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JOGADA DIFÍCL

Veterano não encontra caminhos para viabilizar reeleição e deve vir para Federal

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Assediado por algumas siglas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria declinado, pelo menos por enquanto, de filiar no Partido Liberal (PL), partido comandado pelo ex-deputado federal Valdemar Costa Neto. A negociação com o Partido Liberal não avançou em função da falta de garantias de que a legenda apoiará os candidatos do presidente ao Senado e ao governo nos estados.

A negociação esbarrou nos estados de Mato Grosso com à reeleição do Senador Wellington Antonio Fagundes, e Rio de Janeiro com Romário Faria, onde o PL impôs a candidatura. Apesar de declarar que o PL seria entregue a Bolsonaro de porteira fechada, Valdemar da Costa Neto comunicou a interlocutores do presidente que não abre mão da candidatura à reeleição do Senador Wellington Fagundes.

A posição do dirigente nacional do Partido Liberal esbarra no desejo de Jair Bolsonaro em apoiar para o Senado em Mato Grosso o deputado federal José Medeiros (PODE), seu vice-líder na Câmara Federal. Ferrenho defensor do governo Bolsonaro, Medeiros teve sua pré-candidatura ao Senado lançada pelo presidente.

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Diante da falta de autonomia em indicar seus candidatos a senador e governo, Bolsonaro retomou as negociações com Partido progressista (PP) e com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), estão trabalhando fortemente para reunir todas as condições políticas para o presidente filiar no partido, isso significa que os progressistas devem abrir mão de lançar candidatos ao Governo e Senado para apoiar os nomes indicados por Jair Bolsonaro.

Com esse cenário, a pré-candidatura a Senador do deputado federal Neri Geller (PP) deve ser sacrificada. Além de José Medeiros, Bolsonaro articula para o Senado a candidatura do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, por São Paulo, do vice-presidente Hamilton Mourão pelo Rio de Janeiro e de Eduardo Pazuello em Roraima.

Costurando nos bastidores

A possibilidade de entrar pra história e abrir um sétimo mandato como deputado federal não faz a cabeça do atual Senador da República, Wellington Fagundes (PL). O veterano “bate o pé” pela reeleição e tenta construir um improvável caminho de ser o candidato de Jair Bolsonaro no estado.

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Inicialmente, Wellington Fagundes tentou costurar no grupo do atual governador, Mauro Mendes Ferreira (DEM), financiado pela família Maggi, mas perdeu espaço para Neri Geller (PP), que deve ser o nome a entrar na disputa.

Caso tudo dê errado, segundo o que uma fonte ligada a Fagundes confidenciou que; é mais fácil ele disputar o Governo do que a deputado.

O recado é direto para Mauro Mendes, que fechou as portas do seu grupo para Fagundes e pode ter de encará-lo de frente nas urnas.

Embora acumule um desgaste imenso por um aumento abusivo dos impostos em sua gestão, bem como o caos que se instala na saúde de várias cidades do interior, Mendes se considera imbatível e já abriu mão até do apoio de Bolsonaro.

Na visão prepotente do governador e de aliados, como o ex-senador, Cidinho Santos, fazendo lembrar uma frase histórica, nem Deus afunda o Titanic.

O final do filme é conhecido… não é mesmo!

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Política

Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás

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Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.

O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.

As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.

Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.

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A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.

A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.

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O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.

Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.

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