deputado federal pelo União Brasil (UB) foi decisivo para que o bolsonarismo enterrasse o núcleo do Governo Federal de combate ao crime organizado no país. Relator na Comissão de Segurança Pública na Câmara dos Deputados, o parlamentar Mato-grossense articulou a aprovação de um Projeto de Decreto Legislativo que barra a medida proposta pelo Governo Lula (PT). O PDL foi apresentado pelo deputado Marcos Pollon (PL/MS), que, como Assis, faz parte da extrema-direita bolsonarista no Congresso Nacional.

A portaria do Ministério da Justiça, publicada no começo deste ano, inclui no colegiado os órgãos ligados à pasta. Como, por exemplo, a Polícia Federal, Secretaria Nacional de Segurança Pública e Secretaria Nacional sobre Drogas. O deputado Molon, ao apresentar seu projeto, alegou que a portaria “deveria ser mais ampla” e contar também com outros entes, como Forças Armadas e Polícia Penal.

Em sessão na quinta-feira (16), o relator, Coronel Assis, pediu a aprovação do texto do colega, o que aconteceu em poucos segundos, em uma aprovação simbólica.

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O deputado Coronel Assis deve trocar o União Brasil (UB), pelo Partido Liberal (PL), em Mato Grosso, e tentar a reeleição. Suas posições sempre foram em defesa do bolsonarismo, em especial, de Jair Bolsonaro (P), condenado por tentativa de golpe de Estado.

Ex-comandante da Polícia Militar, o oficial da reserva se elegeu à Câmara Federal com bandeiras caras ao bolsonarismo, como a defesa do armamento da população civil. Na campanha no Estado, o Coronel Assis também defendeu interesses dos Colecionadores, Atiradores desportivos ou Caçadores (CACs), que, na gestão de Jair Bolsonaro, obtiveram facilidades para comprar armas no país.

Em 2023, Assis integrou, como suplente, a CPI do MST que apuraria crimes cometidos no campo. Ele era um dos sete integrantes que receberam doações de campanha de acusados de praticar delitos agrários e infrações ao meio ambiente.

Levantamento de O Globo, em 2022, revelou que a campanha do Coronel recebeu R$ 80 mil do minerador e madeireiro Edmar de Queiroz, investigado pela PF por suposta participação em um esquema de comercialização ilegal de ouro. Outra empresa de Queiroz, a Madeplacas, chegou a ser interditada em 2005 por suspeita de contrabando de madeira ilegal da Amazônia.

Outro doador de Assis com problemas é Dambros Sbizero, que chegou a ser detido em 2019 pela suspeita de participação em esquema de fraude no sistema na criação de créditos florestais.

Deu no Estadão

Confira a íntegra de reportagem sobre o assunto:

Bolsonaristas avançam para enterrar núcleo do governo Lula de combate ao crime organizado

A Comissão de Segurança Pública da Câmara, dominada por bolsonaristas, aprovou nesta semana uma proposta que enterra o Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado, comitê do Ministério da Justiça criado para mapear e enfrentar facções criminosas.

A aprovação, que demorou poucos segundos, aconteceu na última quarta-feira, 15. No último mês, operações policiais têm revelado o avanço do PCC em vários Estados, em diversos setores da economia.

A portaria do Ministério da Justiça, publicada no início do ano, inclui no colegiado os órgãos ligados à pasta, a exemplo da Polícia Federal, Secretaria Nacional de Segurança Pública e Secretaria Nacional sobre Drogas, por exemplo. Entre os objetivos do núcleo estão “mapear e organizar informações sobre a atuação de organizações criminosas” e apoiar Estados e municípios na “execução de políticas públicas voltadas ao enfrentamento estratégico de organizações criminosas”.

O projeto de decreto legislativo foi apresentado pelo deputado bolsonarista Marcos Pollon (PL/MS). Ele argumenta que a portaria do Ministério da Justiça deveria ser mais ampla e contar também com outros entes, como Forças Armadas e Polícia Penal.

Pollon citou uma “doutrina” do senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Lava Jato, para defender que “apenas a colaboração interinstitucional poderá permitir a vitória no enfrentamento de facções criminosas”.

O relator, o aliado Coronel Assis (União-MT), pediu a aprovação do texto, o que aconteceu em poucos segundos, em uma aprovação simbólica. Nessa modalidade, os parlamentares só precisam ficar em silêncio para votar a favor de uma proposta. 

No dia seguinte, PF deflagrou fase da ”Lava Jato do PCC”

Na última quinta-feira, 16, um dia após a votação, a PF deflagrou a segunda fase da Operação Mafiusi, conhecida como a “Lava Jato do PCC”A corporação investiga os elos da facção com as máfias italiana e albanesa. Três pessoas foram presas preventivamente.

Já no mês passado, a Operação Carbono Oculto mostrou que o PCC usava refinarias, postos de combustíveis, hotéis, motéis e um terminal portuário em diversos Estados para lavar dinheiro. Fintechs também foram usadas no esquema criminoso, o que levou a PF a cumprir mandados na Avenida Faria Lima.

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Política

Câmara de Várzea Grande articula CPI para investigar sucateamento e irregularidades no Transporte Coletivo

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O sistema de transporte coletivo de Várzea Grande enfrenta uma iminente investigação legislativa após a consolidação do número necessário de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da Cidade Industrial. A iniciativa parlamentar visa apurar denúncias formais de descumprimento contratual e precarização dos serviços oferecidos à população.

A União Transporte, principal concessionária operadora do serviço no município, figura como o alvo central das investigações. A empresa, de propriedade do empresário Rômulo Botelho, irmão do deputado estadual José Eduardo Botelho (MDB), atua sob a gestão da Associação dos Transportadores Urbanos (MTU), entidade que congrega as cinco concessionárias do setor na Região Metropolitana.

A instauração do procedimento fiscalizatório ocorrerá formalmente na próxima terça-feira, dia 27 de maio, durante a Sessão Ordinária no Plenário da Casa de Leis. Nesta data, o requerimento será lido publicamente, ato que precede o sorteio técnico para a definição dos vereadores que assumirão as funções estratégicas de presidente e relator do bloco de inquérito.

O estopim para a mobilização do Poder Legislativo fundamenta-se em um robusto histórico de falhas operacionais graves, caracterizado pela circulação de uma frota visivelmente inferior à meta estipulada no contrato de concessão vigente.

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Somam-se a isso relatórios técnicos que apontam para a obsolescência dos veículos, severas deficiências nos mecanismos de acessibilidade universal e descumprimento crônico dos itinerários estabelecidos.

A decisão de criar a comissão parlamentar foi chancelada por um grupo suprapartidário composto por dez vereadores: Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.

A convergência desses parlamentares reflete o desgaste político e social gerado pela insatisfação generalizada da comunidade com a infraestrutura urbana local.

Os parlamentares recorreram à prerrogativa constitucional da CPI devido à insuficiência das medidas administrativas anteriores e à necessidade de detalhar o fluxo financeiro e operacional da concessão. A suspeita de favorecimento e a falta de transparência na fiscalização dos contratos anteriores motivaram os representantes a buscar instrumentos jurídicos de maior poder coercitivo e de auditoria profunda.

O cenário de degradação atinge de forma direta e severa a Cidade Industrial, o maior polo socioeconômico de Várzea Grande, e espalha-se pelas periferias conectadas à capital. Os usuários do sistema enfrentam rotineiramente veículos obsoletos desprovidos de climatização sob temperaturas extremas, infiltrações estruturais durante o período chuvoso e abrigos públicos depredados e desprotegidos contra as intempéries climáticas.

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O agravamento da crise estrutural decorre, segundo analistas e lideranças comunitárias, do distanciamento geográfico e gerencial de parte dos grupos empresariais que controlam o setor, uma vez que diversas dessas organizações possuem matrizes fora do Estado de Mato Grosso.

Essa configuração societária dificulta o alinhamento das metas operacionais com as demandas reais e cotidianas da população várzea-grandense.

Os desdobramentos atuais conectam-se a fiscalizações prévias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e pelo Ministério Público Estadual (MPE). O órgão ministerial, inclusive, interveio recentemente por meio de uma mesa técnica, estabelecendo um cronograma emergencial de obrigações estruturais para permitir a continuidade temporária e condicionada da prestação dos serviços pela empresa concessionária.

A expectativa da sociedade civil e dos movimentos sociais concentra-se na democratização das decisões regulatórias, com a exigência de audiências públicas frequentes e auditoria cidadã nos custos tarifários. Até que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) produzam efeitos práticos na gestão municipal, a rotina dos trabalhadores locais permanecerá sob o estigma dos atrasos crônicos, do desconforto térmico e do improviso logístico.

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